“A Ortodoxia manifesta-se, não dá prova de si”

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Santo Pontífice e Mártir, Antímio, Metropolita de Nicomédia, seus comps - 03/16 set

Ele nasceu em Nicomédia e foi criado, desde a infância, como um verdadeiro cristão. "Seu corpo foi mortificado, seu espírito humilhado, sua inveja arrancada, sua raiva subjugada, sua indolência banida... Ele tinha amor por todos, paz com todos; era prudente com todos, sincero com todos e zeloso pela glória de Deus." Não espanta que um homem dotado de tantas virtudes fosse designado bispo. Santo Antimo governou como Bispo de Nicomédia durante a terrível perseguição aos cristãos sob os execráveis Imperadores Diocleciano e Maximiano. Derramaram-se rios de sangue de cristãos, especialmente em Nicomédia. Certo ano, na Festa da Natividade de Cristo, vinte mil mártires foram queimados até a morte numa igreja (veja 28 de dezembro). Este fato ocorreu na época do episcopado de Antimo. Mesmo assim, a perseguição não terminou com o martírio, mas continuou com muitos cristãos sendo lançados à prisão, aí mantidos para torturas e morte. Santo Antimo partiu para a vila de Semana, não porque fugisse da morte, mas para que ninguém apostatasse por medo. Uma de suas cartas aos cristãos aprisionados foi interceptada e entregue ao imperador Maximiano. Por sua vez, o imperador despachou vinte soldados a fim de encontrarem Antimo e trazerem-no ao imperador. O clarividente ancião de cabelos brancos saiu para encontrar-se com os soldados, levou-os para sua casa, tratou-os como hóspedes e somente então revelou que era Antimo, a quem procuravam. Os soldados, estupefatos pela gentileza de Antimo, sugeriram-lhe que ele se escondesse e disseram que informariam ao imperador que não o encontraram. Mas, Antimo respondeu que não transgrediria o mandamento de Deus contra a mentira para salvar sua vida e, assim, partiu com os soldados. Pelo caminho, todos os soldados passaram a acreditar em Cristo e foram batizados por Antimo. O imperador torturou impiedosamente e por muito tempo o ancião e decapitou-o com um machado. Ele glorificou o Senhor e partiu para seu repouso no princípio do quarto século.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Início do Ano Eclesial ou Início do Julgamento – 01/14 set

O Primeiro Concílio Ecumênico (Nicéia, 325) decretou que o ano eclesial começasse em 1º. de setembro. Para os antigos hebreus, o mês de setembro era o início do ano civil (Êxodo 23:16), mês de realizar-se a colheita e de ofertar ações de graças a Deus. Foi na ocasião desta festa em que o Senhor Jesus entrou numa sinagoga em Nazaré (Lucas 4: 16-21), abriu o livro do Profeta Isaías e leu as palavras: O Espírito do Senhor repousa sobre Mim para pregar boas-novas aos humildes; enviou-me para reerguer o angustiado, proclamar a liberdade aos cativos, abrir a prisão aos aprisionados e proclamar um ano da graça do Senhor, o dia da vingança de nosso Deus e confortar todos os aflitos (Isaías 61: 1-2). O mês de setembro também é de suma importância para a história do Cristianismo, porque o Imperador Constantino, o Grande, derrotou Maxêncio, inimigo da fé cristã, em setembro. Após a vitória, Constantino conferiu liberdade de confissão à Fé Cristã em todo o Império Romano. Por muito tempo, o ano civil do mundo cristão seguia o ano eclesial com o início em 1º de setembro. Mais tarde, o ano civil foi modificado, transferindo seu começo para 1º de janeiro. Primeiramente, a mudança ocorreu na Europa Ocidental e, tempos mais tarde, na Rússia, sob Pedro, o Grande.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

OrtoFoto

Fresco - Cristo Pantocrator
Romênia
autor: Florina Stan

"O véu na Igreja Ortodoxa"

Igreja Ortodoxa, ou Oriental, como é chamada aqui no Ocidente, preservou tanto a doutrina como o rico ritual litúrgico elaborado durante os primeiros tempos do Cristianismo. Seria este um mero capricho, ou um excessivo apego a um formalismo ritual? Temos aqui exatamente duas posturas, duas visões diferentes do mundo e da própria Igreja, e portanto, do seu ritual. São praticamente duas atitudes básicas diante do Sagrado. Da compreensão deste problema vai depender exatamente a verificação que o ritual ortodoxo é cheio de sentido e significado, visto que o universo simbólico da Sagrada Liturgia é preservado em todos os seus detalhes e em todo o seu rico conteúdo espiritual.

Neste sentido, podemos afirmar que o véu tem necessariamente um sentido e dimensão que ultrapassam o uso cultural ou qualquer distinção discriminatória para com o sexo feminino.

Por que reduzir o mistério a simples categoria sociológica, histórica, sexual ou cultural Por que se adotam interpretações racionalistas e materialistas a uma dimensão que ultrapassa o tempo e o espaço? Ou o Sagrado está para além do concreto ou não existe? O Sagrado evidentemente se expressa e manifesta no mundo, mas está além dele! Aqui começa a distinção entre a recusa do véu, numa interpretação simplista e exterior ou a segunda opção apresentada pela Ortodoxia: viver o significado do véu dentro do universo do Rito Litúrgico, cujo sentido está evidentemente para além do uso do objeto "véu", fazendo deste um mero fim sem sentido.

O véu seria então um símbolo, portanto um sinal através do qual somos remetidos para um outro significado além dele; é um meio para ir a outra dimensão; chamemo-lo então: o sagrado. Por outro lado, o véu como elemento isolado não tem nenhum atributo especial ou mágico em si mesmo. Isto seria um erro grosseiro. Ele representa muito mais, é uma atitude, uma disposição, uma escolha.

Neste ponto se abre uma porta por onde podemos contemplar outra realidade, porque sendo uma atitude, isto significa escolha. Se há escolha, há liberdade, então é possível compreender. Aqui entram em jogo dois atributos dados especialmente ao homem: liberdade (de escolher) e inteligência (para compreender).

Tem importância para a mulher o uso do véu na Igreja durante a liturgia? A prática ortodoxa afirma que sim.

O jogo litúrgico vai depender da liberdade de ir até ele e além dele, como da participação por meio da compreensão. Aqui chegamos à questão principal. Tem importância para a mulher o uso do véu na Igreja durante a liturgia? A prática ortodoxa afirma que sim - como se dá e porque é importante. O primeiro ponto é que reconhecendo o véu como símbolo, não se pretende esgotar todos os seus significados, porque não tem apenas um significado, mas vários, muitos... Podemos aqui sugerir alguns:

1. Deus criou o Homem e a Mulher, macho e fêmea os criou!
Deus criando o mundo como uma coisa unida, integrada; dentro da criação, no entanto, há duas polaridades que vão realizar uma Unidade. O homem complemento da mulher e vice-versa, um precisa do outro. Como pode então um ser superior ao outro, se cada um precisa do outro? Na criação há outras dualidades: céu e terra, dia e noite, que correspondem também ao homem e à mulher numa relação integrada, harmônica. Portanto dentro da criação cósmica, cada polaridade tem seu lugar próprio, o equilíbrio do próprio Universo depende disso!...

Se a liturgia é uma celebração cósmica, esta vai conter os elementos que o próprio Deus estabeleceu e são chamados à Liturgia da maneira que Deus os criou: Homem e Mulher, cada um na plenitude do seu próprio sexo, porque cada um à sua maneira reflete a própria Unidade da Criação Esta distinção deverá ficar bem clara e estabelecida na Liturgia, onde cada um é chamado a assumir sua posição no mundo como homem ou mulher.

2. Criou o Céu e a Terra
Céu e Terra se complementam, o céu está em cima e a terra embaixo, o homem "cobre" a mulher; isto não significa superioridade de um sobre o outro, apenas lugares diferentes. Se a mulher vai representar a própria terra que é fecundada e coberta pelo céu, na Liturgia a mulher vai cobrir sua cabeça pois está diante de Deus, não diante dos homens!

3. A Virgem Maria
Na saudação do anjo Gabriel a Maria, para comunicar-lhe que seria a Mãe de Deus na terra, Deus escolhe uma mulher, claro! E aqui fica definido qual é a relação da humanidade, e especialmente da mulher, diante de Deus. O anjo lhe diz: "O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra". A mulher, portanto, diante de Deus, é receptiva e não passiva, posto que ela aceita, a vontade dela disse sim. "Faça-se em mim conforme sua palavra". O véu vai significar claramente a aceitação da palavra de Deus.

A mulher é naturalmente mais receptiva que o homem. Tem já o dom de gerar filhos; isto a torna co-partícipe na criação do mundo. Ela recebe o filho, isto não é nada passivo, muito pelo contrário. A mulher portanto é coberta por Deus, é um ser potencialmente mais "espiritual" que o homem.

4. A Virgem Maria e a Maternidade de Jesus
Uma mulher e não um homem é a pessoa que vai conhecer melhor o Cristo. Ela já o recebe no sim ao anjo! A partir disto Jesus vai crescendo dentro dela, é no seu interior que vai se desenvolvendo; ela então tem uma relação íntima, estreita como ninguém jamais a teve. O Espírito Santo a cobriu e ela concebeu; tudo se passou dentro dela, no maior mistério. Vemos sua barriga, sabemos que está grávida, mas não sabemos como é. É um mistério, está oculto - o mundo moderno quer descobrir tudo, nada escapa a isso, mesmo o Sagrado tem que ser exposto.

Na Liturgia Ortodoxa, o Santuário é separado dos fiéis e em dois momentos fecha suas portas aos olhos dos fiéis: na Proskomídia (Preparação das oferendas) que representa a vida oculta ou anterior de Cristo no mundo, e na Comunhão do Clero. O véu nas mulheres é a lembrança permanente dentro da Igreja daquilo que não vemos, que é mistério, está perto mas está encoberto por um véu.

5. O Véu do Santuário
O Santuário e sua porta representam a entrada (a Porta, o Cristo) ao Céu, que é coberto por um grande véu. Aqui na terra, portanto, um véu nos separa - do mistério da vida que está para além da porta que é o Cristo. Só o Espírito Santo nos faz enxergar para além do véu e do mistério; é necessária muita fé, a fé que a Virgem Maria nos ensina, a fé da mulher que espera um filho e vê nele um futuro distante.

A mulher representa a espiritualidade, ou seja, a receptividade a Deus para entrar com Cristo para além do véu e da porta do Santuário.

Portanto, o véu não é impedimento algum, mas confiança, fé e esperança de ir além dele para encontrar o Cristo. A mulher com véu vai representar a fé em algo que não vemos, está simplesmente encoberto!

6. Maria, a própria Igreja
Deus escolhendo Maria para Mãe de Cristo e Maria aceitando, se torna ela mesma o modelo de todos os cristãos, homens e mulheres. A Igreja é uma mulher, é o Corpo que recebe o Cristo. Encarnando aqui na terra Cristo se faz [carne]. Ele é concreto. Em Maria, a Mãe-Igreja, é que recebemos o Cristo, gerado pelo Espírito Santo. A Igreja santificada e pura vai conhecer o Cristo intimamente, de dentro. Isto só é possível pelo mistério, não pode ser explicado, analisado, apenas vivido de dentro, como uma Mulher-Mãe-Maria o vive.

Se Maria é a Igreja onde Cristo nasce, o Cristo é a cabeça da Igreja, dirigida espiritualmente por ele; é a mulher com a cabeça coberta, porque coberta por Cristo, vai nos ensinar a fazer todos a sua santa vontade.

O véu será submissão a Cristo, e não aos homens [...] Então a mulher aceita amorosamente se entregar a Cristo, aceitando que ele a cubra.

Arcipreste Alexis
Igreja Ortodoxa Sérvia no Brasil

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Degolação de São João Profeta, Precursor e Batista de Nosso Senhor Jesus Cristo - 29 ago/11 set

Herodes Antipas (filho do Herodes, que matou as crianças de Belém, na época do nascimento de Cristo) era governante da Galiléia, quando João, o Batista, estava pregando. Ele era casado com a filha de Aretas, um príncipe árabe. Mas, Herodes, um rebento maligno de uma raiz maldita, largou sua legítima esposa e infidedignamente tomou Herodias como sua concubina. Herodias era a esposa de seu irmão Felipe, que anda vivia. João, o Batista, levantou-se contra esta depravação e firmemente denunciou Herodes, que, por sua vez, lançou João à prisão. Durante um banquete em sua corte em Sebastia, na Galiléia, Salomé (filha de Herodias e Felipe) dançou diante dos convidados. Herodes, bêbado por causa do vinho, ficou tão inebriado pela dança que prometeu a Salomé qualquer coisa que ela lhe pedisse, até que fosse a metade seu reino. Persuadida por Herodias, ela pediu a cabeça de João, o Batista. Herodes, então, deu ordens aos guardas, João foi decapitado na prisão, e sua cabeça foi dada de presente a ela num prato. Os discípulos de João levaram o corpo de seu mestre à noite e honrosamente o enterraram, mas Herodias perfurou várias vezes a língua de João com um prego e enterrou sua cabeça num lugar impuro. O que veio a acontecer, mais tarde, à cabeça de João, o Batista, pode ser lido em 24 de fevereiro. Entretanto, a punição divina rapidamente caiu sobre o grupo de malfeitores. Príncipe Aretas, vingando-se da honra da filha, declarou guerra com seu exercito contra Herodes e derrotou-o. Derrotado, Herodes foi sentenciado pelo César Romano, Calígula, ao exílio (a princípio na Gália, mais tarde na Espanha). Herodes e Herodias viveram em extrema pobreza e humilhação no exílio, até que a terra abriu-se e engoliu-os. Salomé veio a ter uma terrível morte no Rio Sicaris (Sula). A decapitação de São João ocorreu bem antes da Páscoa, mas estabeleceu-se sua celebração em 29 de agosto, porque uma igreja que havia sido construída sobre seu túmulo em Sebastia (pelo Imperador Constantino e a Imperatriz Helena) foi consagrada em 29 de agosto. As relíquias dos discípulos de São João, o Batista – Eliseu e Audius – também foram depositadas nesta igreja.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

OrtoFoto

Ucrânia
autor: Alexander Shurlakov

Santo. Eremita e Mártir, Moisés, o Etíope (+c.400) - 28 ago/10 set

Moisés era um etíope por nascimento. No mundo, ele era um ladrão e líder de bandoleiros, mas, ainda assim, tornou-se um penitente e um grande asceta. Moisés tinha sido um escravo que fugira e juntara-se aos ladrões. Por causa de sua grande força física e intrepidez, os assaltantes escolheram-no como líder. Aconteceu que, certo dia, ele foi atormentado com crises de consciência por suas más atitudes. Ele abandonou os ladrões, ingressou num mosteiro e entregou-se inteiramente à obediência a seu pai espiritual e à regra monástica. Ele muito se beneficiou dos ensinamentos de São Macário, Arsênio e Isidoro. Tempos depois, ele partiu para a solitude numa cela, onde se dedicou totalmente ao trabalho físico, oração, vigílias e contemplação de Deus. Atormentado pelo demônio da luxúria, Moisés confessou-se com Isidoro, seu pai espiritual, que o aconselhou a aumentar seu jejum e, mesmo comendo, evitar satisfazer seu apetite. Ao passo que esse regime não ajudou, o pai aconselhou-o a cumprir toda a vigília noturna e orar em pé. Também ele começou a trazer água aos monges idosos de um distante poço, que durava uma noite inteira de caminhada. Após seis anos de terríveis batalhas, Santo Isidoro miraculosamente o curou dos luxuriosos pensamentos, fantasias e sonhos, estimulados nele pelo demônio. Moisés foi ordenado padre em idade avançada. Ele fundou seu próprio mosteiro, teve setenta e cinco discípulos e viveu até a idade dos setenta e cinco anos. Ele previu sua morte: um dia, ele mandou os discípulos que partissem, pois os bárbaros estavam para atacar o mosteiro. Quando os discípulos imploraram-lhe que fugisse com eles, Moisés disse que antes ele havia sido um homem violento e que, agora, ele mesmo tinha que sofrer violência, de acordo com as palavras: Pois todos que tomam da espada, pela espada, morrerá (Mateus 26:52). Ele permaneceu no mosteiro com seis irmãos, e os bárbaros mataram-nos. Um dos irmãos, escondendo-se nas redondezas, avistou sete coroas luminosas descendo dos céus sobre os mártires.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

OrtoFoto

Sérvia
autor: Aleksa Stojkovic

Santo Igúmeno e Eremita Pímen, o Grande do Egito (+ c. 450) - 27 ago/09 set

Pímem era egípcio por nascimento e um grande asceta do Egito. Ainda garoto, costumava visitar os mais renomados mestres espirituais, dos quais colheu um conhecimento considerável, como as abelhas colhem mel das flores. Pímem, certa vez, implorou ao ancião Paulo que o levasse a São Paísio. Ao ver Pímem, Paísio disse a Paulo: “Este menino salvará a muitos; a mão de Deus está sobre ele.” Com o tempo, Pímem foi tonsurado monge e atraiu dois irmãos seus à vida monástica. Numa ocasião, a mãe deles veio-lhes visitar. Pímem não a permitiu entrar, mas pediu a ela por detrás da porta: “Desejas ver-nos mais aqui ou lá, na eternidade?” A mãe partiu, com grande alegria, dizendo: “Já que certamente encontrarei meus filhos lá, então não desejo vê-los aqui!” No mosteiro em que esses três irmãos moravam (governado pelo Abade Anúbis, irmão mais velho de Pímem), sua regra era a seguinte: à noite, eles passavam quatro horas fazendo trabalhos manuais, quatro horas dormindo e quatro horas lendo o Saltério. Durante o dia, eles alternavam trabalho e oração desde a manhã até o meio dia, faziam as leituras desde o meio-dia até as Vésperas, depois das quais preparavam a Ceia para si mesmos. Essa era a única refeição em vinte-e-quatro horas e geralmente se constituía de algum tipo de legume. Diz-se que Pímem havia comentado: “Comemos o que nos foi dado. Ninguém jamais dissera ‘Dei-me mais’ ou ‘Eu não o quero’. Desta maneira, passamos toda a nossa vida em silêncio e em paz.” Pímem conduziu uma vida de ascetismo no quinto século e pacificamente repousou em avançada idade

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

SS. Márts. Adriano e Natália sua esposa e seus 33 comps. da Nicomédia (+ séc. IV) - 26 ago/08 set

Adriano e Natália eram casados, membros de famílias nobres e abastadas da Nicomédia. Adriano era pagão e chefe do Praetorium, ao passo que Natália era uma cristã secreta. Ambos eram jovens e compartilharam a vida matrimonial por apenas treze meses antes de seu martírio. Quando o iníquo imperador Maximiano visitou a Nicomédia, ele ordenou que os cristãos fossem aprisionados e subjugados a torturas. Vinte e três cristãos esconderam-se numa gruta próxima à cidade. Alguém os entregou às autoridades, levando-os a serem açoitados cruelmente com chicotes de boi, espancados com bastões e lançados à prisão. Pouco tempo depois, eles foram apresentados diante do Pretor, a fim de terem seus nomes registrados. Adriano, observando essa gente serena e meiga, torturada mas paciente, fê-los jurar a contar-lhe o que elas achavam que Deus as daria por suportarem tantas torturas. Elas lhe responderam a bem-aventurança dos justos no Reino de Deus. Com isso, Adriano voltou-se ao escriba de súbito e disse-lhe: “Registra meu nome com os destes santos – também sou um cristão!” Quando esse fato chegou ao conhecimento do imperador, ele perguntou a Adriano: “Ficaste tu louco?” Adriano respondeu: “Eu não perdi meu juízo, pelo contrário, recuperei minha razão.” Quando Natália ouviu a declaração do marido, ela se regozijou imensamente. Como Adriano sentou-se com os demais, agrilhoado e preso, ela se aproximou e ensinou a todos eles. Depois de terem açoitado e torturado inesgotavelmente seu marido, Natália encorajou-o a suportar até o fim. Seguindo-se a longas torturas e aprisionamento, o imperador deu ordens de que os braços e pernas dos prisioneiros fossem quebrados com um martelo e bigorna, o que foi cumprido. Com os vinte e três cristãos, Adriano entregou sua alma sob a pior das torturas. Natália levou suas relíquias a Argirópolis (próxima a Constantinopla) e enterrou-as gloriosamente lá. Poucos dias depois, Adriano apareceu-lhe num fulgor celestial e anunciou que ela também se apresentaria perante a Deus. Ela pacificamente entregou seu espírito a Deus.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

OrtoFoto

Rússia
autor: Andrey Palomnik

No Japão Ortodoxos já superam 10 mil...

No país do Sol Nascente, pelo menos 10 mil japoneses se declaram cristãos ortodoxos. Conhecer, porém, o número exato, não é fácil, segundo informa a agência ITAR-TASS, serviço de informações públicas da Igreja Ortodoxa do Japão. Existem atualmente no Japão 67 paróquias das quais 8 se encontram na Ilha de Hokkaido, onde foi realizada, entre 7 e 9 de Julho último, a reunião de Cúpula do G-8. À 180 km do Sul da Ilha do lago Toya, às suas margens, se reuniram os chefes de Estado e do governo japonês, americano, francês, russo, alemão, canadense, britânico e italiano, precisamente, na cidade de Hakodate. Foi nesta cidade, em 1859 e no consulado russo, onde foi erigida a primeira igreja ortodoxa no Japão. Particularmente, ali teve início as atividades pastorais de São Nicolau do Japão (para o mundo, Ivan Kasatkin), que na segunda metade do século XIX colocou a pedra fundamental da Igreja Ortodoxa do Japão. Depois de ter apreendido a língua japonesa, São Nicolau traduziu os Evangelhos e os livros de ofícios, difundiu ativamente a Ortodoxia em todo o país e construiu muitas igrejas. Graças a seus esforços, foi construída, no centro de Tókio, a Catedral da Ressurreição de Cristo que os japoneses, em sinal de respeito para com este santo, a chamam segundo o seu nome: «Nicolás Do» (a Casa de Nicolau). No ano de 1970 o arcebispo Nicolau (Kasatkin) foi canonizado. (Fonte: Blog De Ortodoxia)