“A Ortodoxia manifesta-se, não dá prova de si”

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Santo Apóstolo e Evangelista, Lucas(+séc.I) – 18/31 out

Lucas nasceu em Antioquia. Na juventude, brilhou em seus estudos de filosofia grega, medicina e arte. Durante o ministério do Senhor Jesus na terra, Lucas foi a Jerusalém, onde viu o Salvador face a face, ouviu Seu ensinamento salvífico e testemunhou Suas obras miraculosas. Passando a crer no Senhor, São Lucas foi contado entre os Setenta Apóstolos e partiu para pregar. Com Cléofas, viu o Senhor ressuscitado no caminho para Emaús (Lucas 24). Depois da descida do Espírito Santo, Lucas voltou a Antioquia, onde se tornou um colaborador do Apóstolo Paulo e viajou a Roma com este, convertendo judeus e pagãos à Fé Cristã. Saúda-vos Lucas, o médico amado, escreve o Apóstolo Paulo aos Colossenses (Colossenses 4:14). A pedido dos cristãos, escreveu seu Evangelho por volta do ano de 60. Depois do martírio do grande Apóstolo Paulo, São Lucas pregou o Evangelho pela Itália, Dalmácia, Macedônia e outras regiões. Pintou ícones da Santíssima Deípara (não apenas um, mas três) e ícones dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Daí ser São Lucas considerado o fundador da iconografia cristã. Na velhice visitou a Líbia e o Alto Egito. Do Egito retornou à Grécia, onde continuou a pregar e a converter muitos com grande zelo, apesar de sua idade avançada. Além de seu Evangelho, São Lucas redigiu os Atos, dedicando ambas as obras a Teófilo, governador da Acaia. Contava Lucas oitenta e quatro anos de idade quando os pérfidos idólatras o torturaram por causa do Cristo e o enforcaram numa oliveira, na cidade de Tebas, na Boécia. As relíquias miraculosas desse santo maravilhoso foram trasladadas a Constantinopla no reinado do Imperador Constâncio, filho de Constantino.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

OrtoFoto

Igúmeno Jerzy, Mosteiro de Santo Onofre - Polônia
autor: Tadeusz Żaczek

“Sobre as chagas corruptas do pecado”

As minhas chagas cheiram mal e estão corruptas, por causa da minha loucura (Salmo 38:5)
O profeta fala das chagas do pecado que ele mesmo cometera e das quais sentia vir de si mesmo o mau-cheiro do pecado. Tal como esse reconhecimento revela a impureza dos pecados anteriores, assim também se revela a pureza subseqüente do arrependido. Pois enquanto o homem segue a trilha corrupta do pecado, não sente seu mau-cheiro sufocante; mas quando se retira desse caminho e envereda pelo caminho puro da retidão, sente a inexprimível diferença entre pureza e impureza, entre o caminho da virtude e o caminho do vício. Imaginai um homem que passa a noite numa taverna fétida e, na manhã seguinte, se encontra num jardim de rosas. Antes havia fedor, veneno, degradação da alma e do corpo, ira, discórdia e tormenta para si mesmo e para o próximo. Depois, há o grande sol de Deus no céu, belas flores por toda parte, ar fresco, uma fragrância adorável, serenidade e saúde. Imaginai isso e compreendei que há uma diferença ainda maior entre o caminho do pecado e o caminho de Deus. As minhas chagas cheiram mal e estão corruptas. Assim o grande rei descreve os frutos de seu passado pecaminoso. Nada é tão fétido quanto o pecado, nada supura tanto e nada se espalha tanto quanto o pecado. O fedor das chagas corporais sugere, apenas numa escala menor, o insuportável mau-cheiro de uma alma pecaminosa. É por isso que todas as coisas santas se distanciam de tal alma. Os puros espíritos celestiais se escondem dela e os espíritos impuros do hades buscam a sua companhia. Qualquer pecado novo é uma chaga recente sobre a alma; qualquer pecado é corrupção e mau-cheiro. Como surge o pecado? Da minha loucura, explica o profeta. Uma mente extraviada de seu rumo divino leva o homem ao pecado. Antes que a mente se purifique, o homem não pode se purificar. Mas nós temos a mente de Cristo (I Coríntios 2:16), diz o Apóstolo. Em outras palavras, temos uma mente posta de volta em seu rumo, como a mente de Adão antes do fedor pecaminoso. É por isso, irmãos, que todo ensinamento ortodoxo sobre o ascetismo concentra-se num único ponto principal: a mente do homem, a purificação e correção da mente.
Senhor Jesus Cristo, Pureza e eterna Fonte de pureza, ajuda-nos a rejeitar nossa loucura; ajuda-nos a raciocinar segundo a Tua mente.
A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.

Santo Profeta Oséas (+c.820 a.J.C) – 17/30 out

Oséias era filho de Beeri, da tribo de Issacar. Oséias viveu e profetizou mais de oitocentos anos antes do nascimento de Cristo. Suas palavras divinamente inspiradas encontram-se em seu livro, que contém catorze capítulos. Repreendeu rigorosamente Israel e Judá por sua idolatria e também predisse a punição de Deus pelos seus pecados, a destruição da Samaria e Israel pela sua apostasia e a misericórdia de Deus pela tribo de Judá. Previu a abolição e o fim dos sacrifícios do Antigo Testamento. Previu a vinda do Senhor e a riqueza dos dons que Ele traria consigo à terra. Viveu até idade muito avançada e repousou em paz.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dias da Rússia na América Latina

Mensagem do Patriarca Alexis, de Moscou e toda a Rússia
Queridos pais, irmãos e irmãs!
A Rússia, no decorrer do século XX, sobreviveu os tempos duros do ateísmo e da discórdia civil. Por obra e graça Divina, agora ultrapassamos esses tempos. O testemunho do ressurgimento espiritual do nosso povo é a recuperação da unidade eclesiástica quebrada nos tempos malvados. A Igreja Ortodoxa Russa igualmente valoriza a todos os seus filhos, onde quer que vivam: na Pátria ou na dispersão. De todo o coração espero que a Jornada de cultura espiritual na América Latina sirva para a coesão de nossos compatriotas naquela região e para o fortalecimento dos seus laços espirituais com a Pátria. Que Deus abençoe esta boa iniciativa.

Texo enviado pelo Igúmeno Pedro de autoria do Sr. Felipe Ortiz
A Igreja Ortodoxa Russa, cruelmente perseguida durante a era soviética, vem passando por um processo miraculoso de recuperação desde o final dos anos 1980. Em 1987, havia menos de sete mil paróquias em funcionamento em todo o país e o número total de mosteiros não chegava a vinte. Apenas vinte anos depois, já são quase trinta mil as paróquias em atividade, enquanto os mosteiros são mais de setecentos.

Essa ressurreição da Igreja Ortodoxa na Rússia foi recentemente acompanhada por um outro evento não menos admirável: a reconciliação entre o Patriarcado de Moscou, que atua principalmente dentro do território russo, e a Igreja Ortodoxa Russa no Exterior, formada pelas comunidades da diáspora russa espalhada principalmente pela Europa Ocidental, Américas e Oceania. As duas partes da Igreja Russa, que não mantinham relações uma com a outra desde a década de 1920, voltaram a se reconhecer mutuamente em 2007. Nessa ocasião, a Igreja Ortodoxa Russa no Exterior reintegrou-se ao Patriarcado de Moscou, como uma parte autônoma da Igreja Ortodoxa Russa.

A fim de celebrar esses eventos e, ao mesmo tempo, tornar a Ortodoxia russa mais conhecida e forte na América Latina, a Igreja Ortodoxa Russa, com o apoio do governo da Rússia (que atualmente colabora com a Igreja, em vez de persegui-la) , realizará o evento Dias da Rússia nos Países da América Latina. Trata-se da excursão de uma grande comitiva de representantes da Igreja e da cultura russa, durante um mês (17 de outubro a 17 de novembro), por vários países latino-americanos.

O Brasil, que será visitado de 24 de outubro a 31 de outubro. De 24 a 26 de outubro, a delegação estará no Rio de Janeiro; em 27 e 28 de outubro, em São Paulo; e de 29 a 31 de outubro, em Brasília

Os integrantes da comitiva incluirão: o Bispo João de Caracas, titular da Diocese Sul-Americana da Igreja Ortodoxa Russa no Exterior, consagrado recentemente (em junho) e que fará, nessa ocasião, a sua primeira viagem pastoral pela sua diocese; o Metropolita Platão de Buenos Aires, titular da Diocese Sul-Americana do Patriarcado de Moscou, que também aproveitará a mesma ocasião para uma nova viagem pastoral pela sua diocese; o Metropolita Hilarião de Nova York, primaz da Igreja Ortodoxa Russa no Exterior, em sua primeira visita à América do Sul depois de sua entronização como Metropolita, em maio deste ano; o Metropolita Cirilo de Smolensk, chefe do Departamento de Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou, representando o Patriarca Aleixo II; e outros.

Fotos da Celebração da Divina Liturgia na Paróquia de Santa Zenaide, dia 25 de outubro.




Santo Mártir Longino o Centurião, Testemunha da Crucifixão (+séc.I) - 16/29 out

O divino Mateus, o Evangelista, ao descrever a paixão do Senhor Jesus Cristo, diz: Quando o centurião e aqueles que estavam com ele, vendo Jesus, viram o terremoto e as coisas que aconteceram, tiveram grande medo, dizendo, Verdadeiramente este era o Filho de Deus (Mateus 27: 54). Esse centurião era o bem-aventurado Longino, que com outros dois soldados vieram a crer em Jesus, o Filho de Deus. Longino era o chefe dos soldados que testemunharam a Crucificação do Senhor no Gólgota e chefe dos vigias que guardaram o túmulo. Quando os anciãos judeus souberam da Ressurreição de Cristo, subornaram os soldados para difundir as falsas notícias de que Cristo não ressuscitara, mas que Seus discípulos roubaram o corpo. Os judeus também tentaram subornar Longino, mas ele não se deixou levar pelo suborno. Os judeus, portanto, fizeram uso de sua estratégia usual: decidiram matar Longino. Tomando conhecimento disso, Longino retirou seu cinto militar, foi batizado junto de dois companheiros seus por um apóstolo, partiu de Jerusalém secretamente e mudou-se para a Capadócia com seus companheiros. Lá, ele se devotou ao jejum e à oração; como uma viva testemunha da Ressurreição de Cristo, converteu, pelo seu testemunho, muitos pagãos à verdadeira Fé. Depois disso, retirou-se numa vila da propriedade de seu pai. Mesmo naquele lugar, a malícia dos judeus não o deixou em paz. Por causa das calúnias dos judeus, Pilatos despachou alguns soldados para decapitar Longino. São Longino pressentiu, em espírito, a aproximação dos executores e saiu para encontrá-los. Levou-os à sua casa, não lhes revelando quem era. Foi um bom anfitrião aos soldados e, em pouco tempo, eles caíram no sono. São Longino, no entanto, levantou-se para orar e orou a noite inteiro, preparando-se para a morte. De manhã, chamou seus dois companheiros, vestiu-se em brancas indumentárias fúnebres e instruiu os demais membros de sua família a enterrá-lo numa pequena colina particular. Então, ele se dirigiu aos soldados e revelou-lhes ser a pessoas que eles procuravam. Perplexos e envergonhados, os soldados não puderam sequer pensar em decapitar Longino, mas este insistiu que os soldados cumprissem a ordem de seu superior. Longino e seus dois companheiros, portanto, foram decapitados. Os soldados levaram a cabeça de Longino a Pilatos, que a entregou aos judeus. Os judeus jogaram-na num amontoado de esterco fora da cidade.


Hino de Louvor
De pé, São Longino contemplava a Cruz,
Quando, sobre ela, Cristo deu Seu último suspiro.
Longino viu a ira do suave céu,
Testemunhou a terra tremendo,
O brilhante sol quando perdeu seus raios
E revestiu todo o mundo de escuridão.
Abriram-se os túmulos de muitos,
E ressurgiram muitos dos mortos.
Bravo Longino, de temor, encheu-se,
E bradou com um suspiro de remorso:
"Este homem era o Filho de Deus!
Pecadores crucificaram o Inocente!"
Perto deles, dois outros soldados
Ecoaram o brado de seu centurião.
Testemunha da Ressurreição, foi Longino,
E também podia atestar de Sua humilhação.
Testemunha oracular, verdadeira,
Longino não desejava ocultar a verdade,
Mas proclamou-a em todas as partes que ia,
E glorificava o ressuscitado Cristo Deus!
Até a morte, manteve-se soldado de Cristo;
E, por Cristo, Longino entregou sua cabeça.


Reflexão
A primeira aparição do Santo Mártir Longino foi assim: passado muito tempo desde seu martírio, aconteceu que uma viúva da Capadócia ficou cega. Os doutores eram incapazes de fazer qualquer coisa por ela. De repente, veio-lhe a idéia de ir a Jerusalém e venerar os Lugares Santos, onde ela esperava encontrar ajuda. Ela tinha um único filho, um garoto, que lhe serviu de guia; mas, assim que chegaram a Jerusalém, o garoto morreu de uma enfermidade. Oh, quão enorme era seu desespero! Perdera seus olhos, agora seu único, cujos olhos a guiaram. Todavia, em sua dor e desespero, São Longino apareceu-lhe e confortou-a com a promessa de que ele restauraria sua visão e revelou à mulher a glória celestial na qual seu filho agora habitava. Longino contou-lhe tudo sobre si mesmo e mandou que ela saísse dos muros da cidade a um amontoado de esterco, que escavasse sua cabeça e que ela mesma veria o que aconteceria depois. A mulher levantou-se e, tropeçando, conseguiu de algum modo sair da cidade. Ela gritava para que alguém a conduzisse ao amontoado de estrume e a deixasse lá. Conduzida ao montão de estrume, ela ajoelhou-se e começou a cavar com suas mãos, com forte fé de que encontraria o que o santo lhe pedira. Escavando, tocou a santa cabeça do mártir. Seus olhos voltaram a enxergar, e ela viu a cabeça de um homem em suas mãos. Transbordando de gratidão a Deus e em imensa alegria, ela levou a cabeça de São Longino, lavou-a, incensou-a e depositou-a em sua casa como o mais precioso tesouro sobre a terra.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

OrtoFoto

Bielsk Podlaski - Polônia
autor: Partizan

"Sobre como os anjos batalham pelos justos "

O anjo do Senhor acampa ao redor daqueles que O temem e os liberta (Salmo 34:7).

O anjo do Senhor fará batalha por aqueles que temem a Deus. Isso tem sido claramente demonstrado muitas vezes, conforme registrado, e têm ocorrido em inúmeras ocasiões que não foram registradas. O Arcanjo Miguel pegou em armas por Josué, filho de Nun. Um anjo batalhou pelo justo Rei Ezequias e, numa noite, destruiu o exército dos caldeus. Quantas vezes os anjos visitaram os apóstolos e mártires cristãos na prisão, fortalecendo-os e fazendo-os regozijar? A consolação do justo vem de saber que Deus é Onividente e vê seu infortúnio; que Deus é Onipotente e tem poder de salvá-lo do infortúnio; e que Deus é Todo-Misericordioso e o salvará do infortúnio. Deus enviará Seu anjo radiante em auxílio do justo. O justo não terá que lutar contra seu tirano, pois o anjo de Deus batalhará em seu lugar. Quando o anjo de Deus pega em armas, que exército se atreve a confrontá-lo? Que império moverá guerra contra ele? Num Salmo anterior, diz o Profeta Davi: Nenhum rei é salvo pela multidão de um exército; um forte não é salvo por sua grande força. Um cavalo é uma esperança vã de segurança (Salmo 33:16-17).

Daí que não os ajuda em nada se os injustos, os mundanos, forem aliados. Quando o anjo de Deus pegar em armas, tudo rebentará como bolhas na água. Mesmo já rei, Davi se lembrava de como, sendo um simples menino pastor, ele matou com uma funda Golias, um gigante armado até os dentes. Em muitas ocasiões, Davi sentia a assistência do anjo de Deus. Eis por que ele podia, com confiança, consolar o oprimido justo com aquelas palavras de conforto e força: o anjo do Senhor acampa ao redor dos que O temem e que O servem, e um anjo de Deus os libertará.
Irmãos meus, não duvidemos dessas palavras, mas com coração ponderemos, no dia a dia, como o anjo de Deus nos abandona com tristeza quando pecamos e como ele se apressa ao nosso auxílio com alegria e inefável poder, quando nos arrependemos e imploramos a misericórdia de Deus.
Senhor Deus, nosso Criador, Rei de miríades de anjos: perdoa-nos, salva-nos e proteja-nos pelos teus santos anjos.
A Ti sejam a glória e o louvor para sempre. Amém.

SS. Márts. Nazário, Gervásio, Protásio e Celso, de Milão (+c.54-68) - 14/27 out

Nazário nasceu em Roma de pai judeu e mãe cristã. Sua mãe, Perpétua, fora batizada pelo próprio Apóstolo Pedro. Confessando a Fé de sua mãe, Nazário cumpria de coração todos os preceitos da Igreja. Pregando destemidamente o Evangelho, Nazário foi a Milão. Lá encontrou os cristãos Gervásio e Protásio na prisão e pregou a eles com grande amor. Sabendo disso, o eparca local ordenou que Nazário fosse flagelado e banido da cidade. Sua mãe apareceu a ele numa visão e lhe disse para ir à Gália e pregar o Evangelho lá; e isso foi o que Nazário fez. Após vários anos, Nazário retornou a Milão, desta vez com um discípulo, o jovem Celso, a quem batizara na Gália. Ali encontrou os irmãos Gervásio e Protásio ainda na prisão, à qual ele mesmo foi pouco depois lançado junto com eles, por ordem do governador Anulino. Os mártires de Cristo alegraram-se com essa reunião promovida pela providência de Deus. O imperador Nero ordenou que Nazário fosse morto; o governador retirou Nazário e Celso da prisão e os decapitou. Pouco tempo depois, o General Astásio, passando por Milão a caminho da batalha contra os morávios, decapitou São Gervásio junto com São Protásio. Tendo ouvido que esses dois irmãos não sacrificariam aos ídolos e temendo que pudesse perder a batalha por cair no desfavor dos falsos deuses, mandou que os dois fossem executados imediatamente. Gervásio e Protásio eram gêmeos, nascidos de seus beatos pais Vitálio e Valéria, que também foram martirizados pela Fé. As relíquias de São Nazário foram trasladadas por Santo Ambrósio de um jardim fora da cidade à Igreja dos Santos Apóstolos. As relíquias de São Gervásio e São Protásio lhe foram reveladas numa visão miraculosa.

Santa Eremita Parasceva de Ternov – Sérvia (+séc.XI) - 14/27 out

Essa gloriosa santa era de ascendência sérvia e nasceu na cidade de Epivate, entre Selímbria e Constantinopla. Os pais de Santa Parasceva eram cristãos abastados e devotos. Tinham também um filho, Eutímio, que foi tonsurado monge enquanto os pais ainda viviam e tornou-se, mais tarde, o famoso Bispo de Maditos. A virgem Parasceve sempre aspirou pela vida ascética por amor a Cristo. Depois da morte dos pais, ela deixou o lar e partiu primeiro para Constantinopla e depois para o deserto do Jordão, onde levou uma vida ascética até a velhice. Quem pode exprimirr todas as lutas, sofrimentos e tentações demoníacas que Santa Parasceva suportou no decurso de seus longos anos? Em sua velhice, apareceu-lhe uma vez um anjo de Deus e disse: "Deixa o deserto e retorna à tua terra; é necessário que rendas teu corpo à terra lá e a tua alma à casa do Senhor." Santa Parasceva obedeceu e voltou a Epivate. Ali viveu por dois anos em incessantes jejuns e orações, entregando, finalmente, sua alma a Deus e tomando posse de sua morada no Paraíso. Santa Parasceva repousou no século XI. Ao longo do tempo, suas relíquias foram trasladadas a Constantinopla, a Ternov, depois de volta a Constantinopla e, então, para Belgrado. Suas relíquias agora repousam na Romênia, na cidade de Iasi. Em Belgrado, o poço de Santa Parasceva cura miraculosamente os enfermos que dele se aproximam com fé em Deus e amor a essa santa.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

OrtoFoto

Mosteiro de Dejani - Romênia
autor: Mihai Fătuşanu

Santa Virgem e Mátir, Pelágia de Antioquia (+ 303) - 08/21 out

Pelágia foi uma pecadora penitente. Nasceu em Antioquia, de pais pagãos, e foi-lhe dada por Deus uma grande beleza física. Pelágia usou sua beleza para a destruição de sua própria alma e da dos outros. Como resultado de sua prostituição, ficou muito rica. Certa vez, caminhando atrás da Igreja do Santo Mártir Juliano, na qual o Bispo Nono estava pregando, ela parou e ouviu o sermão sobre o Temível Julgamento e a punição dos pecadores. Aquelas palavras tanto a impressionaram e transformaram, que ela sentiu na hora repulsa por si mesma, adquiriu o temor de Deus, arrependeu-se de todos seus pecados e caiu aos pés de São Nono, implorando para que este a batizasse. "Tem piedade de mim, uma pecadora, santo padre. Batiza-me e ensina-me a penitência, pois sou um mar de iniqüidade, um abismo de destruição, um ninho e arma do demônio." Deste modo, implorou essa penitente, com lágrimas, ao hierarca de Cristo, e ele a batizou. No seu batismo, a Bem-aventurada Romana, diaconisa da Igreja, foi sua madrinha. Romana, na qualidade de mãe espiritual de Pelágia, fortaleceu-a firmemente na Fé Cristã. Mas Pelágia não se satisfez unicamente com o batismo. Estava mordazmente consciente da multidão de seus pecados e, atormentada pela consciência, decidiu-se pela imensa labuta ascética. Doou sua imensa riqueza, luxuriosamente adquirida, aos pobres e secretamente partiu para Jerusalém como monge Pelágio. Lá, trancou-se numa cela no Monte das Oliveiras e iniciou uma penosa ascese de jejum, oração e vigílias noturnas. Passados três anos, o diácono de São Nono, Tiago, visitou-a e encontrou-a ainda viva, mas, ao visitá-la novamente vários dias mais tarde, foi-lhe dito que ela repousara e que veneravelmente enterraram seu corpo. Santa Pelágia entrou no repouso em torno do ano 461. Assim, essa ex-terrível pecadora agradou a Deus com seu arrependimento e labor, foram perdoados seus pecados e santificou-se. Sua alma purificada e iluminada foi digna do Reino de Deus.