E acontecerá nos últimos dias que a montanha da casa do Senhor se estabelecerá sobre o topo das montanhas, será exaltada acima dos montes, e todas as nações a ela afluirão (Isaías 2:2).
Essa profecia pertence à Igreja de Cristo. Apesar de essa profecia ter parecido referir-se misteriosamente aos judeus antes de Cristo, está completamente óbvia para nós agora. A montanha, ou alturas, da casa do Senhor verdadeiramente se estabeleceu no topo das montanhas – nas alturas dos céus – pois a Igreja de Cristo é, primordialmente, sustentada não pela terra, mas pelos céus; e uma parte dos membros da Igreja (e, por enquanto, uma parte maior) encontra-se nos Céus, ao passo que a outra ainda se encontra na terra.
Além do mais, a Igreja de Cristo é exaltada acima dos montes – acima de toda grandeza humana e terrena. Filosofias e artes humanas, as culturas de todos os povos, assim como todos os valores terrenos, não passam de pequeninas colinas, comparadas às infinitas alturas da Igreja de Cristo. Ora, não é difícil para a Igreja criar todos estes montes, enquanto que nem um deles, nem mesmo todos juntos, no decorrer de muitos milhares de anos, seria capaz de criar a Igreja.
Por fim, os profetas dizem: Todas as nações a ela afluirão. De fato, até agora, a que todas as nações acorreram, a não ser à Igreja de Cristo? O Templo de Jerusalém era inacessível aos gentios sob pena de morte. Todavia, desde o princípio, a Igreja tem conclamado todas as nações sobre a terra para ela mesma – obediente à ordem do Senhor: Ide e ensinai a todas as nações (Mateus 28:19).
Eis a visão de Isaías, filho de Amós – desde sempre, uma visão fidedigna e maravilhosa.
Magnânimo Senhor, damo-Lhe incessantemente graças por ter-nos feitos dignos de sermos filhos de Tua Santa e Verdadeira Igreja, que é exaltada acima de todas as alturas do mundo.
A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
“Sobre a exaltação da Igreja de Deus”
às
06:00
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
“De como Deus purifica os pecadores arrependidos”
Oh, infinita misericórdia de Deus! Em Sua imensa ira sobre o povo infiel e ingrato, sobre o povo corrompido de iniqüidade, semente de malfeitores, filhos de corruptos (Isaías 1:4) como príncipes de Sodoma (Isaías 1:10) e sobre o povo que se tornou como os habitantes de Gomorra (Isaías 1:10): em tamanha ira, o Senhor não renunciou Sua misericórdia; porém, muito mais, chamou-os ao arrependimento – como se, depois de uma terrível tempestade, caísse uma suave chuva. Assim é o Senhor – longânime e cheio de misericórdia: nem Ele mantem sua ira para sempre (Salmo 103:9). Se apenas os pecadores pararem de fazer o mal, aprenderem a fazer o bem e voltarem-se para Deus com humildade e arrependimento, eles se tornarão brancos como a neve. O Senhor é poderoso e condescendente. Ninguém, a não ser Ele, é capaz de purificar a alma do homem do pecado e, purificando-a, alveja-a. Não importa o quão frequentemente lava-se o lençol com sabão e espuma – não importa quantas vezes é lavado e re-lavado – jamais conseguirá alcançar a brancura até ser estendido sob o sol. Do mesmo modo, a alma não pode alvejar-se, não importando quantas vezes a purifiquemos pelos nossos próprios esforços e labutas, até mesmo por todos os meios da Lei – até que, enfim, nós a trouxermos aos pés de Deus, estendermo-la e abrirmo-la por inteiro, para que a luz de Deus possa iluminá-la e alvejá-la. O Senhor perdoa e até louva os nossos esforços e labutas. Ele quer banhemos nossa alma em lágrimas, que a espremamos pelo arrependimento, que a penduremos pelos pregadores da consciência e a vistamos com as boas obras. E, acima de tudo, Ele nos chama a Ele: Vinde agora diz o Senhor e discutamos (Isaías 1:18). Ou seja, eu olharei a ti e verei se estou em ti; e tu olharás para Mim, como num espelho, e verás que tipo de pessoa és.”
Ó Senhor, lenta para a cólera, tem piedade de nós antes da ira derradeira do Temível Dia.
A Ti, sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
15:00
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Santas 7 crianças emparedadas (os “Sete Adormecidos”) de Éfeso: Maximiliano, Jâmblico, Martiniano, João, Dinis, Constantino e Antonino (+c.150)
A Deus, oravam os Sete Jovens
Para que na manhã eles pudessem encontrar-se mais uma vez sãos e salvos;
Porém, perante o Imperador foram trazidos para tortura,
E deitaram-se para dormir longa, bem profundamente.
O tempo caminha a largos passos.
Numa manhã, o sol ergueu-se no leste,
E os Sete acordaram de seu profundo sono.
Então, Jâmblico, o mais jovem, correu para Éfeso,
Para ver, ouvir e indagar de tudo:
Décio ainda não os caçava para matá-los?
E foi comprar pão para os Sete.
Mas, vede a maravilha: este não é o mesmo portão!
E como diferente está a cidade!
Por todos os lados, belas igrejas, domos e cruzes!
Jâmblico perguntou a si mesmo: Não serão sonhos?
Nenhuma face familiar, nenhum conhecido em nenhum lugar:
Não há mais perseguidores, não há mais mártires!
“Dizei, irmãos, o nome desta cidade,
E dizei-me o nome do imperador que agora reina,”
Indagou Jâmblico. O povo olhou para ele,
E ele foi alvo de muita especulação!
“Esta cidade é Éfeso, como sempre fora;
O Imperador Teodósio agora reina em Cristo!”
Ouviu isto o procônsul, assim como o bispo dos cabelos grisalhos;
Perplexa ficou toda a cidade, e todos correram para a gruta,
Vendo o milagre, glorificaram a Deus
E os ressuscitados servos do Cristo Ressuscitado.
às
12:54
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domingo, 16 de agosto de 2009
Santos Igúmenos e Místicos, Isaac (+ 383), Dalmácio (+440), e Fausto (+c.451) ascetas do Mosteiro da Dalmácia - 03/16 de agosto
Também se celebra Venerável Isaac separadamente em 30 de Maio. São Dálmato já fora um oficial no reinado do Imperador Teodósio, o Grande, que o tinha em grande estima. Quando despertou o Espírito dentro de si, ele se desfez de todas as posses terrenas: resignou-se de seu ofício, tomando consigo o único filho Fausto e partindo para a comunidade de Santo Isaac, nas proximidades de Constantinopla, onde ambos foram tonsurados monges. O Ancião Isaac regozijou-se com o fato de Dálmato ser completamente devotado a uma vida agradável a Deus. Á medida que Isaac aproximava-se da hora da morte, ele designou Dálmato como abade, sucedendo-o. Tempos depois, essa comunidade foi nomeada após ele. Dálmato devotou-se ao jejum, jejuando por quarenta dias diretos, conquistando os invisíveis poderes demoníacos. Ele participou do Terceiro Concílio Ecumênico [Éfeso, 431] e lutou contra a heresia de Nestório. Agradando a Deus, ele repousou pacificamente no quinto século. Seu filho Fausto apoiou seu pai em tudo e, depois de uma vida dedicada a Deus, também repousou pacificamente na comunidade.
às
06:00
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sábado, 15 de agosto de 2009
"Sobre a mágoa de Deus com o povo infiel"
Essa é a terrível visão de Isaías, filho de Amós, o profeta de Deus. Meus irmãos, apenas imaginemos que tipo de visão o Profeta Isaías teria a nosso respeito, se ele aparecesse hoje entre nosso povo!
Senhor, único vivente, único onipotente, une nossa mente e nosso coração a Ti, único Deus verdadeiro – e protege-nos das tentações e da apostasia de Ti.
A Ti, sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
10:00
Descoberta e Transladação das Relíquias do Santo Primeiro Arcediago e Protomártir Estevão de Jerusalém para Constantinopla em 428 - 02/15 de agosto
Quando os ímpios judeus assassinaram Estevão com apedrejamento, eles deixaram seu corpo a fim de ser devorado pelos cães. Porém, quis a providência de Deus que ocorresse o contrário. O corpo do mártir jazeu ao céu aberto no sopé da colina da cidade por uma noite e dois dias. Na segunda noite, Gamaliel, mestre de Paulo e um discípulo de Cristo em segredo, veio e tomou o corpo, levando-o para Cafargamala, e enterrou-o em uma gruta de sua própria propriedade. Gamaliel, depois, enterrou na mesma gruta seu amigo Nicodemus, que morreu chorando sobre o túmulo de Estevão. Lá, também foi enterrado por Gamaliel o afilhado deste, Abibus. De acordo com sua própria vontade, o próprio Gamaliel foi enterrado lá também. Passaram-se muitos séculos sem que nenhum vivente soubesse notícias de onde havia sido enterrado o corpo de Santo Estevão. Então, em 415, durante o reinado do Patriarca João de Jerusalém, Gamaliel apareceu três vezes em sonhos a Luciano, um padre de Cafargamala. Gamaliel relatou tudo sobre o próprio enterro, de Santo Estevão e dos demais, mostrando-lhe o local exato de sua sepultura perdida. Movido por esse sonho, Luciano informou ao Patriarca e, sob a benção deste último, partiu com um grupo de homens e exumou os quatro. Uma forte fragrância de doce-aroma, exalando-se das relíquias dos santos, impregnou a gruta inteira. Com grande solenidade, as relíquias de Santo Estevão foram transladadas para Sião e foram veneravelmente enterradas lá. Já as relíquias dos demais foram depositadas numa igreja, localizada na colina sobre a gruta. Aconteceram muitas curas de doentes pelas relíquias de Santo Estevão. Posteriormente, as relíquias de Santo Estevão foram transladadas para Constantinopla. Assim, o Senhor coroou com inefável glória aquele que derramou seu sangue por seu nome
às
06:00
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Grande Festa da Procissão da Venerável e Vivificante Cruz - 01/14 de agosto
Prostram-se todos veneravelmente:
Pelo poder dela, a Cruz de Cruz,
Somos libertados das adversidades.
A Santa Cruz é mais poderosa que os demônios,
E do que qualquer rei da terra.
A Cruz nos salva das doenças,
E dos assaltos dos bárbaros.
Pelo poder da Cruz, o Príncipe André
Resgatou sua terra subjugada;
O Imperador Manuel, pelo poder da Cruz,
Gloriosamente derrotou os Sarracenos.
Incomensurável poder, mostrou-se a Cruz ser
Mais do que os exércitos dos pagãos,
Mais do que a violência dos agressores,
Mais do que todos os males.
às
12:57
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
http://www.cerkiew.pl
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10:36
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
“Sobre a ingratidão humana, desconhecida até entre os animais”
A maneira mais certeira de evidenciar-se a ingratidão humana é comparar esta com a gratidão dos animais. Enquanto o boi irracional conhece seu dono, e o asno sabe de em qual estábulo ele se alimenta, como, então, pode o homem racional não conhecer Deus, seu Criador e Nutridor? A palavra “Israel” significa “aquele que vê Deus”. E cada homem racional, por seu intelecto, deve ser um “que vê Deus”, conhece Deus, sente a presença de Deus e serve a Deus, como o magnânimo e meigo Jacó serviu-Lhe uma vez. Porém, quando o homem racional, cuja dignidade inteira consiste no conhecimento de Deus, não O conhece – quando “o que vê Deus” torna-se cego para Ele – então, a dignidade do boi e do asno é elevada bem acima da do homem. Pois, os bois – sem exceção – reconhecem seu mestre, e os anos – também sem exceção – sabem quem os alimenta, enquanto que entre os homens há exceções. Há indivíduos – muito frequentemente líderes de outros homens – que não reconhecem seu Senhor nem seu Nutridor. Em toda natureza criada, o ateísmo é uma doença encontrada somente entre os homens, pois o ateísmo consegue ser condição de normalidade e saúde apenas para os homens e não para os animais. Assim, a não crença em Deus não constitui um mal dos animais, mas dos homens (Nossa! E somente dos homens!), visto que somente aos seres humanos está destinado ser “os que vêem Deus” e, perdendo sua crença em Deus, tornam-se piores do que bois e asnos.
Eis a visão de Isaías, filho de Amós, o Profeta de Deus.
Ó Deus do meigo Jacó, de Israel, o iluminado “que vê Deus”, ajude-nos a manter nossa dignidade humana – a dignidade dos “que vêem a Deus”, para que, assim, a cada dia e a cada hora, possamos conhecer e reconhecê-Lo com gratidão, como nosso Senhor e Nutridor.
A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.
às
10:11
Marcadores: Prólogo de Ohrid
















