sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Santo Pontífice e Confessor , Emiliano, Bispo de Cízico (+820) – 08/21 ago
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
“Sobre a nova Lei de Sião”
O profeta fala de uma nova Lei e de uma nova Palavra. A antiga Lei foi dada no Sinai; a nova Lei viria de Sião. A antiga Lei foi dada por Moisés; a nova Lei seria trazida pelo próprio Senhor Jesus Cristo. A primeira, a princípio, era destinada apenas aos judeus, ao passo que a última seria para todos os povos – toda a humanidade. Mesmo sendo essas palavras tão evidentes para nós, os judeus não conseguiram compreendê-las e ainda não as entendem até hoje. O significado dessas palavras é-lhes oculto por causa de seus corações de pedra. A quem eles aplicam essas palavras? A ninguém. Como as interpretam hoje em dia? Não interpretam. Eles passaram por elas assim como um cego passa por uma porta aberta. Se eles fossem capazes de compreendê-las, teriam eles agido de tal forma com que eles agiram com o profeta e o Profetizado? Teriam eles serrado Isaías ao meio e crucificado o Cristo na Cruz?
Os judeus consideravam a Lei de Moisés ser uma e única, a Lei final de Deus. Eis por que eles não eram capazes de entender a profecia da nova Lei de Sião, da Casa de Davi, pois Davi glorificou a Sião. Mas, se os judeus não sabiam que a nova Lei seria revelada pela antiga, nós, os Cristãos, sabemos que compreendemos a antiga Lei pela nova. Os judeus tinham uma árvore sem frutos, mas nós temos a árvore e o fruto. Eles tinham a imagem sem a realidade, ma possuímos tanto a imagem quanto a realidade. Eles aderiram apenas às promessas (as que eles interpretaram erroneamente), mas nós desfrutamos as promessas e seus cumprimentos.
Riquíssimo Senhor, Que nos enriqueceste com Tua Lei espiritual e Tua Palavra doadora-de-vida, a Ti unicamente adoramos e a Ti apenas rogamos. Concede-nos sabedoria e poder para viver de acordo com Tua Lei e sustentar-se em Tua santa Palavra, para que não nos tornemos pobres perante Te, Que nos fizeste ricos!
A Ti a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
15:00
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Santo Hierodiácono e Mártir, Domécio, o Persa, e seus dois discípulos (+363) - 07/20 ago
Domécio nasceu pagão na Pérsia, na época do reinado do Imperador Constantino. Ele conheceu a Fé cristã ainda jovem, largou o paganismo e foi batizado. Tanto amava Domécio a verdadeira Fé, que ele abdicou de todas as coisas mundanas e foi tonsurado monge num mosteiro próximo da cidade de Nisibis. Por algum tempo, ele conviveu com outros irmãos e, então, partiu para uma vida de silêncio com seu ancião, Arquimandrita Urbel (que dizem ter comido apenas comida crua por sessenta anos). O Ancião Urbel fez de Domécio um diácono e, quando ele desejava forçá-lo a receber o nível de padre, Domécio partiu para uma montanha isolada e se estabeleceu numa gruta. Pelo jejum, oração, vigílias noturnas e pensamentos santos, ele adquiriu tamanha perfeição, que ele curava miraculosamente os enfermos. Ao chegar a essas regiões, Juliano, o Apóstata, ouviu falar de Domécio e enviou homens para trancarem-no vivo dentro da gruta, com dois de seus discípulos. Assim, faleceu o santo de Deus e foi habitar no Reino de Deus, em 363.
às
09:18
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
“Sobre a exaltação da Igreja de Deus”
E acontecerá nos últimos dias que a montanha da casa do Senhor se estabelecerá sobre o topo das montanhas, será exaltada acima dos montes, e todas as nações a ela afluirão (Isaías 2:2).
Essa profecia pertence à Igreja de Cristo. Apesar de essa profecia ter parecido referir-se misteriosamente aos judeus antes de Cristo, está completamente óbvia para nós agora. A montanha, ou alturas, da casa do Senhor verdadeiramente se estabeleceu no topo das montanhas – nas alturas dos céus – pois a Igreja de Cristo é, primordialmente, sustentada não pela terra, mas pelos céus; e uma parte dos membros da Igreja (e, por enquanto, uma parte maior) encontra-se nos Céus, ao passo que a outra ainda se encontra na terra.
Além do mais, a Igreja de Cristo é exaltada acima dos montes – acima de toda grandeza humana e terrena. Filosofias e artes humanas, as culturas de todos os povos, assim como todos os valores terrenos, não passam de pequeninas colinas, comparadas às infinitas alturas da Igreja de Cristo. Ora, não é difícil para a Igreja criar todos estes montes, enquanto que nem um deles, nem mesmo todos juntos, no decorrer de muitos milhares de anos, seria capaz de criar a Igreja.
Por fim, os profetas dizem: Todas as nações a ela afluirão. De fato, até agora, a que todas as nações acorreram, a não ser à Igreja de Cristo? O Templo de Jerusalém era inacessível aos gentios sob pena de morte. Todavia, desde o princípio, a Igreja tem conclamado todas as nações sobre a terra para ela mesma – obediente à ordem do Senhor: Ide e ensinai a todas as nações (Mateus 28:19).
Eis a visão de Isaías, filho de Amós – desde sempre, uma visão fidedigna e maravilhosa.
Magnânimo Senhor, damo-Lhe incessantemente graças por ter-nos feitos dignos de sermos filhos de Tua Santa e Verdadeira Igreja, que é exaltada acima de todas as alturas do mundo.
A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
06:00
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
“De como Deus purifica os pecadores arrependidos”
Oh, infinita misericórdia de Deus! Em Sua imensa ira sobre o povo infiel e ingrato, sobre o povo corrompido de iniqüidade, semente de malfeitores, filhos de corruptos (Isaías 1:4) como príncipes de Sodoma (Isaías 1:10) e sobre o povo que se tornou como os habitantes de Gomorra (Isaías 1:10): em tamanha ira, o Senhor não renunciou Sua misericórdia; porém, muito mais, chamou-os ao arrependimento – como se, depois de uma terrível tempestade, caísse uma suave chuva. Assim é o Senhor – longânime e cheio de misericórdia: nem Ele mantem sua ira para sempre (Salmo 103:9). Se apenas os pecadores pararem de fazer o mal, aprenderem a fazer o bem e voltarem-se para Deus com humildade e arrependimento, eles se tornarão brancos como a neve. O Senhor é poderoso e condescendente. Ninguém, a não ser Ele, é capaz de purificar a alma do homem do pecado e, purificando-a, alveja-a. Não importa o quão frequentemente lava-se o lençol com sabão e espuma – não importa quantas vezes é lavado e re-lavado – jamais conseguirá alcançar a brancura até ser estendido sob o sol. Do mesmo modo, a alma não pode alvejar-se, não importando quantas vezes a purifiquemos pelos nossos próprios esforços e labutas, até mesmo por todos os meios da Lei – até que, enfim, nós a trouxermos aos pés de Deus, estendermo-la e abrirmo-la por inteiro, para que a luz de Deus possa iluminá-la e alvejá-la. O Senhor perdoa e até louva os nossos esforços e labutas. Ele quer banhemos nossa alma em lágrimas, que a espremamos pelo arrependimento, que a penduremos pelos pregadores da consciência e a vistamos com as boas obras. E, acima de tudo, Ele nos chama a Ele: Vinde agora diz o Senhor e discutamos (Isaías 1:18). Ou seja, eu olharei a ti e verei se estou em ti; e tu olharás para Mim, como num espelho, e verás que tipo de pessoa és.”
Ó Senhor, lenta para a cólera, tem piedade de nós antes da ira derradeira do Temível Dia.
A Ti, sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
15:00
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Santas 7 crianças emparedadas (os “Sete Adormecidos”) de Éfeso: Maximiliano, Jâmblico, Martiniano, João, Dinis, Constantino e Antonino (+c.150)
A Deus, oravam os Sete Jovens
Para que na manhã eles pudessem encontrar-se mais uma vez sãos e salvos;
Porém, perante o Imperador foram trazidos para tortura,
E deitaram-se para dormir longa, bem profundamente.
O tempo caminha a largos passos.
Numa manhã, o sol ergueu-se no leste,
E os Sete acordaram de seu profundo sono.
Então, Jâmblico, o mais jovem, correu para Éfeso,
Para ver, ouvir e indagar de tudo:
Décio ainda não os caçava para matá-los?
E foi comprar pão para os Sete.
Mas, vede a maravilha: este não é o mesmo portão!
E como diferente está a cidade!
Por todos os lados, belas igrejas, domos e cruzes!
Jâmblico perguntou a si mesmo: Não serão sonhos?
Nenhuma face familiar, nenhum conhecido em nenhum lugar:
Não há mais perseguidores, não há mais mártires!
“Dizei, irmãos, o nome desta cidade,
E dizei-me o nome do imperador que agora reina,”
Indagou Jâmblico. O povo olhou para ele,
E ele foi alvo de muita especulação!
“Esta cidade é Éfeso, como sempre fora;
O Imperador Teodósio agora reina em Cristo!”
Ouviu isto o procônsul, assim como o bispo dos cabelos grisalhos;
Perplexa ficou toda a cidade, e todos correram para a gruta,
Vendo o milagre, glorificaram a Deus
E os ressuscitados servos do Cristo Ressuscitado.
às
12:54
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domingo, 16 de agosto de 2009
Santos Igúmenos e Místicos, Isaac (+ 383), Dalmácio (+440), e Fausto (+c.451) ascetas do Mosteiro da Dalmácia - 03/16 de agosto
Também se celebra Venerável Isaac separadamente em 30 de Maio. São Dálmato já fora um oficial no reinado do Imperador Teodósio, o Grande, que o tinha em grande estima. Quando despertou o Espírito dentro de si, ele se desfez de todas as posses terrenas: resignou-se de seu ofício, tomando consigo o único filho Fausto e partindo para a comunidade de Santo Isaac, nas proximidades de Constantinopla, onde ambos foram tonsurados monges. O Ancião Isaac regozijou-se com o fato de Dálmato ser completamente devotado a uma vida agradável a Deus. Á medida que Isaac aproximava-se da hora da morte, ele designou Dálmato como abade, sucedendo-o. Tempos depois, essa comunidade foi nomeada após ele. Dálmato devotou-se ao jejum, jejuando por quarenta dias diretos, conquistando os invisíveis poderes demoníacos. Ele participou do Terceiro Concílio Ecumênico [Éfeso, 431] e lutou contra a heresia de Nestório. Agradando a Deus, ele repousou pacificamente no quinto século. Seu filho Fausto apoiou seu pai em tudo e, depois de uma vida dedicada a Deus, também repousou pacificamente na comunidade.
às
06:00
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sábado, 15 de agosto de 2009
"Sobre a mágoa de Deus com o povo infiel"
Essa é a terrível visão de Isaías, filho de Amós, o profeta de Deus. Meus irmãos, apenas imaginemos que tipo de visão o Profeta Isaías teria a nosso respeito, se ele aparecesse hoje entre nosso povo!
Senhor, único vivente, único onipotente, une nossa mente e nosso coração a Ti, único Deus verdadeiro – e protege-nos das tentações e da apostasia de Ti.
A Ti, sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
10:00
Descoberta e Transladação das Relíquias do Santo Primeiro Arcediago e Protomártir Estevão de Jerusalém para Constantinopla em 428 - 02/15 de agosto
Quando os ímpios judeus assassinaram Estevão com apedrejamento, eles deixaram seu corpo a fim de ser devorado pelos cães. Porém, quis a providência de Deus que ocorresse o contrário. O corpo do mártir jazeu ao céu aberto no sopé da colina da cidade por uma noite e dois dias. Na segunda noite, Gamaliel, mestre de Paulo e um discípulo de Cristo em segredo, veio e tomou o corpo, levando-o para Cafargamala, e enterrou-o em uma gruta de sua própria propriedade. Gamaliel, depois, enterrou na mesma gruta seu amigo Nicodemus, que morreu chorando sobre o túmulo de Estevão. Lá, também foi enterrado por Gamaliel o afilhado deste, Abibus. De acordo com sua própria vontade, o próprio Gamaliel foi enterrado lá também. Passaram-se muitos séculos sem que nenhum vivente soubesse notícias de onde havia sido enterrado o corpo de Santo Estevão. Então, em 415, durante o reinado do Patriarca João de Jerusalém, Gamaliel apareceu três vezes em sonhos a Luciano, um padre de Cafargamala. Gamaliel relatou tudo sobre o próprio enterro, de Santo Estevão e dos demais, mostrando-lhe o local exato de sua sepultura perdida. Movido por esse sonho, Luciano informou ao Patriarca e, sob a benção deste último, partiu com um grupo de homens e exumou os quatro. Uma forte fragrância de doce-aroma, exalando-se das relíquias dos santos, impregnou a gruta inteira. Com grande solenidade, as relíquias de Santo Estevão foram transladadas para Sião e foram veneravelmente enterradas lá. Já as relíquias dos demais foram depositadas numa igreja, localizada na colina sobre a gruta. Aconteceram muitas curas de doentes pelas relíquias de Santo Estevão. Posteriormente, as relíquias de Santo Estevão foram transladadas para Constantinopla. Assim, o Senhor coroou com inefável glória aquele que derramou seu sangue por seu nome
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06:00
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Grande Festa da Procissão da Venerável e Vivificante Cruz - 01/14 de agosto
Prostram-se todos veneravelmente:
Pelo poder dela, a Cruz de Cruz,
Somos libertados das adversidades.
A Santa Cruz é mais poderosa que os demônios,
E do que qualquer rei da terra.
A Cruz nos salva das doenças,
E dos assaltos dos bárbaros.
Pelo poder da Cruz, o Príncipe André
Resgatou sua terra subjugada;
O Imperador Manuel, pelo poder da Cruz,
Gloriosamente derrotou os Sarracenos.
Incomensurável poder, mostrou-se a Cruz ser
Mais do que os exércitos dos pagãos,
Mais do que a violência dos agressores,
Mais do que todos os males.
às
12:57
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