“A Ortodoxia manifesta-se, não dá prova de si”

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

"Onde deveremos procurar o Reino de Deus?"

"Teu reino vem!"

Lendo o Evangelho não podemos deixar de notar que ele fala com freqüência no Reino de Deus. Muitos diálogos e parábolas de Cristo são destinados a revelar a natureza, atributos e propósito do Reino de Deus. Isso era tão óbvio para os contemporâneos que eles chamavam o ensinamento do conjunto desses ensinamentos de "pregação das boas novas do Reino de Deus" (Mt. 4:23).

Mas no que implica este título? Significa ele a futura vida depois da morte, que vem depois da ressurreição dos mortos? Ou, talvez, ele signifique a condição espiritual presente do homem, sua prontidão para se comunicar com Deus? Implica ele numa sociedade construída segundo os princípios evangélicos? Ou o reino universal dos santos, de mil anos de duração descrito no livro do Apocalipse (Apocal. 20:4)?

A palavra "Reino" presume em si uma estrutura social extensiva e bastante complexa: um estado, um império. Agora, se tudo que existe é uma decorrência de Deus (pois nada existe que não tenha sido criado por Ele), então o Reino de Deus é, em principio e por projeto, o mundo inteiro de Deus, o imenso universo, que inclui todas as coisas visíveis e invisíveis. Esta parece ser uma afirmação correta.

Mas se nós sabemos que Deus é infinitamente bom e justo, de onde vem toda esta discórdia? Todas estas calamidades e desastres, miríades de malignidades: crimes, atos de violência e injustiça, doenças e mortes, que são vistas por toda parte? Porque aquilo que deve acontecer não se ajusta ao que acontece de fato?

"É por causa do pecado e desobediência a Deus, por causa da resistência consciente a Ele," explica a Sagrada Escritura.

É o dom da liberdade concedido aos homens (e aos anjos) pelo Criador, que pressupõe a habilidade para infringir a Sua vontade e leis, que traz desarmonia para a beleza e ordem que deveria ter existido em todo o universo. A liberdade da vontade é como fogo, que um selvagem pode usar para cozinhar sua comida ou esquentar a sua morada no tempo frio, ou então queimar toda a floresta e talvez até mesmo perecer neste fogo.

A principio Deus poderia nos ter "programado" para só fazermos o bem, não causarmos danos aos outros e a nós mesmos, e agirmos somente como predestinados: comer, dormir, multiplicar. Mas neste caso nós seriamos robôs ou animais, dirigidos pelos instintos naturais, e não como seres de espírito-livre. Nós seriamos espiritualmente deficientes e, além disso, estaríamos privados da real possibilidade do prazer do trabalho criativo, inspiração e de atos de livre-vontade de caridade e amor. Deus criou muitos seres sem liberdade moral, que, no entanto, vivem somente pelas leis físicas. Mas eles foram simplesmente um estágio preparatório antes da concretização do homem, para quem nosso Deus criou o mundo físico.

Em Seu incompreensível amor Deus não fez os homens como "mecanismos" cegamente submissos, mas nos criou como "filhos" livres, capazes de amor consciente, e desejosos por Ele como Protótipo e Ideal. Deus deu ao homem grandes dons espirituais, colocou-o no doce paraíso, fez dele dirigente de todas as criaturas e deu a ele a árvore da vida, para que ele fosse sempre saudável, pudesse se aperfeiçoar e amar a vida. Que honra e graça! E qual não deveria ser a gratidão das pessoas que habitavam no Éden!

Mas nós temos consciência da tragédia que ocorreu: o selvagem apreendeu a fazer fogo e tocou fogo na floresta. Felizmente, ele não a queimou inteiramente e para sempre!

Nós não vamos aqui recontar os detalhes da catástrofe espiritual do homem, descrita no capítulo 3 do Livro da Gênesis. É importante lembrar que devido a esta tragédia todas as pessoas nascem moralmente defeituosas e predispostas a pecar. O pecado original é como um defeito biológico da célula, que passa dos pais para as crianças.

A tragédia da humanidade é que as pessoas, com todas as suas boas intenções e esforços, não conseguem curar a podridão espiritual, que tem suas raízes muito fundas no nosso ser físico e espiritual.

Por misericórdia de Deus, nem a terra nem o inferno — a tenebrosa morada do mal, que os demônios fizeram para si próprios, — se espalharam através do Reino de Deus. Elas são mais como "ilhas" isoladas, "áreas de quarentena," ou manchas escuras no imensamente grande Reino da Luz e do Bem. Paz e harmonia reinam por toda parte, especialmente no mundo angélico. Todos rejubilam com a luz vivificante dada pelo Criador, agradecendo a Ele por Sua eterna bondade.

Mas murmúrios, gemidos e maldições são ouvidos na nossa sociedade, que se afastou do Criador. As pessoas enganam e ofendem umas às outras, "o homem tornou-se um lobo para com seu companheiro." Às vezes parece que as trevas espirituais absorverão o nosso mundo, fazendo dele um inferno real.

Mas isto nunca acontecerá! Nós sabemos, como nos foi prometido pelo Salvador, que o mal será permitido somente por um certo tempo. Vindo para o nosso mundo por uma segunda vez, o Filho de Deus ressuscitará todas as pessoas. Então todos os malignos, malfeitores, estupradores e malfeitores, todos os que odeiam a luz e estão felizes com o mal, serão jogados na ígnea Gehena, junto com os demônios. O mundo será completamente renovado. Todos aqueles que viveram pelo Evangelho, amaram o bem, procuraram a verdade, sofreram sem culpa, evitaram mentiras e violência, serão "salvos," o que significa que eles serão reunidos com o resto do Reino de Deus. E isto será a alegria inexplicável.

"E vi um novo céu, e uma nova terra," escreve o Apóstolo João no Apocalipse, "Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram... E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas... E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. E a cidade (Nova Jerusalém) não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro (Filho de Deus) é a sua lâmpada. E as nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra. E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite. E a ela trarão a glória e a honra das nações... E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio de sua praça, e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para saúde das nações... E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem da luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia" (Apocalipse 21 e 22).

A natureza deste mundo é tão diferente do nosso universo físico que faltam palavras ao autor para descrevê-lo. É claro, no entanto, que este é o mais belíssimo mundo, e o simples entendimento do pecador condenado de que ele nunca chegará lá, parece ser a mais dolorosa tortura.

Ai está porque o Evangelho fica insistentemente chamando todo mundo para fazerem todos os esforços, sacrificando qualquer coisa inclusive esta própria vida temporal, para vivê-la no Reino de Deus. O Reino de Deus é nossa verdadeira pátria, enquanto este mundo, no estado presente, é estranho para Deus, e assim deve ser estranho para nós também.
Bispo Alexander (Mileant).
Tradução: Padre Pedro Oliveira

terça-feira, 8 de julho de 2008

OrtoFoto

Procissão - Rússia
autor: Georgiy Kolosov

Oração à Virgem Mãe de Deus antes da Comunhão

Ó Virgem Toda-Pura, sem mancha, nem pecado, Soberana Esposa de Deus, pelo Teu parto admirável, uniste aos homens o Verbo de Deus e guiaste até os céus a nossa natureza caída. Esperança dos desesperados, fortaleza única dos aflitos, seguro abrigo daqueles que recorrem a Ti, refúgio dos cristãos. Não desprezes o pecador que eu sou, cativo por pensamentos, palavras e ações vergonhosas e, tornado, pela leviandade de espírito, em escravo dos prazeres da vida. Tu, ó Mãe do Deus Amigo dos homens, concede o Teu amor ao pródigo que eu sou. Recebe a minha oração apesar de proferida por lábios impuros. Usando da Tua autoridade materna, roga a Teu Filho, nosso Mestre e Senhor, que revele a mim, também, os tesouros da Sua ternura e misericórdia. Conduz-me ao arrependimento e faz de mim um fiel cumpridor dos Seus divinos Mandamentos. Assiste-me sempre com Tua benevolência e compaixão. Sê, ao longo desta vida, meu amparo e proteção, guia-me ao porto da salvação e guarda-me dos assaltos do inimigo. À hora da partida, em Teu amor materno, tem compaixão da minha pobre alma e, afasta, para longe, as visões tenebrosas dos espíritos malignos. No dia temível do julgamento, livra-me da condenação eterna e torna-me herdeiro da glória inefável do Teu Filho e nosso Deus. Possa eu alcançá-la, ó Virgem Soberana e Santíssima Mãe de Deus, pela Tua mediação e proteção, e pela graça e amor pelos homens do Teu Filho Unigênito, nosso Senhor, Deus e Salvador Jesus Cristo, a Quem pertencem toda a glória, honra e adoração, bem como ao Seu Pai sem-princípio e ao Seu bom e vivificante Espírito, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Festa do Nascimento de São João Batista, Profeta e Precursor - 24 jun/07 jul


Seis meses antes da aparição à Santíssima Virgem Maria em Nazaré, Gabriel, Arcanjo do Senhor, apareceu para Zacarias o Sumo Sacerdote no templo de Jerusalém. Antes de revelar a miraculosa concepção por uma virgem que não havia conhecido homem, o Arcanjo revelou a maravilhosa concepção por uma mulher velha e estéril. Zacarias foi incapaz de acreditar de imediato nas palavras do arauto de Deus, e por isso sua língua foi posta em mudez e assim permaneceu até oito dias após o nascimento de João. Nesse dia reuniram-se os parentes de Zacarias e Isabel para a circuncisão da criança e escolha de seu nome. Quando perguntaram ao pai como ele queria que o filho chamasse, ele, estando ainda mudo escreveu numa lousa: “João”. Nesse instante sua língua foi liberada e ele voltou a falar. A casa de Zacarias era nas colinas entre Belém e Hebron. A notícia da aparição do Arcanjo a Zacarias, de sua mudez e da liberação de sua língua no exato momento que ele escreveu “João”, foi espalhada por todo Israel, chegando aos ouvidos de Herodes. Assim, quando ele enviou homens, para matar todas as crianças em torno de Belém, ele também enviou homens para a casa da família de Zacarias nas montanhas, para matar João mas Isabel escondeu o menino a tempo. O Rei enraiveceu-se com esse fato, e enviou um executor ao templo para matar Zacarias (pois era o turno de Zacarias servir ao templo novamente). Zacarias foi morto entre o pátio e o templo, e seu sangue coagulou e solidificou-se nas lajes da pavimentação lá permanecendo como um testemunho permanente contra Herodes. Isabel escondeu-se com a criança numa caverna, onde morreu logo depois. O jovem João permaneceu no deserto sozinho, cuidado por Deus e Seus Anjos.
Texto extraído de The Prologue from Ochrid, Lazarica Press, Birmingham.

sábado, 5 de julho de 2008

"Verdadeira Liberdade"

Epístola (Gl.4,22-31) - “Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Todavia o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria: porque estes são os dois concertos: um, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós. Porque está escrito: Alegra-te, estéril, que não dás à luz: esforça-te e clama, tu que não estás de parto; porque os filhos da solitária são mais do que os da que tem marido. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa como Isaac. Mas, como então aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que era segundo o Espírito, assim é também agora. Mas que diz a Escritura? Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre. De maneira que, irmãos, somos filhos não da escrava, mas da livre.

Evangelho (Jo. 6, 1-5) - “ Depois disto partiu Jesus para a outra banda do mar da Galileia, que é o Tiberíades. E grande multidão o seguia; porque via os sinais que operava sobre os enfermos. E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos. E a Páscoa, a festa dos judeus estava próxima. Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer”.

O grande, santo e Apóstolo Paulo, em sua Epístola precitada, faz comparação entre a lei do Sinai e a Lei da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, entre a escrava e a liberdade. Diz-nos Paulo: “Aquele que está sujeito à Lei é escravo, filho de uma escrava; aquele que vive na Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, é livre, filho de uma mulher livre”. Desta forma é posto perante nós o problema da liberdade.

Paulo ensina-nos que o centro da nossa redenção é a libertação e que, se o nosso comportamento não for o de homens livres, nós não somos, realmente discípulos de Cristo e continuamos ainda sob o jugo da lei – filhos da escravidão!

Mas que liberdade é esta de que fala Paulo?

Parece-me ouvir, ao longe o seguinte diálogo: “liberdade democrática, liberdade de opinião, liberdade de consciência?” Estas liberdades tão “queridas” de tantos e tão apregoadas e cantadas desde o fim do século XIX, onde nos levaram elas senão a um caos terrificante? O pensamento (os filosóficos, os sócio-economistas, etc.) afastou-se do pensamento tradicional e verídico, cada um puxando a seu bel prazer a manta da liberdade, construindo, destarte, uma sociedade dessacralizada, disforme, acéfala. Os fazedores das novas ideologias, glosando todos o tema da “liberdade” nada mais conseguiram do que engendrar o egoísmo, o individualismo, a falta de consciência de unidade do mundo. E chegamos a acreditar que estas “liberdades”, portadoras de desordem, nada mais são em si mesmas do que uma utopia.

Onde irá parar o Mundo se cada homem agir segundo a “sua” consciência? Para onde irá?...”

E a resposta vem do outro interlocutor: “a liberdade é tentadora, pois a lei esmaga. As sociedades excessivamente bem organizadas são pesadas para o homem, a ditadura e a autoridade diminuem a nossa dignidade. É atraente a liberdade!...”. Mas, vemo-la nós engendrar a elevação da alma? Não! Ela provoca, antes de mais nada, paixões. Então, por que razão o homem votando pela ordem, pela estabilidade, pela organização, pelas leis, pela tradição ancestral, chora atrás daquilo a que chamamos “liberdade dos filhos de Deus”? Mas então recusa abandonar as tais “liberdades” e, razoavelmente, constata o perigo. Uma solução se impõe – solução relativa, compromisso sem virtude!

Onde o mal-entendido? Somos nós, verdadeiramente, chamados à Liberdade?

Sem dúvida alguma! Cristo, Senhor da Vida, veio para libertar os prisioneiros, primeiramente os dos infernos, depois os prisioneiros do pecado, da morte, do demônio, da lei e da letra. Sendo Ele o nosso libertador, ou Cristo é um utopista, concedendo-nos uma liberdade criadora de desordem, ou então compreendemos muito mal a liberdade de Cristo! Aproximamo-nos da resposta.

A liberdade tão freqüentemente anunciada no decorrer dos últimos séculos não é a libertação! Essa liberdade quis libertar o homem socialmente, intelectualmente, psicologicamente, sentimentalmente. Mais nada! Todavia, a libertação da criatura humana não está, em primeiro lugar, no plano social, sentimental ou intelectual; ela consiste do “domínio interior” das paixões. De que serve a liberdade exterior se o homem continua escravo de uma pequenez de alma, vivendo na sua pobre “micropsiquia” todos os dramas e paixões interiores que o avassalam e dominam, como ditadores, sem os poder controlar, dominar?

A liberdade íntegra, autêntica, só é verdadeira quando o Homem se libertou, em Cristo, de si mesmo, isto é, se libertou das paixões, do egoísmo, da ignorância, das falsas idéias e ideais. Não, irmãos, nós cristãos não podemos ser os arautos da liberdade exterior, mas sim os arautos das conquistas interiores que abrem no homem o Reino do Espírito.

Que monstruosidade é a liberdade exterior, se o crime permanece escondido no coração? Imaginai o resultado... Que fazer, então?

O erro de todos quantos apregoam a liberdade exterior é de suporem o homem perfeito, quando ele é na verdade pecador. O erro dos outros é de não acreditarem nos seus irmãos, de se aplicarem a prendê-los, a acorrentá-los a leis que são contra a dignidade dos homens, considerando-os pequenos, ridículos, desprezíveis – inúteis! - , esquecendo que mesmo no pecador está a imagem do Criador, enquanto nele houver (e há sempre) uma centelha da Graça que alimenta a esperança de uma reconversão.

Igreja Una, a Igreja de Cristo, que manteve todos os Seus ensinamentos na Verdade e na Santidade.

Falso idealismo ou falso desprezo, ignorância do pecado ou desconhecimento da Graça. O discípulo de Cristo sente a profundeza do pecado e a dureza férrea das cadeias interiores, mas sabe que deve combater em Cristo para a sua perfeição interior e que o mesmo Cristo o libertou, para sempre, porque o homem é filho de Deus e Ele é seu irmão.

O milagre a que o Evangelho de João alude e onde é narrada a multiplicação dos pães, é uma imagem da Sagrada Eucaristia e uma resposta ao grande Tentador. Lembrai-vos daquela perícopa do Evangelho que nos diz que o Senhor foi tentado para das pedras fazer pão. Cristo responde ao príncipe da iniqüidade “nem só de pão vive o homem, mas também da palavra que sai da boca de Deus”.

O Salvador, durante três dias, alimenta aquela multidão imensa com a Sua doutrina de Verdade e de Vida. Todos escutam. Ninguém se lembra de partir, de ir encher o ventre e voltar depois para escutar o Senhor. O corpo, o físico, passa para um plano bem secundário. Então Cristo realiza o milagre da multiplicação em torno da Sua palavra, ouvindo a verdade e alimentando a alma, então o Senhor responde ao tentador – faz, o milagre pedido.

Qual é a radical diferença entre o pensamento do demônio e o pensamento de Cristo? Cristo põe em primeiro lugar a Sua confiança em nós. Ele trata-nos como filhos da Liberdade para os quais o primordial alimento é o pão da Verdade, o pão dos Anjos; o demônio começou pela zona mais baixa, pelo ventre.

É falso começar, seja o que for, pelo exterior. Libertemos-nos das nossas paixões e a sociedade será livre. Aniquilemos as falsas doutrinas diabólicas que nada mais vêem do que a terra que nossos pés pisam e tomemos raízes profundas pela obediência e pelo amor da Verdade de Cristo e então poderemos ser, para todos os homens, “portadores de liberdade” e, porque imagens vivas de Cristo que habita em nós, portadores também, da “libertação” em Cristo. Amém!

Pelo Bispo Jean
Artigo editado pela Revista ORTODOXIA
Metropole Ortodoxa de Portugal – número 1
Boletim Interparoquial, julho de 2005

sexta-feira, 4 de julho de 2008

OrtoFoto

Bosnia e Herzegovina - BiH
autor: Dajana Jankovic

“Extrato das Instruções Espirituais de São Serafim de Sarov a Motovilov”

... Era uma quinta-feira; o dia estava cinzento, o solo coberto de uma espessa camada de neve. Caíam ainda alguns grandes flocos de neve, quando o Staretz Serafim começou a falar-me na clareira vizinha ao seu “deserto”, às margens do rio. Ele fez-me sentar sobre um tronco de árvore, recentemente cortado, e pôs-se, ele próprio diante de mim.

“O Senhor revelou-me, disse-me ele, que em tua infância, desejavas saber o objectivo da vida cristã; tendo posto tal questão, por tantas vezes a eminentes hierarcas”.

Eu devo dizer que em efeito com a idade de doze anos esta questão me preocupava enormemente; eu perguntava frequentemente a este respeito, sem, no entanto, jamais ter recebido uma digna resposta”.

“Ora, ninguém te dizia algo de precioso. Aconselhavam-te a orar, a ir à igreja, a dar esmolas, a fazer o bem, dizendo-te ser este o objectivo da vida cristã. Alguns chegavam mesmo a dizer-te: Não procures saber aquilo que não te compete. Eis que então eu, miserável servidor de Deus, procurarei explicar-te qual é este objectivo: a oração, o jejum, as obras de misericórdia e a caridade..., tudo isto é muito bom, mas representam somente meios, e não o próprio objectivo da vida cristã. O verdadeiro objectivo é a aquisição do Espírito Santo”.

“Em que sentido expressas esta aquisição? – perguntei-lhe então: – Eu não compreendo muito bem!”

“Adquirir significa ganhar, respondeu-me ele, compreendes, o que quer dizer ganhar dinheiro? E então, o mesmo acontece com o Espírito Santo. O objectivo da vida para alguns é o de ganhar dinheiro, de receber honras, títulos, distinções... O Espírito Santo, Ele também, constitui um ganho, mas um ganho eterno. Nosso Senhor compara a nossa vida a um comércio e as obras desta vida à uma compra: “Aconselho que de Mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças.” (Ap.3, 18) – diz Ele – fazendo-nos ainda o dom das palavras do Apóstolo que diz “Do qual todo o corpo, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor” (Ef. 5, 16). Os únicos valores da terra são as boas obras feitas por amor a Cristo; elas nos revelam a graça. Nenhuma boa obra pode nos aportar os frutos do Espírito Santo se ela não for realizada por amor a Cristo. Razão pela qual o próprio Senhor faz escrever “Quem comigo não ajunta, espalha” (cf. Mt. 12, 30).

“Na parábola do Evangelho é dito às virgens loucas: “Ide, antes aos que o vendem, e comprai-os para vós” (Mt. 25, 9); mas, no entanto, ao partirem em busca de óleo, a porta da câmara das bodas lhes foi fechada, não podendo mais entrar. Alguns explicam-nos que esta falta de óleo é uma falta de boas obras, mas esta explicação não é verdadeira. Que boas obras poderiam faltar-lhes se, apesar de serem loucas, elas haviam guardado a virgindade? A virgindade é uma das maiores virtudes, um estado que nos torna “semelhante aos anjos” e que poderia reunir todas as virtudes. Apesar de minha indignidade, ouso pensar que o que lhes faltava era a graça do Espírito Santo. Pois o essencial não é fazer o bem pelo bem, mas adquirir o Espírito Santo, fruto de todas as virtudes, sem o qual não há questão de salvação. Escrito está que “é pelo Espírito Santo que toda a alma vive e é elevada pela purificação; ela é amparada pela Trina Unidade num mistério sagrado”. (Anavathmi próprio dos dias festivos – ofício de Matinas)

“Este Espírito Santo, o Todo-Poderoso, nos é dado com a condição de que saibamos adquiri-Lo. Então Ele vem habitar em nós, e prepara em nossas almas e em nossos corpos uma morada para o Pai, segundo a palavra do Profeta: “Dai ouvidos à Minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu Povo; e andai em todo o caminho que Eu vos mandar para que vos vá bem” (Jr. 7, 23).

“Dentre as obras realizadas pelo amor de Cristo é a oração que pode obter mais facilmente a graça do Espírito Santo, pois ela está sempre ao nosso alcance. Pode acontecer que queiras dirigir-te à igreja, não havendo no entanto igreja alguma nas proximidades; ou então desejes socorrer algum pobre mas não disponhas dos meios, ou não encontres nenhum à tua vista; ou mesmo ainda, se gostasses de guardar a castidade, mas a fraqueza de tua natureza impede-te em resistir às tentações. A oração está ao alcance de todos e cada um pode nela vaguear, tanto o rico como o pobre, o sábio como o ignorante, o forte como o fraco, o doente como o são, o pecador como o justo. Imenso é o seu poder; mais do que tudo, ela atrai em nós a graça do Espírito Santo. É-nos necessário, então, orar até que o Espírito venha em nós e não desistir até que enfim Ele digne-Se visitar-nos; até que este divino Consolador já permaneça em nós e conosco”.

“Padre, disse-lhe eu então, falas somente da oração; diga-me algo a respeito das outras boas obras feitas em Nome de Cristo”.

“Sim, respondeu o Padre Serafim. Tu podes adquirir a graça do Espírito Santo por meio de outras boas obras. Põe este capital no “banco do céu” e vê quanto ele vai lhe render. Se a oração e as vigílias te fazem alcançar mais graças divinas, vigie e ore; se são os jejuns, faça penitências; se são as doações, então realize-as. Sabes, amigo de Deus, sou descendente de uma família de comerciantes de Koursk, quando ainda estava no mundo, meu irmão e eu vendíamos sempre os artigos que nos traziam mais benefícios. Faz então, tu próprio, o mesmo, pois que para nós cristãos o senso da vida consiste não em aumentar o número de boas obras, mas sim em tirar delas o maior proveito, quero dizer, o Dom excelente do Espírito Santo”.

“Seja, por tua vez, dispensador desta graça, tendo como exemplo a vela que ilumina e comunica a luz a outras velas, sem, no entanto, apagar a sua própria chama. Se isto acontece ao fogo da terra, o que esperamos então do Fogo do Espírito Santo? Os bens terrestres esvaem-se quando os distribuímos, enquanto que as riquezas da graça divina não cessam de aumentar naqueles que as distribui. Eis porque nosso Senhor diz à Samaritana: “Quem beber desta água ainda terá sede, mas aquele que beber da água que Eu lhe der não terá mais sede; porque a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma fonte que jorra para a Vida Eterna” (Jo. 3, 13-14).

“Padre, disse eu ainda uma vez, falas constantemente da graça do Espírito Santo como sendo o objectivo da vida cristã, mas como e onde poderei eu perceber uma tal graça? As boas obras são visíveis, mas o Espírito Santo, pode Ele ser visto? Como posso saber se Ele está presente em mim ou não?”

“Em nossos tempos, respondeu-me o Staretz, visto a morna condição de nossa fé e a pequena atenção que dirigimos às intervenções de Deus em nossas vidas, nós nos tornamos completamente afastados desta vida em Cristo. Eis porque as palavras da Sagrada Escritura nos são estranhas, como esta, por exemplo: “Adão viu o Senhor que passeava no jardim” (Gn. 3,8) ou ainda aquela que nos é narrada nos Atos dos Apóstolos, onde o Espírito Santo tendo impedido o Apóstolo Paulo de dirigir-se à Bitínia, conduziu-o à Macedônia (cf. At. 16,7). Muitas outras passagens da Escritura nos falam destas manifestações de Deus aos homens. Alguns dizem que estes textos são incompreensíveis ou negam a possibilidade ao homem de ver a Deus com os olhos da carne. Esta incompreensão vem do fato de termos perdido a simplicidade das origens cristãs e, através de nossas próprias “luzes” afundarmo-nos em trevas de ignorância. O que os antigos compreendiam facilmente nos escapa (refiro-me às compreensões das manifestações divinas). Assim é dito de Abraão, e de Jacob, os quais viram a Deus e Lhe dirigiram a palavra; o próprio Jacob lutou com Ele. Moisés contemplou-O igualmente, e todo o povo com ele, naquela coluna de fogo (que era a Graça do Espírito Santo), a qual servia de guia para o povo de Israel no deserto. Deus e a Graça do Espírito Santo não foram vistos em sonhos ou em êxtases, ou simplesmente na imaginação, mas na realidade, em verdade”.

“É porque nos tornamos indiferentes à obra de nossa salvação que não atingimos, como deveríamos, o sentido das palavras de Deus; não buscamos a Sua Graça e nosso orgulho não a deixa estabelecer-se em nossas almas. Não temos, desta forma, a Luz do Senhor; Luz que Ele concede àqueles que O esperam com fervor e sede de justiça”.

“Quando nosso Senhor Jesus Cristo, após Sua Ressurreição, dignou realizar a obra da nossa Salvação, Ele envia aos Apóstolos o Sopro da Vida perdido por Adão e lhes concede a Graça do Espírito. No dia de Pentecostes, Ele os gratifica pela força do Espírito Santo que neles penetra sob a forma de um vento violento com o aspecto de línguas de fogo, preenchendo-os do vigor de Sua Graça”.

“Este mesmo sopro abrasado é recebido pelos fiéis de Cristo no dia do Batismo e selado pelo ritual do crisma nos membros de seus corpos a fim de que eles sejam também receptáculos da graça. Eis porque o sacerdote acompanha a unção do santo óleo com estas palavras: “Pelo Selo do Dom do Espírito Santo!”. Esta graça é tão grande, tão necessária e tão vivificante, que ela não nos será jamais retirada; mesmo aquele que a renega, guardá-la-á até sua morte. Isto é para que compreendas que se nós não tivéssemos pecado após nosso Batismo, permaneceríamos santos, isentos de toda a mancha do corpo e da alma, tal como os justos de Deus. O mal é que ao avançarmos em idade, não avançamos em graça e em sabedoria mas, ao contrário, pela nossa crescente perversidade, nos afastamos da graça do Espírito Santo e tornamo-nos grandes pecadores”.

“Mas, ó maravilha divina, a Sabedoria busca sempre a nossa salvação. Se nestas estâncias o homem escuta Sua voz e decide, por amor, tornar-se vigilante, se ele persevera em boas obras e alcança o verdadeiro arrependimento, então o Espírito Santo age nele e estabelece nele o Reino de Deus. A graça do Espírito Santo dada no momento do Batismo em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo resplandece em nosso coração como uma luz divina, mesmo apesar das quedas e trevas de nossas almas. É ela que exclama ao Pai de misericórdia: “Aba, Pai!”, é ela que reveste a alma com a túnica incorruptível tecida por nós, pelo Espírito Santo”.

“Para melhor esclarecer-te neste assunto, amigo de Deus, devo dizer-te que o Senhor manifesta geralmente a ação desta graça naqueles que Ele santifica e ilumina. Lembra-te de Moisés após seu “encontro” com Deus no Monte Sinai: o povo não podia vê-lo em virtude da luz resplandecente que iluminava o seu rosto, não podendo permanecer diante dele, senão coberto por um véu. Lembra-te também da Transfiguração de nosso Senhor: “Sua Face resplandecia como o sol e Suas vestes tornaram-se alvas e resplandecentes com a luz” e “os discípulos caíram, prostrados por terra, estupefactos”. Quando Moisés e Elias aparecem iluminados por esta luz, é-nos dito que uma nuvem vem cobrir os discípulos com sua sombra afim de atenuar o resplendor da graça divina, que lhes cegava os olhos. E, bom ... é por meio desta Luz inefável que se manifesta a ação da Graça do Espírito Santo a todos aqueles a quem Deus quer revelá-la”.

“Mas como poderei eu saber se me encontro na graça do Espírito Santo?”

“É muito simples, amigo de Deus, respondeu-me o Padre Serafim. Pois tudo é simples para aqueles que adquiriram a inteligência. Nosso mal consiste em não buscarmos mais a sabedoria que vem de Deus. Os apóstolos, eles sabiam se o Espírito de Deus repousava neles ou não, e quando O possuíam, confessavam-no através de suas obras, santas e agradáveis a Deus. Apoiados nesta certeza fundamental, enviavam suas epístolas como sendo a expressão da imutável verdade, necessária a todos os fiéis. Vês então, amigo de Deus: é muito simples!”

Saint Séraphim – l’Ange de Sarov
Par Valentine Zander – Editions Bénédictines 2000
Tradução: Monja Rebeca
Boletim Interparoquial, julho de 2003

quarta-feira, 2 de julho de 2008

OrtoFoto

Rússia
autor: Борис Борт

Oração para a mãe no dia do parto

Mestre e Senhor Todo-poderoso, que cura toda fraqueza e toda doença, restabeleça também Tua serva (N), que acaba de dar a luz, e faça que ela se levante da cama onde se inclina; porque, segundo a palavra do profeta David, é na iniqüidade que nós fomos concebidos e somos todos nós impuros em presença de Ti. Guarde-a, tanto quanto a criança que ela trouxe à vida, à sombra de Tuas asas, protege-a, desde agora até ao seu fim derradeiro, pela intercessão da puríssima Mãe de Deus e de todos os Santos. Porque Tu és bendito pelos séculos dos séculos. Amém.

Mestre e Senhor nosso Deus, Tu que nasceste de nossa Senhora, a puríssima Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, que foste reclinado, recém-nascido, sobre uma manjedoura e carregado nos braços como um bebê, tenha piedade da Tua serva (N), que acaba de trazer ao mundo esta criança, perdoa-lhe suas faltas voluntárias e involuntárias; guarde-a das investidas do demônio; preserve seu recém nascido de todo veneno, de toda malevolência, de toda inquietude provocada pelo inimigo e os espíritos maus, de dia e de noite. Sob Tua mão poderosa guarde-a, concedendo-lhe um pronto restabelecimento; purifique-a e cure suas dores, dê à sua alma e ao seu corpo vigor e saúde; reconforte-a através da ofuscante claridade de Teus Anjos e protege-a de todo assalto dos espíritos invisíveis. Sim, Senhor, afaste dela a fraqueza e a doença, inveja e ciúme, sortilégios e infortúnios; em Tua grande misericórdia, tenha piedade dela e de sua criança, purifique seu corpo, liberte suas entranhas de toda espécie de complicação. Em Tua benevolência e compaixão, apresse o restabelecimento de seu corpo debilitado, e faça que seu rebento possa um dia se prostrar no templo terrestre que Tu preparaste para glorificar o Teu Santo Nome. Pois a Ti pertence toda glória, honra e adoração, Pai, Filho e Espírito Santo eternamente agora e sempre, e pelos séculos dos séculos . Amém

Senhor nosso Deus, que quis descer dos céus e nascer da Santa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria para a salvação dos pecadores que nós somos; Tu que conhece a fraqueza da natureza humana, concede Tua graça e Tua misericórdia à Tua serva (N), que acaba de dar a luz. Tu mesmo, Senhor, que disseste: "Crescei e multiplicai, enchei a terra e sujeitai-a.". Eis porque nós também, Teus servos, Te rogamos e, confiantes da Tua clemência e Teu amor pelos Homens, nós invocamos com temor o Santo Nome de Teu Reino: guarda-nos do alto céu e considere nossa impotência de condenados; concede Tua graça à Tua serva (N), a toda a casa onde nasceu esta criança, à todos aqueles que lhe são próximos e todos aqueles que se encontram aqui agora; porque Tu és um Deus de bondade, pleno de amor pelos homens, e somente Tu tens o poder de perdoar os pecados, pelas orações da Santa Mãe de Deus e de todos os Santos. Pois a Ti pertence toda glória, honra e adoração, Pai, Filho e Espírito Santo eternamente agora e sempre, e pelos séculos dos séculos, Amém.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Mosteiro de São Herman do Alasca, Platina, Califórnia


De acordo com o último comunicado do Hieromonge Damasceno em http://westsrbdio.org/prayer_appeal/st_herman_of_alaska_monastery.html, os monges voltaram ao Mosteiro ontem, 30 de junho. O incêndio está controlado e não há mais possibilidades de retrocesso de acordo com os bombeiros florestais da Califórnia. Frei Damasceno agradece as orações de todos.

OrtoFoto

Mosteiro de Supraśl, Polônia
autor: Iwona Zinkiewicz

Oração à Santa Mãe de Deus

Ó minha Santíssima Soberana, Mãe de Deus, pelas Tuas santas e fervorosas orações, afasta para longe de mim, Teu humilde e miserável servidor o desgosto, o esquecimento, o desentendimento, a negligência bem como todo pensamento impuro, perverso ou ímpio, vindo de meu pobre coração e de minha inteligência obscurecida. Extingue as chamas de minhas paixões, posto que sou indigente e miserável; liberta-me das inúmeras e amargas lembranças e ações e livra-me de toda obra maligna. Pois Tu és Bendita dentre todas as gerações, e glorificado é o Teu nome todo honrável por todos os séculos. Amém.

Rejubila, ó Virgem Mãe de Deus, ó Maria Cheia de Graça, pois o Senhor é con’Tigo. Bendita és Tu dentre as mulheres e bendito é o Fruto do Teu ventre, pois deste à luz o Salvador de nossas almas.

Gloria ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo, e agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
Kyrie eléison. Kyrie eléison. Kyrie eléison.

Pelas orações dos nossos Pais, Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, tem piedade de nós e salva-nos. Amém.