“A Ortodoxia manifesta-se, não dá prova de si”

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

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Polônia
autor: Arkadiusz

terça-feira, 15 de setembro de 2009

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Romênia
autor: Marian Stoenica

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Início do Ano Eclesial ou Início do Julgamento

O Primeiro Concílio Ecumênico (Nicéia, 325) decretou que o ano eclesial começasse em 1º. de setembro. Para os antigos hebreus, o mês de setembro era o início do ano civil (Êxodo 23:16), mês de realizar-se a colheita e de ofertar ações de graças a Deus. Foi na ocasião desta festa em que o Senhor Jesus entrou numa sinagoga em Nazaré (Lucas 4: 16-21), abriu o livro do Profeta Isaías e leu as palavras: O Espírito do Senhor repousa sobre Mim para pregar boas-novas aos humildes; enviou-me para reerguer o angustiado, proclamar a liberdade aos cativos, abrir a prisão aos aprisionados e proclamar um ano da graça do Senhor, o dia da vingança de nosso Deus e confortar todos os aflitos (Isaías 61: 1-2). O mês de setembro também é de suma importância para a história do Cristianismo, porque o Imperador Constantino, o Grande, derrotou Maxêncio, inimigo da fé cristã, em setembro. Após a vitória, Constantino conferiu liberdade de confissão à Fé Cristã em todo o Império Romano. Por muito tempo, o ano civil do mundo cristão seguia o ano eclesial com o início em 1º de setembro. Mais tarde, o ano civil foi modificado, transferindo seu começo para 1º de janeiro. Primeiramente, a mudança ocorreu na Europa Ocidental e, tempos mais tarde, na Rússia, sob Pedro, o Grande.

sábado, 12 de setembro de 2009

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Romênia
autor: ovidiu man

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

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Sérvia
autor: Aleksa Stojković

"Sobre a cura da humanidade pelas feridas de Cristo."

Estamos curados pelas feridas de Cristo. Assim profetizou o Profeta de Deus, e agora sabemos que essa profecia é verdadeira. Pelos sofrimentos de Cristo, fomos salvos dos sofrimentos eternos. Por Seu puríssimo sangue, fomos purificados da lepra do pecado e fomos revivificados. Nosso sangue e corpo ficaram maculados pelas paixões pecaminosas, mas foi o espírito – o ninho e a fonte da impureza corporal – o primeiro a ficar maculado. Pode o impuro ser purificado pelo impuro? Pode o linho sujo ser lavado com água suja? Não, não pode.

Somente o limpo pode lavar o sujo. Até mesmo os pagãos sentiam que a humanidade era impura. Mas, eles queriam purificar a impureza pela impureza: invocando espíritos impuros, adorando-os, oferecendo-os sacrifícios impuros, sejam eles homens ou animais. Uma gota do sangue do Puríssimo Cristo pode lavar a humanidade muito mais do que todos os sacrifícios idólatras, desde o princípio do mundo. Por que? Porque o sangue de Cristo é puro, e tudo o mais é impuro. Engolindo apenas uma gota de um eficiente medicamento, os médicos podem vacinar muitas pessoas e protegê-las de qualquer doença. Nós engolimos o sangue de Cristo com água e, então, nós o bebemos na Comunhão, pois se diz que, quando perfuraram o corpo do Senhor com a lança, jorraram sangue e água (João 19:34). Tamanho é o poder numa gota de Seu sangue que o mundo inteiro poder inflamar-se dela. É o sangue sem-pecado, o único imaculado; o sangue mais puríssimo, o único verdadeiramente puro que há no mundo.

Ah, se os homens apenas descobrissem o poder de tão absoluta pureza! Todo o pecador, todo impuro apressar-se-ão para purificar-se pelo Puríssimo Cristo, assim como todos os aflitos para comungar do Corpo e Sangue de Cristo, e todos os incrédulos acreditariam em Cristo. Pois, há uma trindade aqui, todos os três são puros e purificam – puro espírito, puro sangue e puro corpo. Somente o puro pode purificar o impuro, somente o sadio pode curar o enfermo e apenas o poderoso pode erguer o necessitado.

Onipotente Senhor Nosso, purifica-nos pelo Sangue de Tuas feridas, Tuas inocentes e puríssimas feridas.

A Ti, sejam a honra e a glória para sempre. Amém

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

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Polônia
autor: Arkadiusz

Venerável Pímem, o Grande


Pímem era egípcio por nascimento e um grande asceta do Egito. Ainda garoto, costumava visitar os mais renomados mestres espirituais, dos quais colheu um conhecimento considerável, como as abelhas colhem mel das flores. Pímem, certa vez, implorou ao ancião Paulo que o levasse a São Paísio. Ao ver Pímem, Paísio disse a Paulo: “Este menino salvará a muitos; a mão de Deus está sobre ele.” Com o tempo, Pímem foi tonsurado monge e atraiu dois irmãos seus à vida monástica. Numa ocasião, a mãe deles veio-lhes visitar. Pímem não a permitiu entrar, mas pediu a ela por detrás da porta: “Desejas ver-nos mais aqui ou lá, na eternidade?” A mãe partiu, com grande alegria, dizendo: “Já que certamente encontrarei meus filhos lá, então não desejo vê-los aqui!” No mosteiro em que esses três irmãos moravam (governado pelo Abade Anúbis, irmão mais velho de Pímem), sua regra era a seguinte: à noite, eles passavam quatro horas fazendo trabalhos manuais, quatro horas dormindo e quatro horas lendo o Saltério. Durante o dia, eles alternavam trabalho e oração desde a manhã até o meio dia, faziam as leituras desde o meio-dia até as Vésperas, depois das quais preparavam a Ceia para si mesmos. Essa era a única refeição em vinte-e-quatro horas e geralmente se constituía de algum tipo de legume. Diz-se que Pímem havia comentado: “Comemos o que nos foi dado. Ninguém jamais dissera ‘Dei-me mais’ ou ‘Eu não o quero’. Desta maneira, passamos toda a nossa vida em silêncio e em paz.” Pímem conduziu uma vida de ascetismo no quinto século e pacificamente repousou em avançada idade.

Hino de Louvor
Fonte de sabedoria foi o Venerável Pímem,
Grande tocha da chama de Cristo.
Desde o dia em que renunciou ao mundo de ilusões,
Repreendia a ninguém, elogiava a ninguém.
Uma vez, dois irmãos discutiam em sua presença,
Mas Pímem permaneceu em silêncio. Alguns o repreendiam:
“Como ouves a discussão, como se houvesse nada de errado?”
Pímem respondeu: “Morri muito tempo atrás”
Outro lhe perguntou: “Como posso ser salvo,
Para minha mente não se disperse atrás das calúnias do inimigo?”
Disse Pímem: “Moscam fogem da água quente,
O Mal foge de uma alma aquecida.”
“O que é mais valioso”, perguntou outro,
“A fala de meu irmão ou o silêncio?”
“Tanto por um como pelo outro, Deus é glorificado.
Para glória de Deus, escolha para ti mesmo.”
“Como posso defender-me do Maligno?”
“O Mal não derrota o Mal,
Faça o bem ao que faz o mal,
O que inflamará até o seu coração.
Não se constrói a casa de um, destruindo a de outro:
Nisso, apenas o terceiro – o Maligno – beneficia-se.”
“Duas perniciosas paixões envenenam nossa alma;
Temos nenhuma liberdade, enquanto elas nos esmagam:
O prazer carnal e a ilusão do mundo – Somente uma alma santa é livre delas.”

Reflexão
Os grandes ascetas ortodoxos, em sua difícil ascensão ao Reino de Deus, são como aqueles que penosamente escalam uma íngreme montanha, agarrando-se com mãos e pés para subir um pouco mais, sem pensar em olhar para trás. Suas labutas e conquistas são, de fato, impressionantes. São Pímem não queria ver sua mãe, quando ela veio visitá-lo. Noutra ocasião, um príncipe queria ver Pímem, mas este recusou. Entretanto, o príncipe arquitetou um astuto plano para forçar o ancião a recebê-lo. Ele capturou o sobrinho de Pímem e disse à mãe (irmã de Pímem) do rapaz que ele libertaria seu filho somente quando Pímem em pessoa viesse falar com ele. A irmã partiu ao deserto e, batendo à porta de Pímem, implorou ao irmão que saísse e salvasse seu filho. Mas, Pímem não saiu. A irmã começou a censurá-lo e amaldiçoá-lo. Quando o príncipe tomou conhecimento disso, ela ordenou que uma carta fosse escrita a Pímem, dizendo que, se o ancião pedisse por escrito (já que ele não queria oralmente) ao príncipe que soltasse o garoto, o príncipe assim o faria. Pímem replicou: “Poderoso príncipe, levante profundas informações sobre a culpa do rapaz e, se sua culpa for tão grave que mereça a morte, que ele morra, a fim de que, pela punição temporal, ele escape dos tormentos da eternidade. Entretanto, se o crime dele não merece a pena de morte, então o castigue de acordo com a lei e liberte-o.” Ao ler uma carta tão justa e imparcial, o príncipe ficou completamente abismado. Ele libertou o jovem, e seu respeito por Pímem aumentou em dobro.

Tropário, t.8
Pela abundância de tuas lágrimas, fizeste florescer o árido deserto, com teus profundos gemidos, fizeste tuas dores produzir cem vezes mais, por teus espantosos milagres, te tornaste um farol que ilumina o mundo inteiro, venerável Pai Pímen, rogue a Cristo nosso Deus, para salvar as nossas almas.

domingo, 6 de setembro de 2009

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Grabarka, Polônia
autor: Sylwia Ewa

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"Sobre a admirável pedra de Sião "

Vide, eu, em Sião, por fundamento, uma pedra, uma pedra lapidada, preciosa rocha angular, segura fundação: aquele que nela acreditar jamais será envergonhado (Isaías 28:16).

Irmãos, essa maravilhosa Pedra é nosso próprio Senhor Jesus Cristo. Pois se o profeta achasse que fosse uma pedra comum, ele jamais exportaria fé nela, pois estaria profetizando idolatria. O Profeta Daniel também fala de uma pedra que foi extraída de uma montanha, esmigalhou o grande ídolo e cresceu numa grande montanha que enchia toda a terra (Daniel 2:34-35). A profecia sobre a pedra em Daniel dirige-se aos pagãos, ao passo que a profecia da pedra em Isaías é para os judeus. O Senhor Jesus Cristo é a Pedra que foi lançada: primeiro, como fundamento de toda a criação de Deus – pois Ele é o Verbo de Deus e a Sabedoria de Deus; segundo, como fundamento da preparação, o Antigo Testamento; e terceiro, como fundamento do cumprimento, o Novo Testamento. A pedra angular é a mais firme e mais forte pedra numa construção: ela conecta e junta as outras pedras da construção e prende as paredes em suas várias direções, compondo uma unidade e uma inteireza. Se observássemos o Senhor Cristo dentro de nós, Ele é a Pedra-angular que une e liga todas as nossas capacidades espirituais em unidade e inteireza, para que tudo trabalhe para um único objetivo: Deus e Seu Reino. Se nós observássemos Cristo, o Senhor, por toda a história da humanidade, Ele é a Pedra-angular que une e liga o Judaísmo e o paganismo em uma única Casa de Deus – a Igreja de Deus. Pois nenhum homem pode lançar outro fundamento, que é Cristo Jesus (I Coríntios 3:11), diz o Apóstolo do Novo Testamento, de acordo com o profeta do Antigo Testamento. Quem quer que creia nesta Pedra de Salvação não ficará envergonhado. Nem ninguém ficará quem nela crer. Pois essa Pedra é um seguro fundamento e verdadeiramente uma pedra escolhida, preciosa e honrada.

Senhor Jesus, nossa Pedra de Salvação, fortalece em nós aquela santa e salvífica fé em Ti, nosso único Salvador.

A Ti, sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.

Santo Apóstolo Tadeu dos Setenta Discípulos do Senhor

Esse Tadeu pertencia ao círculo dos Setenta e não o dos Doze Apóstolos. São Tadeu, a princípio, encontrou-se com João Batista, pelo qual ele foi batizado; depois, ele descobriu o Senhor Jesus e seguiu-O. O Senhor contou-o entre os Setenta Menores Apóstolos, que Ele enviou dois a dois diante de Sua face (Lucas 10:1). Depois de Sua gloriosa Ressurreição e Ascensão, o Senhor enviou Tadeu a Edessa, terra natal do Apóstolo, de acordo com a promessa que Ele dera ao Príncipe Agbar, quando Ele devolveu a este a toalha com a imagem de Sua face sobre ela (Ícone do Senhor “Não-feito-de-mãos-humanas”, 16 de Agosto). Beijando a toalha, Agbar foi curado da lepra, mas não completamente. Quando o São Tadeu encontrou-se com Agbar, o Príncipe recebeu-o com grande alegria. O Apóstolo de Cristo instrui-o na Verdadeira Fé e, depois, batizou-o. Quando Agbar emergiu da água batismal, ele ficou totalmente curado. Glorificando a Deus, Príncipe Agbar também determinou que seu povo conhecesse o Verdadeiro Deus e glorificassem-No. O Príncipe reuniu todos os cidadãos de Edessa diante do Santo Apóstolo Tadeu, para ouvirem seus ensinamentos sobre Cristo. Ouvindo as palavras do Apóstolo e vendo seu príncipe miraculosamente curado, o povo rejeitou sua antiga idolatria e seu impuro modo-de-viver, abraçaram a Fé Cristã e foram batizados. Deste modo, a cidade de Edessa foi iluminada pela Fé Cristã. Príncipe Agbar trouxe muito ouro e ofereceu-o ao apóstolo, mas Tadeu lhe disse: “Desde que abandonamos nosso próprio ouro, como podemos receber ouro de outros?” São Tadeu pregou o Evangelho por toda a Síria e Fenícia. Repousou no Senhor na cidade fenícia de Beirute.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Santo Profeta Samuel (+c.1010 a.J.C.)

Samuel foi o décimo-quinto e último juiz de Israel. Ele viveu a mil e cem anos antes de Cristo. Samuel nasceu na tribo de Levi, de Elcana e Ana, num lugar chamado Ramata (ou Arimatéia), onde nasceria, tempos depois, o nobre José. Em prantos, a estéril Ana implorou a Deus pelo menino Samuel e dedicou-o a Deus, quando ele tinha três anos de idade. Vivendo em Silo, próximo à Arca da Aliança, Samuel teve uma verdadeira revelação de Deus aos seus doze anos de idade, sobre as punições que cairiam sobre a casa do sumo sacerdote Eli, por causa da imoralidade de seus filhos, Ofini e Finéias. Essa revelação logo se cumpriu: os filisteus derrotaram os israelitas, assassinaram os dois filhos de Eli e capturaram a Arca da Aliança. Quando o mensageiro informou a Eli essa tragédia, o sumo sacerdote caiu ao solo e morreu, aos noventa e oito anos de idade. O mesmo veio a aconteceu com sua nora, esposa de Finéias. Por vinte anos, os israelitas foram escravos dos filisteus. Depois, Deus enviou Samuel para pregar arrependimento ao povo, caso eles desejassem a salvação contra seus inimigos. O povo arrependeu-se, rejeitou os ídolos pagãos aos quais serviam e reconheceram Samuel como profeta, sacerdote e juiz. Então, Samuel partiu para a batalha contra os filisteus com um exército. Graças à ajuda de Deus, ele confundiu e derrotou os filisteus, libertando Israel. Após esses acontecimentos, Samuel julgou pacificamente seu povo até avançada idade. Considerando sua avançada idade, o povo pediu-lhe que se instalasse um rei para eles em seu lugar. Em vão, Samuel tentou dissuadi-los deste pedido, dizendo-lhes que Deus era o único verdadeiro Deus, mas o povo insistia irredutivelmente. Mesmo que não fosse do agrado de Deus, Ele ordenou que Samuel ungisse Saul, filho de Kish, da tribo de Benjamim, como rei. Saul reinou apenas por pouco tempo, antes de Deus rejeitar Saul por sua imprudência e desobediência. Deus, por Sal vez, ordenou que Samuel ungisse o filho de Jessé, Davi, como rei no lugar de Saul. Antes de sua morte, Samuel reuniu todo o povo e despediu todos eles. Quando Samuel morreu, todo o Israel chorou sua morte e enterrou-o honrosamente em sua casa, em Ramata.