“A Ortodoxia manifesta-se, não dá prova de si”

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Santo Apóstolo e Evangelista, Marcos (+63) - 25abr/08mai – Sexta

Apóstolo de Cristo de origem pouco conhecida, autor do segundo dos evangelhos sinóticos, os outros são os Mateus e Lucas, e considerado fundador da igreja do Egito e, também, fundador da cidade italiana de Veneza. Seu nome aparece nas epístolas de São Paulo, que se refere a ele como um de seus colaboradores que enviavam saudações de Roma. A principal fonte de informações sobre sua vida está no livro Atos dos Apóstolos. Filho de Maria de Jerusalém e primo de Barnabé, já se havia convertido ao cristianismo quando Paulo e Barnabé chegaram a Jerusalém (44) trazendo os auxílios da Igreja de Antioquia (At 11,30). Acompanhou Barnabé e Paulo a Antióquia (12,25), na hoje Turquia, onde atuou como auxiliar de Paulo, mas voltou à Jerusalém quando chegaram a Perge, na Panfília. Depois ele e Barnabé teriam embarcado para à ilha de Chipre (13,4-5), na sua primeira viagem apostólica, porém o apóstolo não voltou a ser mencionado nos Atos. De Chipre passou a evangelizar a Ásia Menor e, em decorrência de alguns conflitos, separou-se de Paulo e Barnabé em Perge (Panfília) e voltou para Jerusalém (13,13). Voltou a Chipre (50) acompanhado apenas de Barnabé (15,39) e depois foi para Roma como colaborador de Paulo, prisioneiro naquela cidade (Cl 4,10; Fm 24).

É possível que tenha deixado Roma antes da perseguição de Nero (64), pois depois (67) o apóstolo de Tarso, prisioneiro pela segunda vez, escrevia a Timóteo pedindo-lhe que levasse consigo, de Éfeso para Roma, o seu discípulo e colaborador, já que este lhe era muito útil em seu ministério (2Tm 4,11). Em Roma, também entrou em contato com Pedro, pois este, dirigindo-se aos fiéis do Ponto, da Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, saúda-as em nome do evangelista, a quem afetuosamente chama de filho (1Pe 5,13). Provavelmente escreveu em Roma o Evangelho (50-70) que traz o seu nome e que compila e reproduz a catequese de Pedro.

Seu Evangelho destinou-se aos cristãos provenientes do paganismo e tem um estilo simples e vigoroso e com seus 661 versículos, é o Evangelho menos extenso. No século II, o bispo Pápias de Hierápolis, Anatólia, afirmou que ele teria sido intérprete de São Pedro. Embora sejam parcas as informações sobre o evangélico, é indiscutível sua importante participação nos primeiros tempos da igreja cristã. Na Itália seu nome está ligado à cidade de Veneza, para onde mercadores venezianos provenientes de Alexandria, transportaram o que diziam ser as suas relíquias (828). Seu símbolo como evangelista é o leão e a Igreja Católica festeja seu dia em 25 de abril, data em que o evangelista teria sido martirizado.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

OrtoFoto

Montenegro
autor: Slobodan Simic

quarta-feira, 6 de maio de 2009

São Jorge Megalomártir (283-303) - 23 abril/06 maio


Estamos no ano 303, sendo Imperador dos romanos, Dioclesiano. Comprovando o sucesso da sua política, quer ao interior do império, quer face aos inimigos do exterior, em breve se apressou a cultuar com grande cuidado o que ele chamava de “respeito para com a divindade”.

Oferecia sem cessar numerosas vítimas aos seus deuses, sobretudo ao “deus” Apolo, em virtude da sua habilidade em predizer o futuro. Consultando um dia este deus (Apolo) sobre um assunto respeitante ao governo do Estado, obteve como resposta algo que o deixara perplexo: “os justos que estão na terra impedem-me de dizer a verdade”.

Consternado com o que lhe havia sido respondido, o infeliz imperador quis conhecer os justos que estavam sobre a terra. Um dos sacerdotes ao serviço de Apolo informou-o logo de seguida que os cristãos eram o motivo da resposta do mesmo deus. A partir desta data ficou o augusto príncipe mais enfurecido do que nunca, desencadeando aquela que viria a ser conhecida com a mais terrível e mais cruel de todas as perseguições que até então haviam sido movidas contra os cristãos.

Sabendo do assustador crescimento do número de cristãos no império e do desdém e desprezo que estes manifestavam diante das leis injustas que tinha promulgado, ordenou que todos os governadores e procuradores do Oriente se apressassem a reunir-se consigo na capital do império.

Nesta assembléia foram tomadas medidas drásticas e deliberações mais radicais com o intuito de reprimir, e mesmo aniquilar, a propagação do cristianismo nos territórios do império. Não satisfeito com o resultado obtido, mandou que fossem convocadas duas novas assembléias para ajuizarem a eficácia das decisões anteriormente aceites.

É precisamente na segunda destas duas assembléias que São Jorge vai estar presente. General dos exércitos imperiais, nascera na Capadócia, filho de pais cristãos de ilustre estirpe. Ainda menino, tiveram por bem os seus pais educá-lo segundo os princípios da Igreja de Cristo, introduzindo no seu dócil coração a piedade, a caridade e a compaixão que um dia viriam ser postas à prova.

Seu pai, também ele oficial e comandante de várias legiões, perece em combate, altura em que São Jorge se dirige para a Palestina, província donde era originária sua mãe. Em breve era nomeado tribuno militar (representante dos exércitos do senado), posto que lhe granjeou, pela sua coragem no campo de batalha, a fama de um soldado intrépido.

Desconhecendo a fé de São Jorge, Dioclesiano fá-lo comitês (companheiro). Presenciando a morte de sua mãe, após a partida dessa para o reino dos céus, toma todos os seus bens e vai encontrar-se com o imperador.

Desde o primeiro dia da assembléia, altura em que constatou de perto a crueldade e as atrocidades que, em virtude dos decretos do senado, muito rapidamente se iriam abater sobre os cristãos indefesos, deu início à distribuição de todos os seus haveres pelos pobres da cidade. É aconselhável que digamos que a sua fortuna pessoal era uma das maiores do império.

São Jorge tomara a decisão de, no terceiro dia da assembléia, enveredar pela defesa da sua Igreja e do seu Deus, divulgando perante tão douta e grandiosa reunião de personalidades, a sua fé.

Colocando-se de pé, no meio da assembléia, falou nestes termos: - “Imperador, senadores romanos, romanos! Até onde irá o nosso furor contra os cristãos? Leis sábias educaram-vos e alimentaram-vos e agora decretais contra os cristãos leis injustas e perseguis os inocentes. Eles tiveram a alegria de encontrar a verdadeira religião e vós quereis forçá-los a escolher a vossa, sem saberdes vós próprios se ela é verdadeira. Os vossos ídolos não são deuses; não, eu repito, não são deuses, não vos deixeis enganar pelo erro; o único Deus é Cristo; e Ele é ao mesmo tempo o único Senhor na glória de Deus Pai. Por Ele tudo foi feito e o Espírito Santo governa. Escolhei vós também, a verdadeira religião, ou, pelo menos, não provoqueis confusão e morte nas almas daqueles que a praticam”.

Boquiaberto com as palavras do jovem patrício, incumbiu o imperador ao cônsul Magnâncio, seu amigo, de lhe responder. Chamando-o à razão, Magnâncio pergunta-lhe: - “Quem te inspirou na palavra tamanha liberdade e audácia ?” São Jorge reponde-lhe – “A verdade !” – “Qual é a verdade ?” acrescenta o cônsul. – “A verdade é o próprio Cristo que vós perseguis” – “E tu, continua Magnâncio, és cristão?” – “Eu sou servidor de Cristo”, retorquiu São Jorge.

Vendo que o seu amigo Magnâncio nada consegue perante a determinação do general-menino, é o próprio imperador que toma a palavra e, falando com astúcia e malícia, enumera com uma doçura e suavidade de termos, que não lhe era peculiar, a fulgurante carreira, honras e glória que São Jorge tem à sua frente. Não conseguindo demovê-lo do seu firme propósito, manda que o ponham na prisão, conduzindo-o a golpes de lança.

Já no cárcere, é deitado no chão, os pés postos sob enormes traves e uma enorme pedra jogada sobre o seu peito, como havia o tirano desejado. São Jorge passa toda a noite louvando e glorificando o seu Senhor. Quando na manhã seguinte, fraco e dolorido, se apresenta ao soberano, as suas palavras tinham o mesmo fulgor e a mesma força. Disse que não temia a morte, uma vez que esta lhe iria possibilitar o tão desejado encontro com o Mestre e todas as torturas que lhe pudessem ser infligidas, por mais violentas que fossem jamais o fariam invocar a clemência do carrasco.

Trouxeram, então, uma roda armada de pontas de ferro onde o ataram com tal brutalidade que as correias que o ligavam se embrenhavam na sua carne. Encontravam-se, por baixo da roda, que estava suspensa do teto, várias mesas sobre as quais algumas dezenas de pontas de lança haviam sido fixadas, de modo que, ao aproximar-se das mesas a roda do suplício, na qual Jorge permanecia imóvel, possibilitava que todo o seu corpo fosse dilacerado pelas pontiagudas lanças. Jorge começou por orar em voz alta, depois em silêncio... Não deixou escapar um único suspiro.

Persuadido que ele estivesse morto, Dioclesiano dirigiu-se ao templo de Apolo para lhe agradecer por tê-lo livrado de tão impertinente e irreverente cristão. Pouco depois, desamarraram o cadáver do mártir e inauditamente, apareceu uma grande nuvem, da qual saíam relâmpagos e trovões. Então ouviu-se uma voz que dizia : “Jorge, não temas; Eu estou contigo”. Aproximou-se da roda um anjo vestido de branco. O seu rosto brilhava como o sol. Estendeu a mão ao mártir, abençoou-o e beijou-o. Quando o anjo desapareceu, aproximaram-se de Jorge e viram que o seu corpo não tinha ferimento algum.

Foram anunciar ao imperador o sucedido, mas este não quis acreditar, mesmo quando o trouxeram à sua presença. Os príncipes que ladeavam o soberano reconheceram-no, dois oficiais da guarda pretoriana, Anatol e Protoléon, que haviam sido iniciados no cristianismo, não podendo mais conter-se, gritaram bem alto : “O Deus do cristãos é o único e verdadeiro Deus”. Nesse instante, foram conduzidos para fora da Cidade, onde lhes cortaram a cabeça.

Ordenou o imperador que deitassem Jorge num poço cheio de cal viva durante três dias. No fim deste período, mandou que fossem ao poço buscar os ossos que tivessem restado para os esconder, receando que os cristão levassem-nos. Mas, qual não foi a admiração dos soldados, quando ao destaparem o poço, viram o mártir ileso, resplandecendo de luz ! Erguendo as mãos ao céu, Jorge deu graças a Deus pela sua misericórdia. Toda a multidão que comprovou este acontecimento rejubilou de alegria, entoando cânticos de louvor.

Assim que foi notificado, Dioclesiano exigiu que o colocassem diante de si, para o inquirir sobre a magia da qual certamente se valera para sair vivo de tais torturas. Novamente o aconselha a que reconsidere as suas propostas, caso contrário, ver-se-ia coagido a continuar com os suplícios. Inabalável, Jorge recusa a pseudo-bondade do soberano, persistindo no seu intento.

Desta vez, obrigaram-no a calçar uns pesados sapatos de ferro, armados de afiados pregos no interior, após terem sido aquecidos ao rubro no interior das chamas. Forçado a correr até a prisão, foi sendo vergastado com nervos de boi em cujas extremidades pendiam bolas de chumbo, ao mesmo tempo que os seus pés eram perfurados pelos pregos em brasas. Jorge não desfaleceu, passando o dia e a noite orando e louvando o seu Deus. Na manhã seguinte, de novo se apresentou ao imperador, que ficou estupefato ao vê-lo caminhar como se nada tivesse acontecido. Reunira o augusto príncipe o seu tribunal perto do teatro público, acompanhado de todo o senado.

Fora, uma vez mais, pelo imperador aconselhado a renunciar à sua fé, pois, segundo o mesmo, se Jorge não se submetesse à sua vontade, seria obrigado a encurtar o tempo de vida que este tinha à sua frente. Jorge em nada alterou a sua posição, razão pela qual Dioclesiano pediu que chamassem um conhecido “mago”, de nome Athanásio, cuja habilidade nas artes da magia era sobejamente conhecida.

Athanásio, por meio de três poções mortíferas, tentou retirar ao Bem-Aventurado mártir o sopro da vida. Não conseguiu! Em Jorge, as poções “mágicas” obtiveram o mesmo resultado que a límpida e cristalina água da fonte mais pura.

Constatando o seu fracasso, Athanásio achou por bem – já que o Mestre dos cristãos ressuscitava os mortos – proporcionar ao mártir a oportunidade de fazer o mesmo que o seu Deus.

A poucas dezenas de metros do local onde estava reunido o tribunal, encontrava-se um túmulo. Desataram Jorge das correias que o seguravam e ordenaram-lhe que se dirigisse ao túmulo.

Afirmara o imperador que, se conseguisse ressuscitar o defunto, ele e todos os seus súditos reconheceriam Cristo como o único Deus verdadeiro. Voltando-se para ele, Jorge retorquiu-lhe por doces palavras: “Se o meu Deus foi capaz de criar a partir do nada, também por meu ministério ressuscitará um morto, trazendo-o à vida“. Ajoelhou-se durante algum tempo, vertendo abundantes lágrimas. Em seguida, ergueu-se e orou em voz alta, de forma que todos o pudessem escutar. Apenas tinha concluído a sua prece, logo um barulho espalhou o terror naqueles que ali se encontravam. A pedra do sepulcro abriu-se e do seu interior saíra o ressuscitado que se agarrou a Jorge, proclamando bem alto ser Cristo o Deus verdadeiro. O próprio Athanásio (o mago) vem prostrar-se em face do mártir implorando-lhe que rogue a Cristo que lhe perdoe os seus malefícios.

O imperador, incrédulo, não cumprira o que havia prometido, acusou o mago de ter favorecido Jorge e mandou que lhe cortassem a cabeça, bem como ao morto ressuscitado. Quanto a Jorge, ordenou que o prendessem novamente até decidir o que fazer com ele.
Então a multidão, que tudo vira, abeirou-se dos guardas da prisão, ofereceu-lhes dinheiro e entraram nessa. Encontrando-o, pediram-lhe que os curasse, na medida em que muitos eram os que sofriam de doenças várias. Em nome de Cristo, a todos curou.

Surgira um camponês, de nome Glicério, cujo boi morrera de repente na lavoura, implorando a Jorge que lhe restituísse a vida. Jorge reenviou-o ao campo, dizendo-lhe que Deus trouxera à vida o seu boi. Tão depressa como foi, assim voltou o camponês, relatando por toda a cidade o que havia acontecido. Tendo sido encontrado por acaso pelos soldados, imediatamente foi conduzido ao Imperador, que, nesse momento, o sentenciou à morte. Feliz com a sentença, Glicério corria para o suplício como um jovem para um festim. Ia à frente dos soldados, para fora da cidade aonde lhe iam corta a cabeça, pedindo a Deus que aceitasse o seu martírio em vez do Batismo que não iria poder receber. Jorge foi acusado de sublevar o povo contra o imperador, criando instabilidade na almejada harmonia do império. Muitos dos adoradores dos falsos deuses se haviam convertido ao cristianismo.

De novo, Dioclesiano julgou necessário submeter Jorge a mais tormentos e, aconselhando-se com Magnâncio, deu ordem para prepararem o tribunal junto ao templo do deus Apolo.

No decorrer dessa noite, Cristo apareceu ao mártir em sonhos e levantando-o e beijando-o, pôs-lhe uma coroa na cabeça, dizendo-lhe: “Não temas, tem coragem, pois foste julgado digno de reinar comigo. Não tardes; vem ter Comigo para usufruir da alegria que te foi preparada”.

No dia seguinte, ao ser levado perante Dioclesiano, pediu-lhe que o deixasse entrar no templo do deus Apolo. Rejubilando de alegria, ao pensar que Jorge tinha por fim apostasiado, prontamente o imperador acedeu ao seu pedido. Todo o povo entrou no templo. Jorge aproximou-se da estátua de Apolo e perguntou-lhe: “Como te atreves tu, que não és nenhum deus, a querer receber o meu sacrifício, como se o fosse?”. O demônio que habitava a estátua respondeu-lhe: “Não, eu não sou nenhum deus, nem eu, nem os meus semelhantes. Não existe senão um único Deus; Aquele que vós anunciais”.

O Bem-Aventurado mártir inquiriu-o de novo: “Como ousas tu permanecer neste local, quando eu, adorador do Deus verdadeiro, aqui estou?”. A estas palavras, todas as estátuas do templo ruíram, acabando por desintegrar-se. Todos os demônios haviam abandonado aquelas paragens, quando de novo o imperador, cuja cólera nada podia conter, se apressou a ordenar aos soldados que levassem Jorge para fora da cidade, onde lhe seria cortada a cabeça.

Neste instante, a imperatriz Alexandra, esposa de Dioclesiano, que havia muito tempo nutria pelos cristãos uma profunda admiração, tendo ouvido tão invulgar turbulência na cidade e sabendo a aversão do soberano para com o cristianismo, abeirou-se dele, apelidando-o de injusto, cruel e ímpio.

O imperador, que não conhecia a misericórdia nem a compaixão, sentenciou a imperatriz Alexandra a perecer juntamente com o mártir. Conduzidos ao local da execução, ambos demonstraram uma coragem indômita comum aos mártires.

Assim, no dia 23 de abril no ano da graça de 303, partiu para o reino dos céus Jorge, com a idade de 20 anos, e Alexandra, imperatriz. A notícia de sua fé, do seu amor por Cristo, Nosso Deus e Salvador e da sua heroicidade, em breve se propagou por todo o império, incutindo em todos os cristãos uma arraigada e sincera temeridade que lhes permitiu suportar as injustiças e vencer todas as ciladas do demônio. Neste dia, a corrente inquebrantável que une, pela santidade e pelo exemplo de suas vidas, todos os heróis do cristianismo, viu-se acrescentada em mais dois elos, tão fortes e tão imprescindíveis como os anteriores. Aqueles que durante mil e novecentos anos sempre estiveram presentes na Igreja de Cristo, pelas suas orações e pela sua proteção aos cristãos, seus irmãos, são, desde o dia do seu nascimento nos céus, glorificados com o sublime e inefável nome de mártires.

Pelas orações dos teus santos mártires Jorge e Alexandra, ó Cristo Nosso Deus, tem piedade de nós. Amém!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

“Orthohoto.net”, produz exposição internacional.


O site “Orthophoto.net”, o maior banco de dados de imagens da Internet ortodoxa cristã, comemora 5 anos de existência.

Uma série de exposições internacionais das melhores e mais populares fotos do arquivo de “Orthphoto.net”, parece ser a forma mais lógica para mostrar o valor, a beleza e a riqueza das Igrejas Ortodoxas e sua tradição.

A exposição é realizada em 4 países simultaneamente, e conta com a ajuda local de, paróquias, empresas, amigos e associações como anfitriões, doadores e patrocinadores.

São 300 fotos de 170 autores de 43 países, inclusive o Brasil.


Mosteiro da Dormição da Mãe de Deus

"Estejamos na Alegria Divina"

(S. Bulgakov)

“Meu gozo permaneça em vós e o vosso gozo seja completo”(Jo. 15,2)

“Vinde... comunguemos da divina alegria... com o Reino de Cristo”
(Cânon de Páscoa, 8ª ode, 1º tropário)

Quando, durante a noite Pascal, depois de ter feito a volta à Igreja, a procissão para diante das portas fechadas, nós conhecemos um instante de silêncio, inapreensível, uma dúvida: “Quem irá rolar a pedra de diante do túmulo” (Mc. 1, 3). estará ele vazio, se o Cristo ressuscitou? Mas quando as portas abrem-se ao sinal da cruz e nós entramos na Igreja resplandecente, ao canto do hino da alegria, nosso coração transborda de alegria, pois Cristo ressuscitou. Nós “vemos a ressurreição de Cristo”. Com os sentidos purificados”, nós vemos “O Cristo resplandecente e nós nos aproximamos dele “como do Esposo, saído do túmulo”.

Então, nós não temos mais consciência do lugar onde nos encontramos, nós saímos de nós mesmos, o tempo é suspenso. Nós entramos no sabat, “o repouso sabático do povo de Deus” (Hb. 4, 9-10). As cores da terra apagam-se diante da luz branca da Páscoa e a alma não vê senão o “brilho inacessível da Ressurreição”: “hoje tudo está repleto de luz, a terra, os Céus e o inferno”.

Nessa noite pascal foi dado ao homem conhecer, por antecipação, a vida do século a vir; foi-lhe permitido entrar no Reino da Glória, o Reino de Deus. A linguagem de nosso mundo não possui palavras para expressar a revelação da noite pascal, pois ela é o mistério do século futuro, cuja “linguagem é o silêncio”.

A alegria perfeita que essa noite nos dá, de acordo com a promessa do Senhor, é o Espírito Santo. Ele nos revela o Cristo ressuscitado pela vontade do Pai. Ele constitui a alegria essencial no seio da Santa Trindade, a alegria do Pai pelo Filho e do Filho pelo Pai. E é, em nós, a alegria da Ressurreição. Por Ele, nós vemos o Cristo ressuscitado e Ele é em nós a Luz ressurrecional.

A Páscoa não é uma das festas, ela é “a Festa das festas, a solenidade das solenidades”. As doze grandes festas nos levam a conhecer o Reino através das obras de Deus, que se manifestam como acontecimentos dentro do nosso tempo. Ora, a Páscoa não é a lembrança de um entre esses acontecimentos, ela visa a vida a vir. Ela é a manifestação antecipada da Glória que o Cristo pediu ao Pai em Sua oração pontifical, ela é a prefiguração da Jerusalém Celeste que descerá do Céu sobre a terra na consumação dos tempos, de acordo com a visão profética: “Resplandece, resplandece, ó Nova Jerusalém, pois a Glória do Senhor brilhou sobre ti!”. A Páscoa é a vida eterna, que é conhecer Deus e comungar com Ele. Ela é a justiça, a paz e a alegria ao exemplo do Espírito Santo. A primeira palavra do Ressuscitado às mulheres miróforas foi: “Alegrai-vos” (Mt. 28,9) e diz aos apóstolos, quando aparece diante deles: “Paz a vós” (Lc. 11, 36; Jo. 20, 19, 29).

A vida do mundo futuro não é uma simples negação deste mundo, nem seu aniquilamento, ela eterniza tudo aquilo que é digno. Da mesma forma que a eternidade não é o esquecimento nem a supressão do tempo: ela coloca um fim em seu curso mutável. Na ressurreição, a criatura é glorificada pela força divina, porém no seio de sua própria vida, pelo grande feito de sua renúncia. Pois a Ressurreição de Cristo está em virtude de Sua Paixão e de Sua morte voluntária. Pela morte Ele venceu a morte”. A vitória sobre a morte é vivida até o fim pelo esgotamento da morte do Cristo; a própria morte é provada e conhecida em toda a sua extensão, e ela não é mais capaz de O reter (At. 2,29), pois Nele, ela se esgota: “Onde está, ó Morte, o teu aguilhão” (1Co. 15,55); “tragada foi a morte na vitória” (1Co. 15,54).

A Ressurreição não é a criação de uma vida nova, mas a vitória alcançada sobre a morte dentro da própria morte, a Vida eterna que resplandece do Cristo, saído do túmulo. A Ressurreição é o triunfo eterno de sua morte salvífica que coroa Sua Paixão redentora e toda a economia da Encarnação. Ela é crucial pois ela se completa pela Cruz, pela força do enorme ato sacrificial do amor e da obediência. “Nós nos prostramos diante da Tua Cruz, ó Mestre, nós cantamos e comemoramos Tua Santa Ressurreição”. Apagando a morte com Sua vitória, a Cruz torna-se fundamento e a força da alegria ressurrecional. A bem aventurança no Paraíso guarda a memória dos sofrimentos iluminados e superados da mesma forma que a luz é a vitória sobre as “trevas abaixo do abismo” e que o mundo de Deus reveste de ordem e de beleza “terra vazia e disforme”. Tudo sendo mantido, este mundo passa ao mundo ainda por vir, transfigura-se em mundo futuro, como o corpo terrestre do Senhor Jesus transfigurou-se na Ressurreição. Seu corpo guarda as marcas dos cravos, Seu lado está transpassado, em testemunho da identidade com Ele próprio. É nesta unidade da vida deste mundo com a do mundo futuro que se manifesta a força da Ressurreição.

Sua figura é traçada na natureza. Seu selo aparece quando esta renasce na primavera. Após a inércia do inverno, o verde aparece, novas forças saem da terra, carregadas com as seivas da vida. A primavera reveste-se com a roupagem multicolor da Ressurreição, sob os raios vivificantes do Sol. Cada primavera da natureza profetiza a primavera à vir do mundo inteiro. A morte foi vencida pelo calor da vida e a páscoa da natureza precede à Páscoa cristã. Tal como o inverno, cujo áspero caminhar conduz à primavera, os dias da Quaresma e da Semana da Paixão introduzem a vida cristã na Santa Páscoa.

Alguns procuram evitar esse caminho e não passar pela prova da semana dos sofrimentos. Seus sentimentos permanecem latentes, não há em suas almas a vela que permitirá acender a luz pascal. “Ontem, Contigo eu estive enterrado: hoje Contigo eu me levanto, pois ressuscitaste, já que ontem eu fui crucificado Contigo”. Bem aventurado aquele que pode repetir em seu coração as palavras do hino pascal. A alegria coroa a pena, uma grande luz se levanta das trevas e sombreia a morte que foi vencida pela própria morte. O triunfo da Páscoa é o fruto da aflição e da obra do jejum. Após a tristeza invernal, o Esposo chama a alma, sua noiva: “Levanta-te minha amada; formosa minha, e vem!” (Cant. 2,10)

Os raios da luz de Cristo penetram todo o universo. Nela também os defuntos estão vivos para nós. Ela lhes transmite nossa saudação pascal, como um anúncio da Ressurreição, da qual eles também tomam conhecimento por um modo que lhes é próprio. A criatura animada e dotada de razão não é a única a receber a força da ressurreição; pelo corpo de Cristo, o universo inteiro ressuscita na alegria do júbilo pascal. “Que os céus exultem, que a terra rejubile, que o mundo visível e o invisível celebrem!”. O olhar do expectador percebe essa subida da exultação pascal na natureza. O sol brinca com seus raios, o ar, a água, as plantas brilham aos raios da bonança divina. O espírito do homem, em vias de ressuscitar, não poderia encontrar no exterior uma natureza inerte: ela ressuscita com ele e ele a chama à Ressurreição do Cristo.

A Páscoa é uma alegria eucarística. Por sua Ascensão, o Senhor não se separa de nós. Nós permanecemos ligados a Ele, nós tocamos o Cristo manifestado e lhe elevamos o cântico da Ressurreição: “Ó Santa e grande Páscoa! ó Cristo! ó Sabedoria, Força e Verbo de Deus! Concede-nos comungar em verdade contigo na luz sem declínio do Teu Reino!”. A Solenidade Pascal já é esse dia sem noite. A alegria da Páscoa une-se à da Eucaristia. Os fiéis se saciam com o Cristo, o Senhor está perto de nós. Ele nos aparece, como aos Apóstolos, antes da Ascensão. A Páscoa é o mistério sacramental concedido pelo Espírito Santo à Igreja, a fim de permitir que tomemos conhecimento do Senhor ressuscitado: “Tendo visto a Ressurreição do Cristo, prostremo-nos diante do Senhor Jesus!”

No que concerne à Igreja, a Páscoa é a nossa alegria. É por sua força que nós adquirimos nosso ser e nosso estar em Igreja, na vida única de um só Corpo, o do Cristo. O que é habitualmente apenas um chamado e uma promessa nos aparece agora como a suprema realidade. A alegria da Igreja nos permite ver uns aos outros em Deus e nos alegrarmos com o nosso próximo, como convém entre pessoas que se amam. A Páscoa nos preenche com o Espírito Santo, que é a alegria do amor. É o dom que recebem os pneumatóforos, como coroamento de sua obra ascética. A luz da Páscoa brilhou continuamente na alma de São Serafim de Sarov. Ele acolhia seus visitantes com a saudação pascal: “Cristo ressuscitou, minha alegria”.

Em nós também, que estamos sombrios, cabisbaixos, avarentos de nossos sorrisos, nesta noite nosso coração abre-se à exultação do amor, ao nos expressarmos com o beijo e a saudação pascal: “Cristo Ressuscitou!”. As ofensas pessoais, os pensamentos maldosos dissolvem-se nesta luz. É possível, para aquele que ama, não perdoar? O perdão não é a alegria maior? Ele nos assemelha a Deus, que perdoa os erros de Seu filho e coroa no festim nupcial. A Páscoa é o perdão universal na alegria do amor. O amor pascal nos aproxima do amor de Deus, o qual ultrapassa toda compreensão. Não sobra nem a menor zona sombria nessa luz. Seu brilho funde e une todas as coisas. “Dia da Ressurreição! Sejamos iluminados por esse dia e beijem-nos uns aos outros! Pela Ressurreição, perdoemos tudo, mesmo àqueles que nos odeiam!”

A alegria do amor aquece o coração, como o daqueles discípulos que viram e ouviram Aquele que caminhava ao lado deles. E ei-Lo novamente entre nós, invisivelmente manifesto. Amén!

Boletim Interparoquial, maio e 2002

quarta-feira, 29 de abril de 2009

MENSAGEM PASCAL -2009

Do Santo Sínodo dos Bispos da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia para os veneráveis clérigos, reverendos monges e para todos os fiéis.

“Cristo ressuscitou dos mortos pela morte Ele venceu a morte
e aos que estavam no túmuloCristo deu a vida”
(Tropário Pascal)

CRISTO RESSUSCITOU!

Pela misericórdia de Deus podemos, de novo, ouvir as palavras salvíficas do tropário pascal, anunciando-nos a vitória da vida sobre a morte, alegremente encontrando a festa da Ressurreição de Cristo. Hoje todos nos unimos ao Triunfo da Santa Páscoa do Senhor, iluminando todo o mundo com a inextinguível Luz da vida eterna.

Pelo ilimitado amor divino à Sua criação o Senhor Jesus “para nós e para nossa Salvação” encarnou, sofreu e morreu na cruz, para levar sobre Si o pecado do mundo e ressuscitar “para nossa justificação” (Rm 4, 25). Tudo isso realizou pelo Seu divino amor sem limites, amor até a morte para conduzir o homem decaído ao objetivo para o qual ele havia sido criado. Na pessoa do Salvador ressuscitado tudo isso nos é restituído, o que perdemos em Adão, assim como nos é dado tudo, o que é indispensável para a herança do reino celeste e para o retorno da grandeza dos filhos de Deus.

O Deus-homem ressurgiu dos mortos e tornou-se o Novo Adão, Regente do renascimento do gênero humano. A Ressurreição de Cristo abriu-nos o caminho para o céu e, por isso, a Igreja hoje canta no cânon pascal “Da morte para a vida e da terra para o céu Cristo Deus nos transportou a nós que cantamos este hino triunfal” (1º hirmos do cânon pascal). A Páscoa de Cristo nos convence sobre o perdão, que iluminou a humanidade através do vivificante Túmulo e fortalece a esperança na futura ressurreição de todos aqueles que possuem fé.

Celebrando a Ressurreição de Cristo e participando nos ofícios pascais recíproca e simultaneamente proclamamos a todo o mundo o Cristo Filho de Deus como Salvador do mundo, que pela Sua encarnação, morte e ressurreição deificou a natureza humana e nos deu a possibilidade de usufruir da graça do Espírito Santo.

Cumprimentando todos com as palavras “Cristo Ressuscitou” como as mulheres com os aromas e os apóstolos de Cristo, que ouviram: “Ide anunciai ao mundo, que o Senhor ressuscitou destruindo a morte” (hipakoi), proclamamos o Filho de Deus “Salvador do gênero humano”.

A celebração pascal nos mostra o grande sentido da vida humana, o contato com esta verdade, sobre a qual o próprio Salvador fala: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). A Guardiã e infalível tradutora da plenitude da Verdade da revelação Divina é a Santa Igreja Ortodoxa. Ela isso revive, fortalece e espiritualmente nos alimenta. Ela é nossa única pedagoga no caminho para a perfeição moral na terra e para a salvação eterna. Dois mil anos da história da Igreja de Cristo testemunham o cumprimento dessa promessa, dada pelo Criador Divino: “Edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela” (Mt 16, 18). Toda a História testifica sobre isso, nessa mesma história das últimas décadas. O século XX foi pleno de experiências para os fiéis ortodoxos e para a nossa Igreja.

Neste ano completam-se os setenta anos da eclosão da II Guerra Mundial, que trouxe muitos sofrimentos e morte de pessoas inocentes. Além destas dificuldades no tempo da guerra enormes mudanças afetaram a Igreja Ortodoxa da Polônia. Muito dolorosas para nós foram as mudanças nas fronteiras da nossa pátria, que resultaram muitas vezes na diminuição da quantidade de paróquias, mosteiros, clero e fiéis. Pode-se com plena convicção dizer que depois da guerra precisou-se, de novo, restabelecer toda a estrutura da nossa Igreja, e a preocupação com o retorno das atividades das dioceses, dos mosteiros e escolas espirituais, indispensáveis para a preparação de novos sacerdotes. Foi necessário trabalhar em condições totalmente novas, em condições de beligerante ateísmo e do regime comunista. Nossa Igreja conseguiu sobreviver a estes tempos difíceis e sair deste período fortalecida, conseguindo trabalhar em diversas condições históricas.

Neste ano completam-se, também, os vinte anos de mudanças políticas na nossa pátria, que mudaram radicalmente as condições de atividades da nossa Igreja. Estas mudanças restabeleceram as possibilidades de trabalho em diversas áreas. Exatamente neste ano completam-se vinte anos do momento quando nossos padres e catequistas de novo iniciaram a ensinar religião nas escolas. Isto permitiu na mais ampla forma de trabalho no campo da catequização de nossas crianças e jovens.

Estas modificações deram, também, aos nossos padres a possibilidade de trabalho em hospitais, no exército, em prisões e em escolas. Existem sacerdotes nestas instituições, de modo a proclamar a fé em Cristo, a esperança da vida eterna e na ressurreição dos mortos e, desta maneira mostrar a todos o sentido de nossa existência na terra.

Apesar dos fiéis terem estas possibilidades, observando-se a vida contemporânea da sociedade podemos notar, que o mundo cada vez mais e mais se afasta de Deus. No mundo existe muito ódio, derramamento de sangue e injustiças. Com este estado de intranqüilidade deveríamos envidar esforços para a adequada educação de nossos jovens e crianças, de nossas futuras gerações. Temos a obrigação de ensiná-los uma adequada visão de mundo, de amor ao próximo e de fé. Indicar o objetivo e sentido da vida. Desta maneira eles poderão seguir o caminho que leva à eterna felicidade no reino celeste.

Se nossos esforços forem coroados de sucesso, nossas crianças e jovens na vida diária serão piedosos e bem educados, responsáveis, compassivos e pacientes, dispostos a imitar Cristo. Nisto concentra-se os nossos esforços cristãos. No caminho de seu cumprimento são grandes as dificuldades, tristezas e decepções. Relembremos, entretanto, as palavras do apóstolo Paulo: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4, 13). Nosso Senhor Ressuscitado nos dá a ajuda da graça, e através dos sacramentos da Igreja encontraremos a força espiritual e em nossa fraqueza aperfeiçoa-se a força divina (2 Co 12, 9). Quais obstáculos não encontraremos no caminho? O Salvador ressuscitado do túmulo está sempre conosco, Ele com amor fortalece e sustenta seus filhos fiéis.

Nesta santo e solene dia da Santa Páscoa do Senhor cumprimentamos o venerável clero, os monges, as crianças, os jovens e todos os fiéis da nossa Santa Igreja Ortodoxa da Polônia.

Em oração desejamos a todos a plena alegria espiritual e os abundantes dons da Santa Páscoa de Cristo. No dia pascal, em que celebramos a festa devemos lembrar de compartilhar nossa alegria com os necessitados, com os pobres, com os solitários próximos a nós e a todos levar a Boa Nova da Ressurreição de Cristo.
CRISTO EM VERDADE RESSUSCITOU!

Pela Misericórdia Divina, humildemente:

+ Sawa, Metropolita de Varsóvia e toda a Polônia
+ Simão, Arcebispo de Lodz e Poznan
+ Adão, Arcebispo de Peremysl e Novy Sonde
+ Jeremias, Arcebispo de Vratislávia e Estétino
+ Abel, Arcebispo de Lublin e Chelm
+ Miron, Bispo de Gajnovka
+ Tiago, Bispo de Bialystok e Gdansk
+ Gregório, Bispo de Bielski
+Chrisóstomo, Arcebispo do Rio de Janeiro e Olinda-Recife
+Ambrósio, Bispo de Recife
+ Jorge, Bispo de Siemiatycz
+ Paísios, Bispo de Piotrkow
Páscoa de Cristo do Ano de 2009,Varsóvia.

domingo, 19 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

OrtoFoto

Mosteiro de Ostrog, Montenegro
autor: Ivan Petrovic

domingo, 12 de abril de 2009

Domingo de Ramos – Entrada em Jerusalém

Hoje Ele volta da Betânia e caminha por Sua livre vontade em direção à Sua santa e abençoada Paixão, para consumar o mistério de nossa salvação... Corramos para acompanhá-Lo enquanto Ele se apressa rumo à Sua Paixão, e imitemos aqueles que encontraram-No então, não apenas cobrindo Seu caminho com ornamentos, galhos de oliveira ou ramos, mas fazendo tudo o que pudermos para prostrarmo-nos diante Dele humildemente e tentando viver como Ele gostaria... Então espalhemos diante de Seus pés, não ornamentos ou galhos de oliveira, que agradam os olhos por algumas horas e então fenecem, mas a nós mesmos, revestidos complemente n’Ele. Nós que fomos batizados em Cristo devemos ser os ornamentos espalhados diante d’Ele.

Santo André, bispo de Gortyna, Creta (+740).

Reconheçais a dignidade da vossa natureza... imagem restaurada em Cristo. Nascemos no presente apenas para sermos renascidos no futuro. Nosso apego, portanto não deveria ser ao transitório; ao contrário, devemos pretender o eterno.
São Leão o Grande (+461).

quarta-feira, 8 de abril de 2009

OrtoFoto

Sérvia
autor: Hadzi Miodrag Miladinovic

terça-feira, 7 de abril de 2009

"Sermão sobre a Anunciação da Santíssima Mãe de Deus"

Nossa presente assembléia em honra da Santíssima Virgem me inspira, irmãos, a falar Dela uma palavra de louvor, também em favor daqueles que vieram para esta solenidade da igreja. Esta palavra inclui um louvor às mulheres, uma glorificação ao seu gênero, cuja glória é trazida por Ela, Ela que é ao mesmo tempo Mãe e Virgem. Ó desejada e maravilhosa assembléia! Celebre, ó natureza, na qual é rendida honra à Mulher; rejubila, ó raça humana, na qual a Virgem é glorificada. “Mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rom.5;20). A Santa Mãe de Deus e Virgem Maria nos reuniu aqui, Ela o puro tesouro da virgindade, o paraíso planejado para o Segundo Adão – o lugar exato, em que foi cumprida a co-união das naturezas, em que foi confirmado o Conselho da salvífica reconciliação.

Quem alguma vez viu, quem alguma vez ouviu, que dentro de um ventre o Ilimitado Deus poderia habitar, Aquele que os Céus não podem conter, Aquele que o ventre de uma Virgem não pode limitar?

Aquele que nasceu da mulher não é somente Deus e Ele não é somente Homem. Este que nasceu fez da mulher, sendo a antiga porta do pecado, a porta da salvação; onde o Mal, pela desobediência, despejou seu veneno, lá o Verbo fez para Ele próprio,pela obediência, um templo vivificante, de onde o arqui-pecador Caim saltou para fora, lá sem semente nasceu Cristo o Redentor da raça humana. O Amante da Humanidade não desdenhou nascer da mulher, uma vez que isto concedeu a Sua vida. Ele não estava sujeito à impureza, sendo assentado dentro do ventre, que Ele mesmo adornou livre de toda iniqüidade. Se por acaso esta Mãe não permanecesse Virgem, então aquele que nascesse Dela poderia ser um mero homem, e o nascimento não seria nenhum sábio milagre; mas uma vez que Ela depois do nascimento permaneceu uma Virgem, então como é que Aquele que nasceu de fato – não é Deus? É um mistério inexplicável, uma vez que de uma maneira inexplicável nasceu Ele Que sem nenhum impedimento passa através das portas quando elas estão fechadas. Tomé, confessando Nele a co-união de duas naturezas, gritou: “Meu Senhor, e meu Deus” (Jo.20:28).

O Apóstolo Paulo diz, que Cristo é “escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (I Cor. 1:23): eles não perceberam o poder do mistério, uma vez que Ele era incompreensível para a mente: “porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da Glória” (I Cor.2:8). Se o verbo não fosse colocado dentro do ventre, então a carne não teria ascendido com Ele ao Trono Divino; se Deus tivesse desdenhado entrar no ventre, que Ele criou, então os Anjos também poderiam ter desdenhado servir à humanidade.

Aquele, que por Sua natureza não estava sujeito aos sofrimentos, através de Seu amor por nós sujeitou-Se a muitos sofrimentos. Nós cremos, não que Cristo através de alguma gradual elevação em direção à natureza Divina foi feito Deus, mas que sendo Deus, através da Sua misericórdia Ele foi feito Homem. Nós não dizemos: “um homem feito Deus”; mas nós confessamos, que Deus encarnou e se fez Homem. Sua Serva foi escolhida para Ele mesmo como Mãe por Aquele que, em Sua essência não tinha mãe, e Aquele que, através da Divina providência apareceu sobre a terra na imagem de homem, não tem pai aqui. Como alguém, Ele mesmo pode ser ambos sem pai e sem mãe, de acordo com as palavras do Apóstolo: “Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida...” (Heb. 7:3)? Se Ele – fosse somente um homem, então Ele não poderia ser sem mãe – mas verdadeiramente Ele teve uma Mãe. Se Ele – fosse somente Deus, então Ele não poderia ser sem Pai – mas de fato Ele tem um Pai. E ainda como Deus o Criador Ele não tem mãe, e como Homem Ele não tem pai.

Nós podemos ser convencidos disto pelo verdadeiro nome do Arcanjo, fazendo anunciação a Maria: seu nome é Gabriel. O que este nome significa? Ele significa: “Deus e homem”. Uma vez que Aquele sobre Quem ele anunciava era Deus e Homem, então seu verdadeiro nome aponta antecipadamente para este milagre, então com fé aceitamos o fato da Divina revelação.

Seria impossível para um mero homem salvar as pessoas, uma vez que todo homem necessita do Salvador: “Porque todos pecaram – diz São Paulo - e destituídos estão da glória de Deus” (Rom. 3:23). Desde que o pecado sujeita o pecador ao poder do demônio, e o demônio o sujeita à morte, então nossa condição torna-se extremamente infeliz: não existe nenhum caminho que nos livre da morte. Foram mandados médicos, isto é, os profetas, mas eles somente podiam apontar mais claramente a enfermidade. O que eles fizeram? Quando eles viram, que a doença estava fora do alcance da habilidade humana, eles chamaram do Céu o Médico; um deles disse “Abaixa, ó Senhor, os teus céus, e desce” (Salmos 143[144]:5); outros gritaram: “Cura-me, Ó Senhor, e eu serei curado” (Jer. 17:14); “faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos” (Sl. 79[80]:3). E ainda outros: "Mas, na verdade, habitaria Deus na terra?” (I Reis 8:27); “apressa-te e antecipem-se-nos as tuas misericórdias, pois estamos muito abatidos” (Sl.78[79]:8). Outros disseram: “Pereceu o benigno da terra, e não há entre os homens um que seja reto” (Miq.7:2). “Apressa-te, ó Deus, em me livrar; Senhor, apressa-te em ajudar-me” (Sl.69[70]:1). “Se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará” (Hab.2:3). “Desgarrei-me como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos” (Sl.118[119]:176). “Virá o nosso Deus, e não se calará” (Sl.49[50]:3). Aquele que, por natureza é Senhor, não desdenhou a natureza humana, escravizada pelo sinistro poder do demônio, o misericordioso Deus não consentiu que ela estivesse para sempre sob o poder do demônio, o Eterno veio e deu em resgate o Seu Sangue; para a redenção da raça humana da morte Ele deu Seu Corpo, que Ele aceitou da Virgem, Ele livrou o mundo da maldição da lei, aniquilando a morte pela Sua morte. “Cristo nos resgatou da maldição da lei” – exclama São Paulo (Gal. 3:13).

Portanto sabemos, que nosso Redentor não é simplesmente um mero homem, uma vez que toda a raça humana estava escravizada pelo pecado. Mas Ele da mesma forma não é somente Deus, não participante da natureza humana. Ele tinha um corpo, porque se Ele não tivesse Se revestido em mim, então Ele, da mesma maneira, não poderia ter me salvado. Mas, tendo habitado o ventre da Virgem, Ele Se vestiu em meu destino, e dentro deste ventre Ele concluiu uma mudança miraculosa: Ele concedeu o Espírito e recebeu um corpo, o Único Que verdadeiramente (habitou) com a Virgem e (nasceu) da Virgem. E então, Quem é Ele, que Se manifesta a nós? O Profeta Davi mostra isto para ti nestas palavras: “Bendito aquele que vem em Nome do Senhor” (Sl. 117[118]:26). Mas diga-nos mais claramente, Ó profeta, Quem é Ele? O Senhor é o Deus das Multidões, diz o profeta: “O Senhor é Deus, e ele Se nos manifestou” (Sl.117[118]:27). “O Verbo Se fez carne” (Jo.1;14): foram unidas as duas naturezas, e a união permaneceu sem se misturar.

Ele veio para salvar, mas teve também que sofrer. O que um tem em comum com o outro? Um mero homem não pode salvar; e Deus em Sua natureza não pode sofrer. Por que meios foi feito um e outro? Como que Ele, Emanuel, sendo Deus, foi feito também Homem; Ele salvou através do que Ele era – e isto, Ele sofreu pelo que Ele foi feito. Razão pela qual quando a Igreja observou que a multidão dos Judeus O coroou com espinhos, lamentando a violência dos espinhos, ela disse: “Filhas de Sião, saiam e vejam a coroa, de quê é coroado Ele, Filho da Sua Mãe” (Cant. 3:11). Ele usou a coroa de espinhos e destruiu o julgamento sofrendo pelos espinhos. Ele, somente Ele, é Aquele que é ambos no seio do Pai e no ventre da Virgem; Ele, somente Ele, é Aquele – nos braços da Sua Mãe e nas asas dos ventos (Sl.103[104]:3); Ele, a Quem os Anjos inclinam-se em adoração, ao mesmo tempo reclina-se na mesa dos publicanos. Ele, sobre Quem os Serafins não ousam fitar, sobre Ele, ao mesmo tempo, Pilatos pronunciou a sentença. Ele é Aquele e o Mesmo, a Quem o servo golpeou e perante O Qual toda a criação treme. Ele foi pregado na Cruz e subiu ao Trono de Glória – Ele foi colocado no sepulcro e Ele estendeu os céus como uma tenda (Sl.103[104]:2) – Ele foi contado no meio dos mortos e Ele esvaziou o inferno; aqui sobre a terra, eles blasfemaram contra Ele como um transgressor – lá no Céu, eles exclamaram a Ele glória como o Todo-Santo. Que mistério incompreensível! Eu vejo os milagres, e eu confesso, que Ele é Deus; eu vejo os sofrimentos, e eu não posso negar, que Ele é Homem. Emanuel abriu as portas da natureza, como homem, e preservou intacto o selo da virgindade, como Deus: Ele emergiu do ventre da mesma maneira com que Ele entrou através da Anunciação; da mesma forma maravilhosa Ele foi ambos, nascido e concebido: sem paixão Ele entrou, e sem dano Ele emergiu; como se referindo a isto o Profeta Ezequiel diz: ”Então me fez voltar para o caminho da porta do santuário exterior, que olha para o oriente, a qual estava fechada. E disse-me o Senhor: Esta porta estará fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Senhor Deus de Israel entrou por ela: por isso estará fechada” (Ez.44:1-2). Aqui ele claramente indica a Santa Vigem e Mãe de Deus, Maria. Cessemos toda contenda, e deixemos que as Sagradas Escrituras iluminem nossa razão, assim nós também receberemos o Reino dos Céus por toda a eternidade. Amém!

São Proklos, Patriarca de Constantinopla
Traduzido pelo Sr. Dom Ambrósio, Bispo Ortodoxo do Recife
Boletim Interparoquial de abril de 2004

sábado, 4 de abril de 2009

“Os Hinos a Mãe de Deus”

Assim como todos os hinos da Igreja Ortodoxa, os hinos à Mãe de Deus ancoram seus termos de inspiração na Escritura Santa, nas Tradições apócrifas e na reflexão teológica.

Os hinos em honra da Mãe de Deus se inspiram essencialmente no Evangelho de Lucas e no dogma definido pelo Concílio Ecumênico de Éfeso. Os apócrifos e a legenda tiveram aí sua parte, uma legenda mais verdadeira que a história porque ela cristaliza em símbolos eternos a história sagrada da intervenção de Deus no mundo para a salvação dos homens.

Do Evangelho de Lucas, nossos hinos empregam inicialmente a saudação angélica que o Oriente nos conservou em sua verdadeira formulação original “Rejubila” - da mesma forma que os ícones nos apresentam um Arcanjo dinâmico, radiante e jubiloso mensageiro da boa-nova, nossas anunciações ocidentais (católico-romana) o desfiguram geralmente, ele é representado como um Anjo tímido, portador de uma mensagem que começa mais prosaicamente pela palavra “Salve”, ou “Ave”. A expressão “Rejubila” nos põe diretamente em relação com a causa de nosso júbilo, de nossa alegria, seja ela a encarnação anunciada pelo Arcanjo ou a Ressurreição proclamada pelo Anjo no túmulo. Ela aparece freqüentemente nos hinos e se repete incansavelmente nas estrofes do Acatiste.

Da mesma forma que a expressão “O Senhor está contigo” e todas as variações poéticas que sugere a presença do Deus feito homem no seio daquela que o Concílio proclamou Mãe de Deus. A Virgem é o Templo Santo do Senhor, a Arca Viva, o Habitáculo dos Céus, o Cálice da Salvação, a Morada do Salvador, sua Virginal e toda preciosa Câmara Nupcial e o tesouro sagrado da glória de Deus. Deus estabelece sua morada inteiramente nela, sem sofrer alteração; a Virgem substitui o Trono dos Querubins: de seu seio o Senhor fez seu Trono, Ele a tornou mais vasta do que os Céus, Ele que o universo inteiro não pode conter.

O cântico da Mãe de Deus ou Magnificat empregado como nona ode no cânone de Matinas, gera todos os desenvolvimentos conhecidos sob o nome de “Megalinário”. Estas peças começam, algumas vezes por “enaltece, ó minha alma...” e terminam mais geralmente por “nós te enaltecemos”. O cântico da Virgem fornece igualmente o tema da benção eterna: “todas as gerações proclamarão bem-aventurada; todas as nações da terra, de geração em geração te proclamam bem-aventurada; é digno e justo que te bendigamos, ó sempre bem-aventurada...”. Sua glória supera aquela dos próprios Anjos: Ela é mais alta dentre todas as obras do divino Criador, “mais venerável que os Querubins, mais gloriosa que os Serafins...”

O ciclo das Festas fixas apresenta a Mãe de Deus como aquela em quem se realiza o plano do Criador. Seu nascimento de um casal estéril recorda as intervenções de Deus na história do Povo Eleito e já libera Adão e Eva da sombra da morte. Sua entrada no Templo já anuncia a salvação do mundo pela vinda de Cristo e aporta ao Antigo Templo a graça do Espírito Santo. A Anunciação é a aurora da nossa salvação onde é manifesto o mistério eterno pelo qual o Filho de Deus torna-se Filho da Virgem. O megalinário do Hypapante (Santo Encontro) celebra o Verbo, Filho Primogênito do Pai Eterno e Primogênito de uma Virgem Mãe. Em sua Dormição, a Mãe de Deus vai ao encontro da Fonte da Vida e, viva ainda após sua morte, ela ultrapassa, de um extremo ao outro de seu mistério, as Leis da Natureza, ela que permanece Virgem em seu parto.

Pois o seu papel devia culminar na grande maravilha do Natal, este mistério admirável que ultrapassa o entendimento e que o Oriente não deixa de admirar em todos os seus detalhes: não somente a concepção virginal, mas a encarnação da Palavra,a entrada do Eterno no tempo, o Deus de antes dos séculos tornou-se menino recém-nascido, o Criador do mundo habitando uma gruta e repousando em uma manjedoura, o Sol de Justiça revelado aos Magos adoradores dos astros, os Pastores cantando sua glória sobre a terra tal como os Anjos no céu.

E a Virgem, neste novo Éden encontra a humanidade primária de antes da queda: maravilhoso Jardim do Paraíso, ela faz germinar o Cristo sem semente nem labores; Sarça Ardente, ela faz nascer em seu seio o Fogo da Divindade, sem ser consumida. Sem perder sua integridade, ela concebeu Deus Verbo. Virgem Inesposada, Esposa sempre Virgem, ela é sobretudo “a única Mãe e Virgem”, “a única Mãe de Deus”.

É este aspecto que o Ocidente contempla com a maior admiração. Aquela que o Ocidente chama “a Virgem” e que as estátuas representam geralmente sem o seu Filho, é para o Oriente “a Mãe de Deus”, aquela que gerou nosso Deus e Salvador Jesus Cristo – em grego Theotokos e em eslavônico Bogoroditse – e que os ícones não saberiam representar de uma outra forma que não fosse aquela de Mãe de Deus, que traz o Cristo ou permanece ao seu lado em uma atitude de intercessão (Deísis). Enquanto o Ocidente exalta a virgindade, em seu aspecto moral, buscando tirar ensinamento prático, um remédio à concupiscência, o Oriente dimensiona, sobretudo, o aspecto funcional da maternidade. Não é a virgindade, por ela própria que nos comove, mas sim o fato de que um Virgem conceba e que ela concebe para nós o nosso Deus Salvador. As virgens são inumeráveis na história do mundo, a Mãe de Deus, no entanto, é única.

Compreendemos, neste contexto, as hesitações dos himnógrafos, o embaraço dos poetas que não encontram os termos adequados, a vertigem que dizem provar diante do mistério desta concepção divina, a perplexidade que eles alegam ao próprio Arcanjo Gabriel. Não é prosa, mas sim a expressão singela e sincera de seu respeito diante do mistério que escapa à análise, o qual só podemos “cantar” em termos poéticos.

Introdução do livro de melodias das éditions de Chevetogne
P. Denis Guillaume – moine de Chevetogne
Tradução da Monja Rebeca