“A Ortodoxia manifesta-se, não dá prova de si”

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domingo, 23 de novembro de 2008

"Sobre a graça salvadora"

Pela graça sois salvos (Efésios 2:8)

Quem pode compreender e reconhecer que somos salvos pela graça – que somos salvos pela graça de Deus e não por nossos méritos e obras? Quem pode compreender e reconhecer isso? Apenas aquele que compreendeu e viu o poço sem fundo da morte e da corrupção no qual o homem é tragado pelo pecado, e que também compreendeu e viu a altitude da honra e da glória às quais o homem é elevado no Reino Celeste, no domínio da imortalidade, na casa do Deus Vivo – apenas esse tal pode compreender e ver que somos salvos pela graça. Uma criança viajava à noite. Tropeçava e caía de buraco em buraco e de poço em poço, até finalmente cair num poço muito profundo do qual não poderia, de modo nenhum, escapar por suas próprias forças. Quando a criança se entregou às mãos do destino e pensou que seu fim estava próximo, subitamente alguém parou acima do poço, desceu-lhe uma corda e disse-lhe para agarrar a corda e segurá-la com força. Esse era o filho do rei, que então trouxe a criança para casa, deu-lhe banho, vestiu-a, trouxe-lhe à sua corte e pô-la diante de si. Essa criança foi salva por suas próprias ações? De modo algum. Tudo o que ela fez foi agarrar a ponta da corda e segurá-la. Pelo quê, portanto, a criança foi salva? Pela misericórdia do filho do rei. Na relação de Deus com os homens, essa misericórdia se chama graça. "Pela graça sois salvos". O Apóstolo Paulo repete essas palavras duas vezes num intervalo curto, para que os fiéis possam reconhecê-las e lembrá-las.


Irmãos, compreendamos e lembremos que somos salvos por meio da graça pelo Senhor Jesus Cristo. Estávamos nas mandíbulas da morte, mas foi-nos dada a vida nas cortes de nosso Deus.


Ó Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, por Ti somos salvos.


A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém

sábado, 22 de novembro de 2008

OrtoFoto

Romênia
autor: Antonia

"Sobre como Cristo traz para a vida os homens que estão mortos no pecado"

Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, [Deus] nos vivificou juntamente com Cristo (Ef 2:5)


Primeiramente, Deus trouxe Cristo à vida: em primeiro lugar, ele O levantou do túmulo enquanto homem. E Cristo é nossa Cabeça. Assim, para ressuscitar toda a geração de fiéis, era necessário ressuscitar a Cabeça primeiro. Quando a cabeça estivesse ressuscitada, então a ressurreição de todo o corpo estaria assegurada. Portanto, o Apóstolo Paulo fala de nossa ressurreição e glorificação como uma coisa completa. Assim é que Deus ressuscitou também a nós com o Cristo: E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus (Efésios 2:6). Deus ressuscitou a nós, junto com o Cristo como homem; a nós que outrora estávamos mortos em pecados, assassinados por nossos pecados. Ele não apenas nos faz dignos da ressurreição com o Senhor Jrsus Cristo, mas também nos põe no mesmo nível com o Cristo ressuscitado nas alturas do céu, por cima do domínio inteiro dos espíritos incorpóreos. Irmãos: Deus não veio à terra em prol de algo pequeno e inconseqüente, mas para algo completamente singular, algo maior do que o grande. Quando um rei terreno visita um lugar em seu país, o benefício de sua visita é sentido por muito tempo depois. O Senhor, o Rei, visitou a humanidade na terra e o benefício dessa visita será sentido até o fim dos tempos. Essa visita significa vida em vez de morte para nós, glória em vez de vergonha, proximidade com Deus em vez de distanciamento, e bênção em vez de maldição. Em outras palavras, essa visita significa a nossa ressurreição dentre os mortos e nosso reino eterno nos céus com o Cristo.


Ó Senhor, graça seja dada a Ti; Ó Senhor, glória a Ti.


A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Comemoração dos Santos Arcanjos e Anjos: Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, Jegudiel, Salatiel, Buraquiel e Jeremiel, Príncipes das Milícias Celestes, e


Os anjos de Deus eram celebrados pelos homens desde os tempos mais remotos mas essa celebração era freqüentemente transformada em uma divinização dos anjos (II Rs 23:5). Os heréticos teciam todo tipo de fábulas a respeito dos anjos. Alguns deles viam os anjos como deuses; outros, apesar de não considerá-los deuses, os chamavam de criadores de todo o mundo visível. O Concílio Local de Laodicéia (quatro ou cinco anos anterior ao Primeiro Concílio Ecumênico) rejeitou a adoração dos anjos enquanto deuses e estabeleceu uma veneração adequada aos anjos no seu Trigésimo Quinto Cânone. No século quarto, durante o tempo de Silvestre, Papa de Roma e, Alexandre, Patriarca de Alexandria, a atual festa do Arcanjo Miguel e todos os outros poderes celestes foi instituída a ser celebrada no mês de novembro. Por que precisamente em novembro? Porque novembro é o nono mês após março, e março é considerado como sendo o mês em que o mundo foi criado. Também, enquanto nono mês após março, novembro foi escolhido para representar as nove ordens angélicas a serem criadas primeiramente. São Dionísio Aeropagita, um discípulo do Apóstolo São Paulo (que foi levado até ao terceiro céu), descreveu essas nove ordens angélicas em seu livro, Sobre as Hierarquias Celestes, como se segue: os Serafins de seis asas, Querubins com muitos olhos, Tronos Teóforos, Domínios, Poderes, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos. O líder to todo exército dos anjos é o Arcanjo Miguel. Quando Satanás, Lúcifer, se afastou de Deus e levou consigo parte dos anjos para a destruição, Miguel se levantou e exclamou perante os anjos fiéis: "Estejamos atentos! Permaneçamos em pé! Permaneçamos em temor!'' e todo exército dos anjos fiéis exclamaram : ``Santo! Santo! Santo! Senhor Deus de Sabaoth! O Céu e a terra estão cheios da Tua glória!'' A respeito do Arcanjo Miguel, veja Josué 5:13-15 e Judas 1:9. Entre os anjos reina uma perfeita unidade da mente, unidade de alma e, de amor. As ordens inferiores mostram total obediência às ordens superiores, e todas juntas à santa vontade de Deus. Toda nação tem seu anjo guardião, assim como todo Cristão. Devemos sempre nos lembrar que tudo o que fazemos, abertamente ou em segredo, fazemos na presença do nosso anjo da guarda. No dia do Temível Julgamento, a multidão dos exércitos dos santos anjos celestes se reunirá ao redor do trono de Cristo e, as obras, palavras e pensamentos de todo homem serão revelados perante todos. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos salve pelas orações do Arcanjo Miguel e de todos os poderes incorpóreos. Amém.
Reflexão
A Sagrada Escritura testemunha clara e irrefutavelmente que os anjos se comunicam incessantemente com este mundo. A Sagrada Escritura e a Santa Tradição da Igreja Ortodoxa nos ensinam os nomes dos sete líderes dos poderes angélicos: Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, Salatiel, Jegudiel e Baraquiel (um oitavo, chamado Jeremiel, é algumas vezes incluído).

"Miguel", na língua hebraica, significa "Quem é como Deus?" ou "Quem é igual a Deus?" São Miguel tem sido representado desde os mais antigos tempos cristãos como um comandante, que segura em sua mão direita uma lança com a qual ataca Lúcifer, satanás, e em sua mão esquerda um ramo verde de palmeira. No topo da lança há um laço de linho com uma cruz vermelha. O Arcanjo Miguel é especialmente considerado como o Guardião da Fé Ortodoxa, e um combatente contra as heresias.

"Gabriel" significa "Homem de Deus" ou "Poder de Deus". Ele é o arauto dos mistérios de Deus, especialmente da Encarnação de Deus e de todos os outros mistérios relacionados a ela. Ele é representado da seguinte maneira: em sua mão direita ele leva uma lanterna com uma vela acesa dentro, e na mão esquerda leva um espelho de jaspe verde. O espelho simboliza a sabedoria de Deus como um mistério escondido.
"Rafael" significa "A cura de Deus" ou "Deus, o Médico" (Tobias 3:17, 12:15). Rafael é representado levando Tobias (que carrega um peixe apanhado no rio Tigre) em sua mão direita, e segurando um jarro de alabastro de médico em sua mão esquerda. "Uriel" significa "Fogo de Deus", ou "Luz de Deus" (III Esdras 3:1, 5:20). Ele é representado segurando uma espada contra os persas em sua mão direita, e uma chama flamejante em sua mão esquerda.

"Salatiel" significa "Intercessor de Deus" (III Esdras 5:16). Ele é representado com seu rosto e olhos voltados para baixo, segurando as mãos contra o peito, em oração.

"Jegudiel" significa "Glorificador de Deus". Ele é representado segurando uma coroa de ouro em sua mão direita e um chicote de três pontas em sua mão esquerda.

"Baraquiel" significa "Bênção de Deus". Ele é representado segurando uma rosa branca contra seu peito.

"Jeremiel" significa "Exaltação de Deus". Ele é venerado como um inspirador e despertador de pensamentos exaltados que elevam o homem a Deus (III Esdras 4:36).

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

“Sobre a cabeça da Igreja e o corpo de Cristo”

E sobre todas as coisas O constituiu como cabeça da igreja, que é o Seu corpo (Ef 1:22-23)


À humanidade acéfala é dada uma cabeça no Senhor Jesus, ressuscitado dos mortos. O corpo separado da cabeça é enxertado em sua cabeça parte por parte, membro por membro. Nem todos os homens são o corpo; apenas aqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo. Todos são chamados, mas apenas o que respondem são recebidos sob a Cabeça. Os que respondem compreendem o Corpo que é chamado de Igreja, cuja Cabeça é o Senhor. Mas, como homem ressuscitado e glorificado, Jesus é exaltado dentro da Santa Trindade, acima de todos e de tudo na terra e no céu, assim também a Sua Igreja, Seu Corpo será exaltada à Sua Cabeça, acima de todos e de tudo. A Igreja inteira, junto com sua Cabeça, ficará à direita da Santa Trindade; pois onde está a cabeça aí também está corpo. Os pecadores redimidos e arrependidos, outrora adversários de Deus, vagando extraviados como o Filho Pródigo e acéfalos como um corpo morto, mas agora adotados por meio de Cristo e para Cristo, e vestidos na beleza da vida e do esplendor divinos, serão exaltados a tamanhas altitudes, grandezas e glórias. Pois isso é uma grande coisa, irmãos: a encarnação do Filho de Deus na terra, Seu sofrimento na Cruz e Sua morte por nós. Sua visita à terra acarretou uma grande mudança no destino dos homens e no sentido de todas as coisas. Ele mudou e fez novas todas as coisas.


Portanto, irmãos, não vivamos e conduzamo-nos como o homem velho, mas, em vez disso, como o homem novo; não vivamos conforme o pecado, mas conforme a justiça; não atuemos conforme a carne, mas conforme o espírito. Que sejamos feitos dignos de tais alturas, da grandeza e da glória à qual somos chamados por nossa Cabeça.


Ó Senhor Jesus, Santa Cabeça da Santa Igreja, faz-nos dignos de sermos membros para sempre de Teu Puríssimo Corpo.


A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

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Polônia
autor: Pit Zsak

Santo Pontífice e Mártir, Paulo I o Confessor, Patriarca de Constantinopla (+ 351) - 06/19 nov

Enquanto o Bem Aventurado Patriarca Alexandre estava deitado em seu leito de morte, os fiéis sofredores lhe perguntaram quem ele escolheria para o suceder enquanto pastor chefe do rebanho espiritual de Cristo. Ele disse: "Se desejais um pastor que vos ensine e que brilhe em virtudes, escolhei Paulo; mas se apenas desejais um homem adequado, exteriormente adornado, escolhei Macedônio". O povo escolheu Paulo. Infelizmente, isso não foi aceito pelos heréticos arianos nem pelo Imperador Constâncio, que estava em Antioquia. Paulo foi rapidamente deposto, e fugiu para Roma com Santo Atanásio, o Grande. Em Roma, o Papa Juliano e o Imperador Constante os receberam calorosamente e os confirmaram na sua Fé Ortodoxa. O Imperador Constante e o Papa Juliano se certificaram de que Paulo tivesse seu trono restituído, mas quando o Imperador Constante morreu os Arianos se levantaram novamente, e o Patriarca Paulo foi banido para Cúcuso na Armênia. Certa vez, enquanto Paulo celebrava a Divina Liturgia no exílio, ele foi atacado por Arianos e estrangulado com o seu omofório, no ano de 351. Em 381, durante o reinado do Imperador Teodósio, as relíquias de Paulo foram transferidas para Constantinopla, e no ano de 1236 foram transladadas para Veneza, onde ainda repousam. Seus amados sacerdote e notário, Marciano e Martírio (25 de Outubro), sofreram pouco tempo após seu patriarca.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

OrtoFoto

Mosteiro de Lesnje - Sérvia
autor: Slobodan Simic

"Sobre a elevação do homem por meio de Cristo ressuscitado"

Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a Seus pés (Ef 1:21-22).

Eis as alturas às quais Deus exalta o ser do homem! Aqui, a natureza divina de Cristo não é o assunto, mas antes a Sua natureza humana. Isso não é sobre o Verbo eterno de Deus, mas antes sobre o homem Jesus, a quem Deus ressuscitou dos mortos e exaltou – não apenas acima deste mundo inteiro visível e mortal, mas também acima do invisível e imortal, muito acima de todas as ordens de anjos e de poderes celestes; muito acima de todas as maravilhosas hierarquias dos céus, conhecidas e desconhecidas; muito acima de todo ser criado, conhecido e desconhecido; e muito acima de todo o nome nos mundos material e espiritual. Meus irmãos: vedes como nosso Todo Glorioso Criador cumpriu a promessa que fez a Adão quando o baniu do paraíso, e que repetiu com mais clareza a Abraão, e que repetiu com ainda mais clareza pelos profetas e por David? Vedes como o Senhor Sabaoth começou a glorificar a raça humana através da glorificação do homem Jesus, o Filho de Deus, em quem a divindade de Deus se encarnou? Como o primeiro em glória, Deus glorificou a Ele primeiro, e depois, em ordem, todos aqueles que são contados com Ele, e que pela graça do Espírito Santo estão designados e escritos no Livro da Vida para a glória eterna. Não é sem motivo que a Igreja canta para a Mãe de Deus: "Mais venerável que os Querubins e incomparavelmente mais gloriosa que os Serafins". Onde o Senhor Ressuscitado e exaltado, sua Santíssima Mãe é também exaltado como o são também Seus Santos Apóstolos, de acordo com Suas palavras a Seu Pai Celestial. Pai, aqueles que Me deste quero que, onde Eu estiver, também eles estejam comigo (Jo 17:24).

Tal é a ilimitada conseqüência da descida de Deus a terra. Tais são os inefáveis frutos de Seus padecimentos.

Ó Senhor Jesus Cristo nosso Salvador, igual apenas a Teu Pai e ao Espírito Santo; ajuda-nos a desenredarmo-nos da profundeza do pecado pútrido e da estultícia sensual antes do fim.

A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.

SS. Márts., Galacteon e sua esposa Episteme, de Emesa – Fenícia - 05/18 nov

Galacteon e Episteme nasceram ambos na cidade de Emessa, na Fenícia. A mãe de Galacteon era estéril até ser batizada. Após seu batismo, ela converteu seu marido Clitofonte a verdadeira fé, batizou seu filho Galacteon e o educou na fé cristã. Quando Galacteon cresceu o suficiente para se casas, sua boa mãe, Leucipa, adormeceu, e seu pai desposou-o com uma donzela nascida pagã, chamada Episteme. Galacteon não queria de modo algum se casar, e convenceu Episteme a ser batizada e depois tonsurada monja ao mesmo tempo em que ele se tornava monge. Ambos se retiraram para o monte Publion – Galacteon para um mosteiro e Episteme para um convento. Eles se mostraram luzes radiantes em seus mosteiros. Eram os primeiros no trabalho, os primeiros na oração, os primeiros na humildade e na obediência e os primeiros no amor. Jamais deixaram seus mosteiros nem viram um ao outro até pouco antes da morte. Uma feroz perseguição começou e ambos foram trazidos perante o tribunal. Enquanto os pagãos açoitavam impiedosamente Galacteon, Episteme chorava. Então eles a açoitaram. Depois disso, eles amputaram as suas mãos, os seus pés e por fim as suas cabeças. Seu amigo Eutolio tomou os seus corpos e os sepultou dignamente. Eutolio fora escrava dos pais de Episteme, e mais tarde monge com Galacteon. Ela também escreveu a vida desses mártires maravilhosos de Cristo que sofreram e receberam suas coroas no céu no ano de 253.
Hino de Louvor
Galacteon, e com ele Episteme,
Abandonaram o mundo da fumaça passageira,
Crucificaram as paixões do corpo
E acenderam aos céus em espírito.
Seus corações lembravam-se de Cristo em cada batida,
E se crucificavam por amor Dele.
Então chegaram os carrascos.
Galacteon foi a sua tortura,
E Episteme correu atrás dele:
"Mais devagar, irmão", ela disse, "não corras!
Fui batizada por tuas mãos,
Agora leva-me contigo à tua tortura!
Mesmo sendo indigna, irmão,
Estou disposta a morrer pelo meu Cristo."
Galacteon, e com ele Episteme,
Proclamaram Cristo aos descrentes,
E entre amargas torturas por fim expiraram.
Entregaram suas almas a Cristo;
Agora vivem com os anjos no Paraíso,Galacteon e Episteme.
Reflexão
O amor físico, comparado ao amor espiritual, é menos do que uma sombra é para substância sólida. A irmandade de sangue e de corpo não é nada comparada a irmandade do espírito. O pai de Galacteon o desposou com a virgem Episteme. Galacteon batizou Episteme e, depois, receberam ambos a tonsura monástica. Seu amor físico foi substituído pela amor espiritual, um amor tão forte quanto a morte. Tão grande era o amor espiritual de Galacteon por Episteme que ele jamais desejou vê-la com seus olhos físicos. Nem o contato e nem a proximidade físicas são necessários para o amor espiritual. Tão grande era o amor espiritual de Episteme por Galacteon que quando ela soube que ele havia sido levado para a tortura, correu atrás dele, rogando-lhe para que não a rejeitasse, mas a recebesse como uma companheira de sofrimentos, uma vez que ele era seu pai e irmão espiritual. Quando os impiedosos torturadores açoitaram o corpo nu do santo Galacteon, a santa Episteme chorou. Contudo, quando os torturadores deceparam suas mãos e pés por Cristo, ambos rejubilaram e glorificaram a Deus. Tão grande era o poder de seu amor por nosso Senhor Jesus Cristo, e tão grande era o amor espiritual com que se amavam um ao outro. Em verdade, o amor físico é como uma borboleta colorida que passa depressa, mas o amor espiritual é duradouro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"Sobre a convocação a todos os cristãos para que se tornem santos"

Aos santos que estão em Éfeso (Ef 1:1)


O Apóstolo chama os cristãos em Éfeso de santos. Ele não chama apenas um ou dois deles de santos, nem um grupo deles, mas todos. Não é esse um milagre maravihoso de Deus, que as pessoas, não no deserto, mas numa cidade – e uma cidade idólatra e corrupta – se tornem santas? Que homens casados, que geram filhos, que negociam e trabalham, tornem-se santos! Em verdade, assim eram os primeiros cristãos. Sua dedicação, fidelidade e zelo na fé, assim como sua santidade e pureza de vida, justificavam completamente o serem chamados santos. Se mais tarde os santos se tornaram a exceção, nesses dias antigos os não-santos eram a exceção. Santos eram a regra. Desse modo, não devemos nos impressionar que o Apóstolo chamou todas as almas batizadas em Éfeso de "santos" e que ele tinha um nome ainda mais nobre para todos os cristãos, a saber, o de "filhos", os filhos de Deus (Gal 4:6). O Cristo, o próprio Senhor, deu-nos o direito de chamarmos a nós próprios assim quando nos ensinou a dirigirmo-nos a Deus como Pai nosso (Mt 6:9).


Ó meus irmãos, nós não dizemos a Deus todos os dias: "Santo Deus"? Não chamamos os anjos de santos? Não chamamos a Mãe de Deus de santa? E os profetas, apóstolos, mártires e justos? Não chamamos o céu de santo, e o Reino dos Céus de santo? Quem então pode entrar no Reino santo senão os santos? Assim, se temos esperança da salvação, também temos esperança da santidade.


Ó Santo Deus, que habitas no lugar santo, repousas entre os santos, chamas os santos para Ti e mostras misericórdia para com eles, ajuda-nos também a nós, para que nos tornemos santos – em palavras, em pensamentos e em atos – para a Tua glória e nossa salvação.


A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.

sábado, 15 de novembro de 2008

OrtoFoto

Sérvia
autor: Boris Lazic