quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
“O jejum”
Um jejum proporcional às tuas forças favorecerá a vigilância espiritual. Não se pode meditar as coisas de Deus com estômago muito cheio, dizem os mestres espirituais. Para um amigo da boa mesa, os segredos menos misteriosos da Santíssima Trindade, se assim se pode dizer, permanecem escondidos. O Cristo nos deu o exemplo com seu longo jejum; quando venceu o demônio, saía de um jejum de quarenta dias. Gostarias de consegui-lo com menor sacrifício? Depois, só depois, "... os anjos de Deus se aproximaram e puseram-se a servi-lo" (Mt 4:11). Para te servir, eles também esperam.
O jejum refreia a tagarelice, diz São João Clímaco (Escada, Degrau 14:34). Ele te fará misericordioso e disposto a obedecer; destrói os pensamentos maus e elimina a insensibilidade do coração. Quando o estômago está vazio, o coração é humilde. Quem jejua ora com espírito sóbrio, ao passo que o espírito do intemperante é repleto de imaginações e de pensamentos impuros.
O jejum é uma maneira de exprimir o amor e a generosidade; através dele, sacrificam-se os prazeres da terra, para obter as alegrias do céu. Uma parte excessivamente grande de nossos pensamentos é açambarcada pela preocupação com a subsistência e com os prazeres da mesa; gostaríamos de nos libertar dessa preocupação. Assim, o jejum se mostra como uma etapa do caminho da libertação, e um aliado indispensável na luta contra os desejos egoístas. Ao lado da oração, o jejum é um dos mais preciosos dons concedidos aos homens, caro a todos os que fizeram a experiência.
Quando jejuamos, sentimos crescer o nosso reconhecimento para com Deus, que deu ao homem o poder de jejuar. O jejum dá acesso a um mundo de cuja existência mal suspeitas. Todos os pormenores da tua vida, tudo o que se passa em ti e ao teu redor, é visto sob uma nova luz. O tempo que passa será utilizado de um modo novo, rico e fecundo. Durante as vigílias, a modorra e a confusão dos pensamentos dão lugar a uma grande lucidez de espírito; ao invés de nos revoltarmos contra o que nos contraria, nós o aceitamos calmamente, na humildade e na ação de graças; problemas que pareciam graves e complexos, resolvem-se por si mesmos, com a mesma simplicidade do desabrochar da corola de uma flor. A oração, o jejum e as vigílias são a maneira de bater à porta que desejamos ver abrir-se.
Os santos Padres muitas vezes consideraram o jejum uma medida de capacidade: se jejuamos muito, é que amamos muito; e se amamos muito, é que muito nos foi perdoado (cf. Lc 7:47). Aquele que jejua muito receberá muito.
No entanto, os santos Padres recomendam que se jejue com medida: não é preciso impor ao corpo uma fadiga excessiva, pois a própria alma se prejudicaria com isso. Tampouco é preciso começar a jejuar muito de repente; todas as coisas exigem uma adaptação, e cada um deve levar em conta a própria compleição e as próprias ocupações. Evitar alguns tipos de alimentos seria condenável: toda alimentação é um dom de Deus. Contudo, é prudente abster-se dos alimentos que causam moleza ou que só servem para deleitar o gosto: pratos muito condimentados, carnes, álcool, etc... Quanto ao resto, pode-se comer de tudo o que é barato e fácil de encontrar. Para os Padres, jejuar com medida significa, no entanto, fazer uma única refeição por dia, refeição essa suficientemente leve, para evitar a saciedade.
terça-feira, 17 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Celebração Festiva
O Patriarcado Ecumênico de Constantinopla esteve representado pelo Rev. Pe. Dimítrios Nikolayïdis da paróquia de Santo André, o Patriarcado de Antioquia foi representado pelo Rev. Pe. Marcelo da Catedral de São Nicolau, pelo Patriarcado de Moscou e toda a Rússia, o Rev. Pe. Vasily (Basílio) da paróquia de Santa Zenaíde e o Arcipreste Tercílio da Missão de São João Apóstolo, pela Igreja Autocéfala da Polônia os Revs. Pe. Marcos e Pe.Levi da Catedral da Santíssima Virgem Maria.
Pretende-se que essa data seja festejada todos os anos por todas as jurisdições ortodoxas do Rio de Janeiro.
às
11:09
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domingo, 8 de março de 2009
O Primeiro Domingo da Quaresma - Domingo da Ortodoxia
Em nossos dias manifestamos, talvez, uma preocupação maior, o que antes não era o caso, de expressarmo-nos com mais cuidado acerca daqueles que erram e de separarmos, em seu pensamento, aquilo que é a parte da verdade e o que é erro. Porém, era bom e necessário que a Igreja “Ortodoxa” afirmasse sem ambigüidade sua própria atitude. As preocupações “ecumênicas” que ela partilha hoje em dia com as outras igrejas não poderiam significar um abandono ou uma diminuição de suas crenças fundamentais. Além é necessário eliminar do campo da Ortodoxia as ervas parasitas e não profanar o adjetivo “Ortodoxo” aplicando-o àquilo que poderia ser superstição.
Os textos lidos ou cantados às Vésperas e às Matinas desse domingo insistem sobre a realidade da Encarnação. Com efeito, a vinda de Cristo na carne constitui o fundamento do culto das imagens. O Cristo encarnado é a imagem essencial, o protótipo de todas as imagens. Algumas frases do Triódio exprimem bem o sentido profundo do culto concedido aos ícones.
"Em verdade, a Igreja de Cristo foi revestida do mais belo ornamento com os Santos Ícones de Cristo, nosso Salvador, da Theotokos e de todos os santos glorificados... Ao guardar o ícone de Cristo que nós louvamos e veneramos, não nos arriscamos a perdermo-nos. Pois nossa inclinação diante do Filho encarnado, e não a adoração de Seu ícone, é uma glória para nós”.
Os santos glorificados foram imagens vivas, ainda que imperfeitas, de Deus. Foram reproduções enfraquecidas da verdadeira imagem divina, que é o Cristo. Durante a Liturgia desse domingo, na leitura da Epístola aos Hebreus (Hb. 11, 24-26; 32-40), nós escutamos o inspirado escritor descrever os sofrimentos de Moisés e de David, dos Patriarcas e dos Mártires de Israel, daqueles dos quais o mundo não era digno, que foram flagelados, serrados, decapitados e cuja fé, entretanto, venceu o mundo. Estes foram as imagens inscritas, não sobre a madeira, mas sob a própria carne. Eram já uma prefiguração, já anunciavam o ícone definitivo, a Pessoa do Salvador.
Evangelho do dia não tem relação direta com as imagens ou com a Ortodoxia. Na leitura evangélica (Jo. 1, 43-52), vemos o apóstolo Filipe trazer à Jesus, Natanael que também irá tornar-se um discípulo, Jesus diz a Natanael: “Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu debaixo da figueira”, Natanael, assombrado por esta revelação, declara: “Rabi, tu és o Filho de Deus!”. Jesus responde que Natanael veria ainda mais que essa visão: “daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus descerem e subirem sobre o Filho do homem”.
Essas palavras oferecem um enorme campo à nossa meditação. Nós não sabemos o que fazia ou pensava Natanael sob a figueira. Hora de tentação, ou de perplexidade, ou da graça? Ou simplesmente de repouso? Porém parece que o Senhor não mencionaria esse episódio se o mesmo não houvesse sido um momento decisivo, um ponto crucial na vida de Natanael. Na vida de cada um de nós houve um momento ou momentos onde estivemos “sob a figueira”, momentos críticos, onde Jesus, Ele próprio invisível, nos viu e interveio. Intervenção que foi aceita ou rejeitada? Recordemos esses momentos... Adoremos essas intervenções divinas. Mas não nos detenhamos nelas. Não nos fixemos sobre uma visão passada. “Tu verás ainda melhor”. Estejamos pronto para a graça nova, para a nova visão. Pois a vida do discípulo, se ela é autêntica, vai de revelação em revelação. Nós podemos ver “os céus abertos e os anjos de deus subirem” em direção ao Salvador ou descerem sobre nós. Indicação preciosa desta familiaridade com os anjos que deveria nos ser habitual. O mundo angélico não nos é mais distante nem menos desejável que o mundo dos homens.
às
06:00
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terça-feira, 3 de março de 2009
"A Entrada na Grande Quaresma"
A primeira dessas características é, evidentemente, o jejum. Não se pode ignorar ou tratar superficialmente essa questão do jejum alimentar. Os Padres da Igreja e a consciência coletiva dos fiéis discerniram perfeitamente o valor espiritual, o valor da fé penitencial e purificadora da abstenção de certos alimentos. No entanto, seria um grande erro fazer consistir o jejum da Quaresma exclusivamente na observância dessa abstenção. O jejum do corpo deve ser acompanhado de outro jejum. A disciplina da Igreja nos primeiros séculos prescrevia, durante a Grande Quaresma, a continência conjugal; ela interditava a participação em festas e a assisntência a espetáculos. Essa disciplina pode ter se enfraquecido e não se apresentar aos fiéis, hoje, com o mesmo rigor que no tempo dos Padres da Igreja. Ela permanece, no entanto, como uma indicação precisa do espírito, da intenção da Igreja. Essa intenção é, certamente, que nós exercitemos, durante a Quaresma, um controle mais estrito de nossos pensamentos, de nossas palavras, de nosso atos, e que concentremos nossa atenção sobre a Pessoa e sobre as exigências do Salvador. A esmola é também uma forma de observância da Quaresma muito recomendada pelos Santos Padres. O jejum agradável a Deus é um “todo”, portanto não deve ser dividido entre os aspectos interiores e exteriores, mas os primeiros são os mais relevantes.
Uma segunda característica da Grande Quaresma consiste em certa particularidades rituais.
Relativamente à celebração das “Grandes Completas”, sabe-se que o ofício de Completas (em Latim “Completotium” - o que completa; em grego “Apodeipon” - o que vem depois do jantar) é o último dos ofícios do dia. As Completas normais, ou Pequenas Completas, constituem um ofício muito curto. Mas nas segundas, terças, quartas e quintas-feiras da Grande Quaresma, elas são substituídas por Grandes Completas, uma longa leitura de Salmos e de Tropários, entre os quais se remarcará uma longa oração das Escrituras, a Oração da Penitência de Manassés, rei de Judá.
Da mesma forma, a Litugia celebrada nos domingos da Grande Quaresma, não é a Liturgia habitual de São João Crisóstomo, mas a Liturgia de São Basílio, Arcebispo de Cesaréia no século IV. Essa Liturgia tem orações mais longas que aquelas da de São Joo Crisóstomo, com textos, às vezes, bastante diferenres.
Nas quartas e sextas-feiras, durante a Grande Quaresma, celebra-se a Liturgia ditas dos Pré-Santificados, isto é, dos Santos Dons consagrados antecipadamente. Não é uma Liturgia Eucarística, pois ela não comporta a consagração. É um serviço de Comunhão, no curso do qual clero e fiéis comungam Dons Eucarísticos que foram consagrados em Liturgia Eucarística anterior. A Liturgia dos Pré-Santificados acrescenta-se ao ofício de Vésperas. É por isso que ela deve ser celebrada à noite. Ela contém certos Salmos, Leituras das Escrituras e orações tiradas da Liturgia de São João Crisóstomo. Essa última é celebrada a cada sábado de manhã.
Na segunda-feira, terça-feira, quarta-feira e quinta-feira da I Semana da Grande Quaresma, na Grande Completas, lê-se o Grande Canôn de Santo André de Creta (dividido em quatro partes). E na quinta-feira da V Semana da Quaresma, em Orthos, lê-se todo o Canôn. É uma composição enorme, compreendendo 250 estrofes. Esses poemas são divididos em 9 séries de Odes. Elas exprimem a aspiração da alma culpada e penitente. Eles opõe a bondade e misericórdia de Deus à fragilidade do homem.
Mencionemos enfim - e, talvez, sobretudo - a admirável oração atribuída a Santo Efrém. Nela não se encontra poesia nem retórica como nas orações que acabamos de mencionar. Estamos agora diante de um puro impulso da alma, curto, sóbrio e caloroso. Ela é repetida na maior parte dos ofícios de Quaresma. É uma oração bem conhecida pelos fiéis ortodoxos. Relembraremos, no entanto, seu texto:
Senhor e Mestre de minha vida,
Afasta e mim o espírito de preguiça.
o espírito de dissipação,
de domínio e vã loquacidade.
Concede a Teu servo um espírito de
temperança, de humildade, de paciência e de caridade.
Sim, Senhor e Rei
Concede-me que veja as minhas faltas e que
não julgue a meu irmão,
pois Tu és Bendito pelos séculos dos séculos. Amém!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Domingo do Carnaval - Domingo do Juízo Final (Abstinência da Carne)
O sábado, vésperas desse domingo, é especialmente dedicado à comemoração dos fiéis defuntos. Existe uma ligação evidente entre essa comemoração e a evocação do julgamento final, evocação que é o tema principal desse domingo.
Da mesma forma que no domingo precedente, o jejum figura como um tema secundário na Liturgia. É chamado Domingo da Abstinência da Carne, pois é o último dia no qual o uso da carne é autorizado. A partir da manhã de segunda-feira, devemos nos abster de carne até a Páscoa. Lê-se, na Liturgia, uma parte da Epístola de São Paulo aos Coríntios (Co. 8, 8-9,2), na qual, em essência, o que se segue: comer ou não comer é uma coisa indiferente em si. Mas essa liberdade que temos não deve se constituir num escândalo, uma pedra de tropeço para os fracos. Um homem que crê no Deus Único e não crê nos ídolos pode comer em sã consciência a carne sacrificada aos ídolos; no entanto, se um irmão menos esclarecido puder pensar que isso é uma espécie de associação com o culto dos ídolos, é melhor que esse homem se abstenha de tal uso, para respeitar a consciência desses irmãos para quem também Cristo está morto. Da mesma forma, durante a Quaresma, se nós nos inspiramos na idéia de São Paulo, um homem que estime ter razões válidas para não jejuar ou jejuar menos, evitará tudo que possa escandalizar ou ofender consciências menos esclarecidas.
O Evangelho da Liturgia (Mt. 25, 31-46) descreve o julgamento final. “Quando o Filho do Homem vier em Sua Glória”, com os anjos, todas as nações serão reunidas diante do Seu Trono. Ele separará as ovelhas dos bodes, colocando os justos à Sua direita e os pecadores à Sua esquerda. Ele convidará a entrar no Reino do Pai àqueles que O tiverem alimentado, vestido, visitado, sob a forma humana de pobres, de prisioneiros, de doentes. Ele excluirá do Reino àqueles que tiverem agido diferentemente. Essa descrição do julgamento contém, evidentemente, uma parte de simbolismo. Nós pronunciaremos, nós mesmos, nosso próprio julgamento, conforme tenhamos voluntariamente aderido a Deus ou O tenhamos rejeitado. É nosso amor ou nossa falta de amor que nos situará entre os benditos, ou aqueles que serão apartados.Se nós não somos forçados a dar uma interpretação literal dos detalhes do julgamento, tal como o evangelista os descerve, nós devemos, ao contrário, entender de uma maneira muito realista, o que o Salvador diz de Sua presença entre àqueles que sofrem, pois é entre eles somente que nós podemos acorrer em ajuda ao Nosso Senhor Jesus Cristo.
As orações de Vésperas do sábado à tarde e das Matinas do Domingo, dão uma impressão geral de terror diante do julgamento de Deus. Há a questão de livros abertos, de anjos assustados, de rios de fogo, de tremores diante do Altar. Tudo isso é justo, e numerosas passagens dos Evangelhos nos apressam a convertermo-nos antes que seja tarde. Mas o lado das sombras, das trevas, onde o pecador obstinado pode escolher para se jogar, não deve fazer esquecer o lado da luz e da esperança. Eis aqui uma frase de um canto de Vésperas onde esse dois aspetos se encontram unidos como convém: “Ó, minh´alma, a hora se aproxima. Eu pequei, Senhor, eu pequei; mas conheço Teu amor e Tua misericórdia, ó Bom Pastor....”
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
"O Santo Encontro de Nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo (Apresentação do Cristo no Templo - Hypapante)"
A Festa da Apresentação nasceu em Jerusalém. Conhecemos a celebração que se fazia nessa cidade no século IV, pela descrição do peregrino de Etérea. De Jerusalém a festa se expandiu para toda a Igreja. No ocidente, conservou-se até hoje a procissão solene e a bênção das velas que já se fazia em Jerusalém no século IV.
Esta festa que encerra o ciclo da Natividade, nos lembra que, no 40º dia após o nascimento de seu Filho “primogênito”, Maria leva-O ao templo, segundo a Lei de Moisés, para ali ser oferecido ao Senhor pelo sacrifício de duas rolas ou duas pombinhas (Lc. 2,22-37).
“Hoje, Aquele que havia dado a Lei a Moisés, sujeita-Se aos preceitos da Lei, fazendo-Se – por nós – semelhante a nós, em Seu amor pelos homens...” (Vésperas).
O Verbo divino Se abaixa dessa forma, pois Ele é verdadeiramente homem e Se submete à lei: “Tu que reproduzes fielmente a obra d´Aquele que Te engendra antes dos séculos, revestiste por compaixão da fraqueza dos mortais” (Ode VI).
Porém, esse ato de submissão à Lei é também o primeiro encontro oficial de Jesus com Seu Povo, na pessoa de Simeão. Por isso a Festa se chama Encontro (Hypapante). “ Aquele a quem os Espíritos suplicam com temor, é recebido aqui na terra nos braços corporais de Simeão, que proclama a união da divindade com os homens” (Grandes Vésperas). Encontro mas também manifestação. “Hoje a Santa Mãe de Deus, maior em dignidade que o Santuário, aí penetra para manifestar ao mundo Aquele que fez a Lei e também a cumpriu” (Grande Vésperas). A Virgem hoje acompanha a Criança em Sua primeira oferenda ao Pai, porém Ela também O acompanhará até a realização de Seu Sacrifício pela humanidade: “E Tu, imaculada, anunciou Simeão à Mãe de Deus, uma espada trespassará também a Tua própria alma, quando na Cruz vires Teu Filho” (Ode VII).
Os himnógrafos não criaram expressões belas o suficiente para louvar o papel da Virgem que se associa, dessa forma, à obra de Seu Filho. “Ornamenta tua câmara nupcial, Sião e recebe o Cristo Rei, abraçai, Maria, a Porta do Céu, pois Ela aparece semelhante ao trono dos Querubins. Ela traz o Rei da Glória. A Virgem é nuvem de luz trazendo em Sua carne Seu Filho nascido antes da estrela da manhã...” (Grandes Vésperas)
Ela é, certamente, a Porta do Céu, uma vez que faz entrar entre nós Aquele de quem não poderíamos nos aproximar e que nos liberta. É isso o que a Igreja exprime pela boca de Simeão:
Hoje, juntamente com toda a Igreja, “vamos nós também, ao som dos cantos e hinos, ao encontro de Cristo, e acolhamos Aquele em quem Simeão viu a Salvação” (Grandes Vésperas).
às
06:00
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