domingo, 7 de março de 2010
O Terceiro Domingo da Grande Quaresma – Domingo da Adoração da Santa Cruz
Durante as Matinas, ao fim da Grande Doxologia, o presbítero coloca uma Cruz sobre uma bandeja ornada de flores. Trazendo a Cruz acima de sua própria cabeça, ele sai do Santuário e da iconostase. É precedido de velas acesas e turíbulos. Chegando ao centro do Templo, ele coloca a Cruz sobre uma mesa. Ele a incensa. O cor canta: “Nós adoramos a Tua Cruz, ó Mestre, e glorificamos a Tua Santa Ressurreição”. O povo vem beijar a Cruz, que permanece assim exposta ao Centro da nave durante toda a festa. O sentido desta encontra-se bem expresso nesse cântico de matinas: “Contemplando, neste dia, a preciosa Cruz de Cristo, adoremo-la na fé, alegremo-nos e abracemo-la ardentemente, implorando ao Senhor que foi voluntariamente crucificado que nos torne dignos de adorar sua Crua preciosa e esperar o dia da Ressurreição, libertados de toda impureza”.
A Epístola lida à Liturgia (Hb. 4,14 a 5,6), exorta-nos, já que temos Jesus como Sumo Sacerdote, a aproximarmo-nos com certeza do trono de graça, afim de obter o perdão dos nossos pecados. “Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”.
O Evangelho (Mc. 8,34 a9,1) nos relembra as palavras graves e prementes do Mestre: “Aquele que quiser seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar sua vida, perdê-la-á; porém aquele que perder sua vida por causa de mim e do Evangelho, salvá-la-á”. Estou eu pronto a seguir Jesus carregando a Cruz (não aquela que eu escolhi, porém aquela que Ele próprio colocará sobre meus ombros)? Quando, logo mais, eu me aproximar da Cruz exposta no meio da Igreja e lhe der um beijo, será o meu beijo o de um pecador não arrependido, um beijo de Judas, ou um gesto respeitoso e superficial que não mudará nada em minha vida, ou um sinal de adoração, de fé, de ternura que comprometerá toda a minha existência?
Evangelho do dia termina com a frase seguinte: “Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte, sem que vejam chegado o Reino de Deus com poder”. Não se trata aqui da segunda e gloriosa vinda de Cristo, no fim do mundo. Trata-se desta vinda de Cristo com força, inaugurada pelo Pentecostes e da qual a primeira geração cristã iria ser testemunha. Porém trata-se também de uma vinda invisível, não espetacular, do Reino, na alma dos crente e fervorosos. Oh! Que possa ser meu próprio destino e que eu não morra sem que o Reino de Jesus tenha tomado posse de minha alma.
terça-feira, 2 de março de 2010
O Segundo Domingo da Grande Quaresma - Domingo de São Gregório Palamas
Evangelho de hoje (Mc. 2, 1-12), relata a cura do paralítico de Cafarnaum. Jesus perdoa-lhe seus pecados e, como os escribas assombram-se de que outro que não Deus possa perdoar os pecados, ele responde: “Qual é mais fácil dizer ao paralítico?: estão perdoados os teus pecados, ou dizer-lhe: levanta-te, e toma o teu leito e anda?... para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados, a ti te digo: levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa”. O tema central deste episódio é a força tanto de perdão quanto de cura que possui o Senhor Jesus, A seguir, há a afirmação - mais ainda: a demonstração - de que a cura e o perdão não devem ser separados. O paralítico, deitado sobre seu leito foi colocado aos pés de Cristo. Ora, a primeira palavra de Jesus não foi: “Sê curado!”, porém: “Teus pecados te são perdoados”. Em nossos males físicos, antes mesmo de pedir por nossa libertação material nós devemos orar por nossa purificação interior, pela absolvição de nossas faltas. Jesus, enfim, ordena ao paralítico curado,de levar sua cama para casa. De um lado, a multidão seria convencida da realidade do milagre se visse esse homem tornado forte o bastante para carregar seu leito. De outro lado, aquele que foi perdoado, interiormente modificado por Jesus, deve mostrar aos de sua casa, por qualquer sinal evidente (não mais por carregar um leito, porém, por palavras, atos e atitudes), que ali está um homem novo que retoma seu ligar em seu ambiente.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Irineu de Nis é entronizado como Patriarca da Igreja Ortodoxa Sérvia
às
21:02
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
MENSAGEM DE NATAL DO SANTO SÍNODO DE BISPOS DA IGREJA ORTODOXA AUTOCÉFALA DA POLÔNIA
Para o venerável clero, reverendos monges e todos os cristãos ortodoxos que amam a Deus.
“Cristo nasceu, para elevar o homem decaído” Tropário da Vigília de Natal.
Guiados pela Providência Divina, de novo, em humildade nos aproximamos da modesta gruta com este objetivo: reverenciar dignamente a Cristo, o menino-Deus que nela repousa. Aproximemo-nos d’Ele com glória angélica: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa-vontade” (Lc 2, 14), compreendendo que o homem apenas é digno de se chamar homem quando glorifica seu Criador, o Celeste Deus-Pai.
Como nos fala o Santo Evangelho lido neste dia santo, os anjos rejubilam por todo o mundo com a extraordinária proclamação de Deus, que em carne se revelou aos homens. Esta proclamação depois da passagem de milênios, hoje, particularmente ressoa em nossos templos.
Irmãos e Irmãs!
Na santa noite do Nascimento de Cristo a Santa Igreja proclama a todos em seus hinos, não apenas a nós, a grande alegria da vinda à terra do Criador de todo o mundo, que para o homem torna-se Salvador. Esta alegria não é comparável com nenhuma outra, uma vez que revela à humanidade a esperança da vida eterna. Por isso, não apenas relembramos, mas festejamos o Nascimento de Cristo como se ele se realizasse hoje.
Na noite do Nascimento de Cristo rejubilam o céu e a terra, os homens e os anjos juntos glorificam a Deus. O Senhor nos convoca à alegria e à paz do mesmo modo que aos humildes pastores em Belém. Entretanto, nossa alegria é ainda mais plena e perfeita. Graças ao Santo Evangelho sabemos que o Nascimento de Cristo é o começo da economia Divina da nossa salvação.
Nos dias de Sua vida terrena o Senhor consolou os que choravam, curou os doentes, purificou os leprosos, ergueu os paralíticos, fortaleceu a fé dos duvidosos. Toda a Sua atividade terrena foi uma demonstração de amor, misericórdia e compaixão pelo homem pecador.
Eis por que a alegria do Natal pode tocar o mais petrificado coração. Na noite de Natal esquecemos as doenças e infortúnios. A consolação Divina abrange e preenche cada alma sofredora e triste. Com Sua Graça o Senhor nos dá ajuda nas mais difíceis situações, não apenas na vida das pessoas comuns, mas também na vida de toda a Igreja, do país e da nação.
Irmãos e Irmãs!
Cada um de nós é chamado a proclamar Nosso Senhor Jesus Cristo não apenas com palavras, mas também com atitudes. Por isso, o digno do nome de cristão não é aquele que com a boca glorifica o menino Deus encarnado, mas aquele que com oração visita os doentes e com boas obras ajuda os necessitados, aquele que com sábias palavras aquece a alma de outro homem.
Somente o Nosso Senhor Jesus Cristo nos dá o sentido da vida e coragem para passar pela morte. Apenas Ele pode nos dar esperança para uma vida melhor. Apenas Ele inflama em nós o amor para todo o bem. Por isso, a Santa Igreja hoje nos chama, a todos nós, para irmos ao Seu encontro proclamando com as palavras do Cânon da Santa Festa do Natal: “Cristo nasceu, glorificai-o! Cristo desceu dos céus, ide ao Seu encontro! Cristo está na terra, exaltai-o! Toda terra cante ao Senhor, e cante louvores em alegria! Ó povos, cantem louvores pois Ele foi glorificado” (1ª Ode do Cânon)
Irmãos e Irmãs!
A Festa do Nascimento de Cristo é também excelente oportunidade de encerramento do ano que passou. Na nossa Igreja, pela misericórdia de Deus, o ano transcorreu em paz e tranqüilidade. Fomos testemunhas da nossa viva fé no Salvador e de Sua dedicação à Sua Santa Igreja. Neste ano, pela primeira vez na história, nos visitou o chefe da antiga Igreja Apostólica de Chipre, Sua Beatitude Arcebispo Chrisóstomo que participou da principal Festa no Santo Monte em Grabarka. Tiveram lugar também outros acontecimentos na vida de nossa Igreja, como a comemoração dos vinte anos de ensino religioso para crianças e jovens nas escolas, o que é muito importante para nós.
Avaliamos a atuação de nossos jovens, que outras Igrejas Locais consideram como modelo. Com agradecimento ao Supremo Deus festejamos os 30 anos de peregrinação de jovens ao Santo Monte Grabarka. Alegrando-nos com estas conquistas, nos voltamos hoje com particular atenção para a educação das futuras gerações, que antes de tudo realiza-se na família.Cada geração humana possui suas particularidades, suas características próprias. Isto é natural, uma vez que a vida não copia o passado. O tempo não pára, e usufruindo das experiências anteriores, incessantemente segue em frente.
A experiência da saúde da vida familiar é sinal de saúde da futura geração. Precisamente em tal família forma-se a consciência da criança, depois a do jovem homem e no final a do adulto. Na família repousa a grande responsabilidade pela educação de seus filhos. Esta responsabilidade a Igreja divide com a família e, por isso, dá grande significado à pequena Igreja que constitui a família ortodoxa, e sua saúde demarca a saúde de toda a comunidade da Igreja e do nosso país.
O homem é obrigado a viver entre muitos escândalos de todo tipo. Por isso, a Igreja e a família devem ajudar ao jovem homem, que ingressa na vida, em independentes realizações e opções a escolher aquilo que é melhor e mais sensato.
Nossas escolas junto com a Santa Igreja e com as famílias carregam a responsabilidade diante de Deus e com o destino da nação. Elas estão comprometidas em inculcar no jovem que ama o bem, a desenvolver a percepção interna, que ajudará a ele a reconhecer e superar os escândalos da vida.
Nossos tempos de secularização e relativismo exigem de nós, ortodoxos, particular vigilância de modo a não perder esta grande herança espiritual e cultural da Santa Ortodoxia, que nos legaram nossos ancestrais. Nesta obra, a família, sob vários aspectos, deve auxiliar a Ortodoxia.
Nós, fiéis ortodoxos, somos chamados a realização do bem, porque todo bem procede de Deus, Vifivicante Fonte de toda alegria, de modo a levar o bem ao mundo e o enriquecer. É esta nossa tarefa no século XXI.
Irmãos e Irmãs!
Nesta noite festiva do Nascimento de Cristo, cordialmente cumprimentamos o venerável clero, monges, jovens, e crianças e todos os fiéis da nossa Igreja com a plena alegria da Festa do Nascimento de Cristo e o Ano Novo de 2010.
CRISTO NASCEU, LOUVAI-O!
Humildemente:
+ Savas, Metropolita de Varsóvia e toda a Polônia,
+ Simeão, Arcebispo de Lodz e Poznan
+ Adão, Arcebispo de Przemysl e Novo Sacz
+ Jeremias, Arcebispo de Wroclaw e Szczecin
+ Abel, Arcebispo de Lublin e Chelm
+ Mirão, Bispo de Hajnówka
+ Tiago, Bispo de Bialystok e Gdansk
+ Gregório, Bispo de Bielsk Podlaski
+ Jorge, Bispo de Siemiatycze
+ Paísios, Bispo de Piotrkow
+ Chrisóstomo, Arcebispo do Rio de Janeiro e Olinda - Recife
+Ambrósio, Bispo do Recife
Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, 2010.
Vársóvia
às
09:24
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
"Sobre a Virgem Toda-Santa, a Mãe de Deus"
Eis a alegria para todos os fiéis: aquela que é próxima ao Cristo Salvador nos céus, tal como fora na terra, cuida de todos os fiéis, ajuda-os e alerta-os, o que quer que Ele, Meu Filho e meu Deus, vos disser, fazei. É assim que Ela alerta os serventes nas Bodas de Cana, e eles A obedecem e vêm o milagre. Destas poucas palavras da Virgem Toda-Santa, Noiva de Deus, gravadas no Evangelho, recebemos uma preciosa instrução, em verdade a única instrução evangélica que Ela dá ao gênero humano durante Sua vida na terra. Fazei tudo quanto Ele vos disser. Embora Ela quisesse dizer: “Ele sabe tudo; Ele pode fazer tudo: Ele ama todos vós; todavia, deveis olhar nem aqui nem ali, antes ouvi-Lo e obedecê-Lo.” Ela compreendeu a responsabilidade neste mundo de viver para Ele e dirigir outros a Ele como a Fonte de vida, e ela voluntariamente continua a levar esta responsabilidade até dos céus. Através de toda história da Igreja, Ela disse aos fiéis de fazerem tudo o quê Ele diz. E até hoje, de sua glória celeste, Ela desce misticamente entre os fiéis a fim de aconselhá-los a fazerem o que Ele ordenara. Este é o Evangelho d´Ela – o Evangelho da Virgem Toda-Santa, da Mãe de Deus. Consiste não em quatro Evangelhos, mas antes quatro palavras: fazei tudo quanto Ele vos disser. Ó meus Irmãos, vamos obedecê-La! Vamos obedecê-La como uma mãe e mais do que nossa mãe, pois que deseja o maior bem para nós – o reinar no Reino Eterno de Seu Filho.
Ó Virgem Toda-Santa, ajuda-nos a cumprirmos Suas palavras.
A Ti e a Ele seja a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
11:31
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
"A Beleza do Sagrado"
Com a presença de inúmeros fiéis, convidados e representantes das Igrejas da Rússia (Moscou) e da Antioquia, foi realizado dia 19 (sábado último) a mostra “A Beleza do Sagrado”. Estiveram presentes, além de S.Exa. Revma Sr. D. Chrisóstomo, nosso Arcebispo, S. Exa. Revma. o Sr. D. Ambrósio que regeu a apresentação de uma pequena parte do coral da Catedral da Santíssima Virgem Maria.
Esse evento reuniu, em perfeita harmonia e amor, fiéis de diferentes igrejas ortodoxas do Rio de Janeiro, numa confraternização que se iniciou com a celebração das Vésperas e se estendeu por toda noite.
Agradecemos a presença do revmo. padre Marcelo da Igreja de Antioquia e do revmo. Padre Vassily da Igreja Russa que esteve presente com toda a família e nos apresenteou, juntamente com sua esposa, cânticos litúrgicos russos próprios da época que vivemos (advento de Natal).
Glória a Deus por estarmos unidos e solidários no crescimento da Fé Ortodoxa.
às
14:58
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