Quando o Papa Estevão foi assassinado (2 de agosto), Sisto, ateniense de nascimento, foi designado para ocupar seu lugar. Sixto já fora filósofo uma vez e, então, tornou-se um cristão. Era uma época em que os bispos de Roma eram mortos um após o outro: tornar-se um Bispo de Roma significava ser condenado ao martírio. O Imperador Décio estava determinado em aniquilar o Cristianismo. Rapidamente, o Papa Sisto foi trazido a julgamento, juntamente com dois diáconos: Felicíssimo e Agapito. Sendo os três lançados à prisão, o Arquidiácono Lourenço disse ao Papa: “Aonde vais, ó pai, sem vosso filho? Onde, ó bispo, sem o vosso arquidiácono?” O Papa consolou-o, profetizando que Lourenço sofreria maiores torturas ainda por Cristo e que em breve ele seguiria seu caminho. De fato, assim que decapitaram Sixto e seus dois diáconos, Lourenço foi aprisionado. Lourenço previamente realizara suas tarefas e pusera em ordem todos os assuntos relacionados à Igreja. Na qualidade de tesoureiro e administrador da Igreja, ele removeu todos os objetos de valor da Igreja para a casa do viúvo Ciríaco. (Nesta ocasião, ele curou Ciríaco de uma terrível dor de cabeça por um simples toque seu e restaurou a visão a um cego, Crescêncio). Depois de ter sido lançado à prisão, Lourenço curou de cegueira a Lucílio, prisioneiro de muitos anos, batizando-o em seguida. Testemunhando isso, Hipólito, o carcereiro, também foi batizado. Mais tarde, este veio a sofrer por Cristo (13 de agosto). Visto que Lourenço não negaria Cristo, pelo contrário aconselhou Décio a rejeitar seus falsos deuses, espancaram sua face com pedras, e seu corpo foi flagelado com o scorpion (uma corrente com dentes afiados e pontudos e um cabo encurvado à semelhança de uma causa de escorpião). Romanus, que estivera presente na tortura, converteu-se à fé cristã e foi imediatamente decapitado. Por último, eles colocaram Lourenço nu sobre uma enorme grelha e ascenderam fogo debaixo dele. Consumindo-se pelo fogo, São Lourenço dava glórias a Deus e zombava o imperador por seu paganismo. Depois, Lourenço entregou sua heróica e pura alma a Deus. Hipólito levou seu corpo na calada da noite à casa de Ciríaco e, depois, para uma gruta, onde Hipólito honrosamente enterrou-o. São Lourenço com os outros sofreram no ano 258.
domingo, 23 de agosto de 2009
Santos Mártires Arquidiácono Lourenço; Sixto, Papa de Roma e seus companheiros - 10/23 ago
sábado, 22 de agosto de 2009
“Sobre o nada do pecador perante à majestade de Deus”
Eis um mordaz escárnio de um Israel idolatra por parte do profeta. O povo rejeitara a fé no único verdadeiro Deus e passara a adorar os ídolos feitos de pedra e barro. “Que farás tu, ó povo maligno, quando o temor do Senhor vier? Para onde fugirás, quando se revelar a glória de Sua majestade? Foge para as montanhas das quais erigiste deuses para ti mesmo!” Oh, que terrível escárnio pelo consciente profeta! Quem poderá infiltrar-se na montanha e esconder-se? Quem poderá jogar-se no pó e ocultar-se do Altíssimo?
Entretanto, irmãos, deixemos de lado a idolatria dos judeus – por causa da qual eles já foram por demais punidos – e, por um momento, olhemos a idolatria que há entre nós, os cristãos. O que é um amontoado de ouro a não ser um ídolo? O que são campos lavrados a não ser um ídolo de terra? Que são roupas luxuosas a não ser ídolos feitos de peles e pêlos de animais? Esconder-se-ão os idolatras de nossas gerações, quando o temor do Senhor surgir e quando a glória do Senhor revelar-se? Foge para o ouro, adorador do ouro! Foge para a terra, cultuador da terra! Esconde-te nas peles de animais e enterre-te em pêlos de raposas e alimento de vermes mortais e perniciosos, ó idólatras! Oh, cruel ironia! Tudo isso será consumido pelo fogo no Dia do Senhor, naquele Temível Dia. O homem ficará cara a cara com o único Majestoso e Eterno. Todos os ídolos da humanidade serão destruídos às vistas dos homens; ao que o Imortal Juiz perguntará aos idólatras: “Onde estão vossos deuses?”
Isaías, filho de Amós, profeta de Deus, viveu neste mundo há muito tempo atrás, mas sua visão, até hoje, continua sendo temível, instrutiva e novamente temível.
És o Um, ó único Senhor vivente, e a Ti nós adoramos! Tudo o mais não passa de pó. Ajuda-nos, ó Senhor, ajuda-nos: que nossas mentes e corações não se unam ao transitório pó, mas a Ti, apenas a Ti, o único Vivente.
A Ti sejam a glória e o louvor. Amém.
às
15:00
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Santo Apóstolo Matias (+c.63) – 09/22 ago
Matias nasceu da tribo de Judá, em Belém. Foi instruído por São Simeão, que recebeu Deus nos braços em Jerusalém. Quando o Senhor partiu para pregar sobre o Reino de Deus, Matias juntou-se aos demais que amavam o Senhor – pois ele próprio O amava de todo coração, ouvia Suas palavras e testemunhava Suas obras com alegria. A princípio, Matia foi contado entre os setenta discípulos menores de Cristo; entretanto, seguindo-se à Ressurreição do Senhor e o lugar de Judas ficando vago, os apóstolos lançaram a sorte, assim elegendo Matias como um dos Doze Grandes Apóstolos (Atos 1: 23-26). Recebendo o Espírito Santo em Pentecostes, Matias partiu para pregar o Evangelho, primeiramente na Judéia e, em seguida, na Etiópia, onde ele passou por grandes torturas por amor a Cristo. Acredita-se que ele pregou por toda a Macedônia, onde tentaram cegá-lo, mas ele ficou invisível aos torturadores e, deste modo, escapou do perigo. O Senhor apareceu-lhe na prisão, encorajou-o e libertou-o. Finalmente, ele retornou mais uma vez à sua atividade na Judéia. Na Judéia, ele foi acusado e levado à corte, perante o sumo-sacerdote Ananias, diante do qual destemidamente testemunhou Cristo. Ananias (o mesmo que assassinara o Apóstolo Tiago) condenou Matias a morte. Tiraram-no da presença do sumo-sacerdote, apedrejaram-no e, então, decapitaram-no com um machado. (Esse era o costume romano de matar uma pessoa sentenciada à morte, e os hipócritas judeus aplicaram esse método a Matias a fim de demonstrar aos romanos que o apóstolo tinha sido inimigo de Roma). Por conseguinte, esse grande apóstolo de Cristo repousou e acolheu sua habitação na eterna alegria de seu Senhor.
Abertamente O testemunhava aos judeus:
“Ele é o Messias, de Quem as Escrituras falam;
Ele é o Filho de Deus, Que desceu das Alturas;
Ele é o Verbo de Deus, a Divina Hipóstase.
Dele, claramente proclamaram os Profetas!
Moisés profetizou: ‘Deus vos erguerá um Profeta,
Como a mim, do meio de teu povo;
E Sua glória brilhará entre vós.’
Disse Rei Davi: ‘Todas as gerações da terra
Serão glorificadas e benditas por Ele.’
O valente Isaías arrebatou-se aos céus em espírito,
Viu e disse: ‘Uma virgem conceberá e dará a luz a um Filho, que será chamado
Emanuel, que quer dizer Deus está conosco.
Imagem de Seu sepultamento foi Jonas –
Como prefigurava ele o sepultamento, quanto mais a ressurreição:
Quando Jonas esteve no ventre da baleia por três dias,
E foi novamente agraciado por Deus com a vida.
Cumpridas foram as profecias, dissiparam-se as sombras,
As palavras da promessa foram realizadas na carne!”
Em vão, porém, um desperto fala aos que ainda dormem:Aquele que dorme por todo o dia, não pode crer no dia
às
06:00
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
“Sobre o estabelecimento da paz de Cristo”
Quão pictoricamente o profeta previu a Cristo, o Realizador da Paz! O profeta elucidou, um a um, os méritos do Salvador. Primeiro, revelou-O como o Doador da Nova Lei, uma lei para todos os povos sobre a terra. Por conseguinte, ilustrou Sua exaltação sobre todas as glórias terrenas e históricas. No trecho que lemos acima, o profeta apresenta-O como o Cumpridor da Paz, cujo poder e amor farão das espadas arados e das lanças podadeiras. Já se cumpriu essa grande profecia da paz? Sim, já, se bem que ainda existam guerras. Veja: as guerras entre os povos cristãos não são como as guerras entre os pagãos. Os pagãos lutam com orgulho, ao passo que os cristãos lutam com vergonha. As crenças pagãs concedem apenas seus próprios céus aos soldados, enquanto que a Fé Cristã promete o Céu aos santos. Como cristãos às vezes cometem, devido às suas fraquezas, os mesmos pecados dos pagãos, do mesmo modo aqueles também cometem o pecado de promover a guerra. Todavia, Deus perscruta os corações e conhece a disposição com que os pagãos pecam e a com que os cristãos pecam. Os Fariseus negaram a Cristo, e Pedro também O negou. Mas, os Fariseus negaram-Lhe com uma malícia irredutível, mas Pedro foi por vergonha, para arrepender-se e confessá-Lo novamente.
Irmãos, o que podemos dizer sobre as espadas e lanças das paixões, pelas quais assassinamos nossas almas e a alma de nosso próximo? Oh, quando transformaremos essas espadas em arados que lavrarão profundamente as almas e semearão a nobre semente de Cristo em nós mesmos? E quando faremos das lanças podadeiras, para extrairmos o joio de nossas almas e queimá-lo? Somente então, a paz de Cristo habitará em nossas almas, assim como habita nas dos santos. Quem, portanto, chegaria a pensar em guerra contra seus próximos ou povos vizinhos?
Oh, quão admirável é a visão de Isaías, filho de Amós, o profeta de Deus!
Oh, quão admirável é a visão de Isaías, filho de Amós, o profeta de Deus!
às
15:00
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Santo Pontífice e Confessor , Emiliano, Bispo de Cízico (+820) – 08/21 ago
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
“Sobre a nova Lei de Sião”
O profeta fala de uma nova Lei e de uma nova Palavra. A antiga Lei foi dada no Sinai; a nova Lei viria de Sião. A antiga Lei foi dada por Moisés; a nova Lei seria trazida pelo próprio Senhor Jesus Cristo. A primeira, a princípio, era destinada apenas aos judeus, ao passo que a última seria para todos os povos – toda a humanidade. Mesmo sendo essas palavras tão evidentes para nós, os judeus não conseguiram compreendê-las e ainda não as entendem até hoje. O significado dessas palavras é-lhes oculto por causa de seus corações de pedra. A quem eles aplicam essas palavras? A ninguém. Como as interpretam hoje em dia? Não interpretam. Eles passaram por elas assim como um cego passa por uma porta aberta. Se eles fossem capazes de compreendê-las, teriam eles agido de tal forma com que eles agiram com o profeta e o Profetizado? Teriam eles serrado Isaías ao meio e crucificado o Cristo na Cruz?
Os judeus consideravam a Lei de Moisés ser uma e única, a Lei final de Deus. Eis por que eles não eram capazes de entender a profecia da nova Lei de Sião, da Casa de Davi, pois Davi glorificou a Sião. Mas, se os judeus não sabiam que a nova Lei seria revelada pela antiga, nós, os Cristãos, sabemos que compreendemos a antiga Lei pela nova. Os judeus tinham uma árvore sem frutos, mas nós temos a árvore e o fruto. Eles tinham a imagem sem a realidade, ma possuímos tanto a imagem quanto a realidade. Eles aderiram apenas às promessas (as que eles interpretaram erroneamente), mas nós desfrutamos as promessas e seus cumprimentos.
Riquíssimo Senhor, Que nos enriqueceste com Tua Lei espiritual e Tua Palavra doadora-de-vida, a Ti unicamente adoramos e a Ti apenas rogamos. Concede-nos sabedoria e poder para viver de acordo com Tua Lei e sustentar-se em Tua santa Palavra, para que não nos tornemos pobres perante Te, Que nos fizeste ricos!
A Ti a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
15:00
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Santo Hierodiácono e Mártir, Domécio, o Persa, e seus dois discípulos (+363) - 07/20 ago
Domécio nasceu pagão na Pérsia, na época do reinado do Imperador Constantino. Ele conheceu a Fé cristã ainda jovem, largou o paganismo e foi batizado. Tanto amava Domécio a verdadeira Fé, que ele abdicou de todas as coisas mundanas e foi tonsurado monge num mosteiro próximo da cidade de Nisibis. Por algum tempo, ele conviveu com outros irmãos e, então, partiu para uma vida de silêncio com seu ancião, Arquimandrita Urbel (que dizem ter comido apenas comida crua por sessenta anos). O Ancião Urbel fez de Domécio um diácono e, quando ele desejava forçá-lo a receber o nível de padre, Domécio partiu para uma montanha isolada e se estabeleceu numa gruta. Pelo jejum, oração, vigílias noturnas e pensamentos santos, ele adquiriu tamanha perfeição, que ele curava miraculosamente os enfermos. Ao chegar a essas regiões, Juliano, o Apóstata, ouviu falar de Domécio e enviou homens para trancarem-no vivo dentro da gruta, com dois de seus discípulos. Assim, faleceu o santo de Deus e foi habitar no Reino de Deus, em 363.
às
09:18
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
“Sobre a exaltação da Igreja de Deus”
E acontecerá nos últimos dias que a montanha da casa do Senhor se estabelecerá sobre o topo das montanhas, será exaltada acima dos montes, e todas as nações a ela afluirão (Isaías 2:2).
Essa profecia pertence à Igreja de Cristo. Apesar de essa profecia ter parecido referir-se misteriosamente aos judeus antes de Cristo, está completamente óbvia para nós agora. A montanha, ou alturas, da casa do Senhor verdadeiramente se estabeleceu no topo das montanhas – nas alturas dos céus – pois a Igreja de Cristo é, primordialmente, sustentada não pela terra, mas pelos céus; e uma parte dos membros da Igreja (e, por enquanto, uma parte maior) encontra-se nos Céus, ao passo que a outra ainda se encontra na terra.
Além do mais, a Igreja de Cristo é exaltada acima dos montes – acima de toda grandeza humana e terrena. Filosofias e artes humanas, as culturas de todos os povos, assim como todos os valores terrenos, não passam de pequeninas colinas, comparadas às infinitas alturas da Igreja de Cristo. Ora, não é difícil para a Igreja criar todos estes montes, enquanto que nem um deles, nem mesmo todos juntos, no decorrer de muitos milhares de anos, seria capaz de criar a Igreja.
Por fim, os profetas dizem: Todas as nações a ela afluirão. De fato, até agora, a que todas as nações acorreram, a não ser à Igreja de Cristo? O Templo de Jerusalém era inacessível aos gentios sob pena de morte. Todavia, desde o princípio, a Igreja tem conclamado todas as nações sobre a terra para ela mesma – obediente à ordem do Senhor: Ide e ensinai a todas as nações (Mateus 28:19).
Eis a visão de Isaías, filho de Amós – desde sempre, uma visão fidedigna e maravilhosa.
Magnânimo Senhor, damo-Lhe incessantemente graças por ter-nos feitos dignos de sermos filhos de Tua Santa e Verdadeira Igreja, que é exaltada acima de todas as alturas do mundo.
A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
06:00
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
“De como Deus purifica os pecadores arrependidos”
Oh, infinita misericórdia de Deus! Em Sua imensa ira sobre o povo infiel e ingrato, sobre o povo corrompido de iniqüidade, semente de malfeitores, filhos de corruptos (Isaías 1:4) como príncipes de Sodoma (Isaías 1:10) e sobre o povo que se tornou como os habitantes de Gomorra (Isaías 1:10): em tamanha ira, o Senhor não renunciou Sua misericórdia; porém, muito mais, chamou-os ao arrependimento – como se, depois de uma terrível tempestade, caísse uma suave chuva. Assim é o Senhor – longânime e cheio de misericórdia: nem Ele mantem sua ira para sempre (Salmo 103:9). Se apenas os pecadores pararem de fazer o mal, aprenderem a fazer o bem e voltarem-se para Deus com humildade e arrependimento, eles se tornarão brancos como a neve. O Senhor é poderoso e condescendente. Ninguém, a não ser Ele, é capaz de purificar a alma do homem do pecado e, purificando-a, alveja-a. Não importa o quão frequentemente lava-se o lençol com sabão e espuma – não importa quantas vezes é lavado e re-lavado – jamais conseguirá alcançar a brancura até ser estendido sob o sol. Do mesmo modo, a alma não pode alvejar-se, não importando quantas vezes a purifiquemos pelos nossos próprios esforços e labutas, até mesmo por todos os meios da Lei – até que, enfim, nós a trouxermos aos pés de Deus, estendermo-la e abrirmo-la por inteiro, para que a luz de Deus possa iluminá-la e alvejá-la. O Senhor perdoa e até louva os nossos esforços e labutas. Ele quer banhemos nossa alma em lágrimas, que a espremamos pelo arrependimento, que a penduremos pelos pregadores da consciência e a vistamos com as boas obras. E, acima de tudo, Ele nos chama a Ele: Vinde agora diz o Senhor e discutamos (Isaías 1:18). Ou seja, eu olharei a ti e verei se estou em ti; e tu olharás para Mim, como num espelho, e verás que tipo de pessoa és.”
Ó Senhor, lenta para a cólera, tem piedade de nós antes da ira derradeira do Temível Dia.
A Ti, sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
15:00
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Santas 7 crianças emparedadas (os “Sete Adormecidos”) de Éfeso: Maximiliano, Jâmblico, Martiniano, João, Dinis, Constantino e Antonino (+c.150)
A Deus, oravam os Sete Jovens
Para que na manhã eles pudessem encontrar-se mais uma vez sãos e salvos;
Porém, perante o Imperador foram trazidos para tortura,
E deitaram-se para dormir longa, bem profundamente.
O tempo caminha a largos passos.
Numa manhã, o sol ergueu-se no leste,
E os Sete acordaram de seu profundo sono.
Então, Jâmblico, o mais jovem, correu para Éfeso,
Para ver, ouvir e indagar de tudo:
Décio ainda não os caçava para matá-los?
E foi comprar pão para os Sete.
Mas, vede a maravilha: este não é o mesmo portão!
E como diferente está a cidade!
Por todos os lados, belas igrejas, domos e cruzes!
Jâmblico perguntou a si mesmo: Não serão sonhos?
Nenhuma face familiar, nenhum conhecido em nenhum lugar:
Não há mais perseguidores, não há mais mártires!
“Dizei, irmãos, o nome desta cidade,
E dizei-me o nome do imperador que agora reina,”
Indagou Jâmblico. O povo olhou para ele,
E ele foi alvo de muita especulação!
“Esta cidade é Éfeso, como sempre fora;
O Imperador Teodósio agora reina em Cristo!”
Ouviu isto o procônsul, assim como o bispo dos cabelos grisalhos;
Perplexa ficou toda a cidade, e todos correram para a gruta,
Vendo o milagre, glorificaram a Deus
E os ressuscitados servos do Cristo Ressuscitado.
às
12:54
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domingo, 16 de agosto de 2009
Santos Igúmenos e Místicos, Isaac (+ 383), Dalmácio (+440), e Fausto (+c.451) ascetas do Mosteiro da Dalmácia - 03/16 de agosto
Também se celebra Venerável Isaac separadamente em 30 de Maio. São Dálmato já fora um oficial no reinado do Imperador Teodósio, o Grande, que o tinha em grande estima. Quando despertou o Espírito dentro de si, ele se desfez de todas as posses terrenas: resignou-se de seu ofício, tomando consigo o único filho Fausto e partindo para a comunidade de Santo Isaac, nas proximidades de Constantinopla, onde ambos foram tonsurados monges. O Ancião Isaac regozijou-se com o fato de Dálmato ser completamente devotado a uma vida agradável a Deus. Á medida que Isaac aproximava-se da hora da morte, ele designou Dálmato como abade, sucedendo-o. Tempos depois, essa comunidade foi nomeada após ele. Dálmato devotou-se ao jejum, jejuando por quarenta dias diretos, conquistando os invisíveis poderes demoníacos. Ele participou do Terceiro Concílio Ecumênico [Éfeso, 431] e lutou contra a heresia de Nestório. Agradando a Deus, ele repousou pacificamente no quinto século. Seu filho Fausto apoiou seu pai em tudo e, depois de uma vida dedicada a Deus, também repousou pacificamente na comunidade.
às
06:00
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