terça-feira, 16 de setembro de 2008
Santo Pontífice e Mártir, Antímio, Metropolita de Nicomédia, seus comps - 03/16 set
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Início do Ano Eclesial ou Início do Julgamento – 01/14 set
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11:58
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
"O véu na Igreja Ortodoxa"
Igreja Ortodoxa, ou Oriental, como é chamada aqui no Ocidente, preservou tanto a doutrina como o rico ritual litúrgico elaborado durante os primeiros tempos do Cristianismo. Seria este um mero capricho, ou um excessivo apego a um formalismo ritual? Temos aqui exatamente duas posturas, duas visões diferentes do mundo e da própria Igreja, e portanto, do seu ritual. São praticamente duas atitudes básicas diante do Sagrado. Da compreensão deste problema vai depender exatamente a verificação que o ritual ortodoxo é cheio de sentido e significado, visto que o universo simbólico da Sagrada Liturgia é preservado em todos os seus detalhes e em todo o seu rico conteúdo espiritual.
Neste sentido, podemos afirmar que o véu tem necessariamente um sentido e dimensão que ultrapassam o uso cultural ou qualquer distinção discriminatória para com o sexo feminino.
Por que reduzir o mistério a simples categoria sociológica, histórica, sexual ou cultural Por que se adotam interpretações racionalistas e materialistas a uma dimensão que ultrapassa o tempo e o espaço? Ou o Sagrado está para além do concreto ou não existe? O Sagrado evidentemente se expressa e manifesta no mundo, mas está além dele! Aqui começa a distinção entre a recusa do véu, numa interpretação simplista e exterior ou a segunda opção apresentada pela Ortodoxia: viver o significado do véu dentro do universo do Rito Litúrgico, cujo sentido está evidentemente para além do uso do objeto "véu", fazendo deste um mero fim sem sentido.
O véu seria então um símbolo, portanto um sinal através do qual somos remetidos para um outro significado além dele; é um meio para ir a outra dimensão; chamemo-lo então: o sagrado. Por outro lado, o véu como elemento isolado não tem nenhum atributo especial ou mágico em si mesmo. Isto seria um erro grosseiro. Ele representa muito mais, é uma atitude, uma disposição, uma escolha.
Neste ponto se abre uma porta por onde podemos contemplar outra realidade, porque sendo uma atitude, isto significa escolha. Se há escolha, há liberdade, então é possível compreender. Aqui entram em jogo dois atributos dados especialmente ao homem: liberdade (de escolher) e inteligência (para compreender).
Tem importância para a mulher o uso do véu na Igreja durante a liturgia? A prática ortodoxa afirma que sim.
O jogo litúrgico vai depender da liberdade de ir até ele e além dele, como da participação por meio da compreensão. Aqui chegamos à questão principal. Tem importância para a mulher o uso do véu na Igreja durante a liturgia? A prática ortodoxa afirma que sim - como se dá e porque é importante. O primeiro ponto é que reconhecendo o véu como símbolo, não se pretende esgotar todos os seus significados, porque não tem apenas um significado, mas vários, muitos... Podemos aqui sugerir alguns:
1. Deus criou o Homem e a Mulher, macho e fêmea os criou!
Deus criando o mundo como uma coisa unida, integrada; dentro da criação, no entanto, há duas polaridades que vão realizar uma Unidade. O homem complemento da mulher e vice-versa, um precisa do outro. Como pode então um ser superior ao outro, se cada um precisa do outro? Na criação há outras dualidades: céu e terra, dia e noite, que correspondem também ao homem e à mulher numa relação integrada, harmônica. Portanto dentro da criação cósmica, cada polaridade tem seu lugar próprio, o equilíbrio do próprio Universo depende disso!...
Se a liturgia é uma celebração cósmica, esta vai conter os elementos que o próprio Deus estabeleceu e são chamados à Liturgia da maneira que Deus os criou: Homem e Mulher, cada um na plenitude do seu próprio sexo, porque cada um à sua maneira reflete a própria Unidade da Criação Esta distinção deverá ficar bem clara e estabelecida na Liturgia, onde cada um é chamado a assumir sua posição no mundo como homem ou mulher.
2. Criou o Céu e a Terra
Céu e Terra se complementam, o céu está em cima e a terra embaixo, o homem "cobre" a mulher; isto não significa superioridade de um sobre o outro, apenas lugares diferentes. Se a mulher vai representar a própria terra que é fecundada e coberta pelo céu, na Liturgia a mulher vai cobrir sua cabeça pois está diante de Deus, não diante dos homens!
3. A Virgem Maria
Na saudação do anjo Gabriel a Maria, para comunicar-lhe que seria a Mãe de Deus na terra, Deus escolhe uma mulher, claro! E aqui fica definido qual é a relação da humanidade, e especialmente da mulher, diante de Deus. O anjo lhe diz: "O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra". A mulher, portanto, diante de Deus, é receptiva e não passiva, posto que ela aceita, a vontade dela disse sim. "Faça-se em mim conforme sua palavra". O véu vai significar claramente a aceitação da palavra de Deus.
A mulher é naturalmente mais receptiva que o homem. Tem já o dom de gerar filhos; isto a torna co-partícipe na criação do mundo. Ela recebe o filho, isto não é nada passivo, muito pelo contrário. A mulher portanto é coberta por Deus, é um ser potencialmente mais "espiritual" que o homem.
4. A Virgem Maria e a Maternidade de Jesus
Uma mulher e não um homem é a pessoa que vai conhecer melhor o Cristo. Ela já o recebe no sim ao anjo! A partir disto Jesus vai crescendo dentro dela, é no seu interior que vai se desenvolvendo; ela então tem uma relação íntima, estreita como ninguém jamais a teve. O Espírito Santo a cobriu e ela concebeu; tudo se passou dentro dela, no maior mistério. Vemos sua barriga, sabemos que está grávida, mas não sabemos como é. É um mistério, está oculto - o mundo moderno quer descobrir tudo, nada escapa a isso, mesmo o Sagrado tem que ser exposto.
Na Liturgia Ortodoxa, o Santuário é separado dos fiéis e em dois momentos fecha suas portas aos olhos dos fiéis: na Proskomídia (Preparação das oferendas) que representa a vida oculta ou anterior de Cristo no mundo, e na Comunhão do Clero. O véu nas mulheres é a lembrança permanente dentro da Igreja daquilo que não vemos, que é mistério, está perto mas está encoberto por um véu.
5. O Véu do Santuário
O Santuário e sua porta representam a entrada (a Porta, o Cristo) ao Céu, que é coberto por um grande véu. Aqui na terra, portanto, um véu nos separa - do mistério da vida que está para além da porta que é o Cristo. Só o Espírito Santo nos faz enxergar para além do véu e do mistério; é necessária muita fé, a fé que a Virgem Maria nos ensina, a fé da mulher que espera um filho e vê nele um futuro distante.
A mulher representa a espiritualidade, ou seja, a receptividade a Deus para entrar com Cristo para além do véu e da porta do Santuário.
Portanto, o véu não é impedimento algum, mas confiança, fé e esperança de ir além dele para encontrar o Cristo. A mulher com véu vai representar a fé em algo que não vemos, está simplesmente encoberto!
6. Maria, a própria Igreja
Deus escolhendo Maria para Mãe de Cristo e Maria aceitando, se torna ela mesma o modelo de todos os cristãos, homens e mulheres. A Igreja é uma mulher, é o Corpo que recebe o Cristo. Encarnando aqui na terra Cristo se faz [carne]. Ele é concreto. Em Maria, a Mãe-Igreja, é que recebemos o Cristo, gerado pelo Espírito Santo. A Igreja santificada e pura vai conhecer o Cristo intimamente, de dentro. Isto só é possível pelo mistério, não pode ser explicado, analisado, apenas vivido de dentro, como uma Mulher-Mãe-Maria o vive.
Se Maria é a Igreja onde Cristo nasce, o Cristo é a cabeça da Igreja, dirigida espiritualmente por ele; é a mulher com a cabeça coberta, porque coberta por Cristo, vai nos ensinar a fazer todos a sua santa vontade.
O véu será submissão a Cristo, e não aos homens [...] Então a mulher aceita amorosamente se entregar a Cristo, aceitando que ele a cubra.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Degolação de São João Profeta, Precursor e Batista de Nosso Senhor Jesus Cristo - 29 ago/11 set
Herodes Antipas (filho do Herodes, que matou as crianças de Belém, na época do nascimento de Cristo) era governante da Galiléia, quando João, o Batista, estava pregando. Ele era casado com a filha de Aretas, um príncipe árabe. Mas, Herodes, um rebento maligno de uma raiz maldita, largou sua legítima esposa e infidedignamente tomou Herodias como sua concubina. Herodias era a esposa de seu irmão Felipe, que anda vivia. João, o Batista, levantou-se contra esta depravação e firmemente denunciou Herodes, que, por sua vez, lançou João à prisão. Durante um banquete em sua corte em Sebastia, na Galiléia, Salomé (filha de Herodias e Felipe) dançou diante dos convidados. Herodes, bêbado por causa do vinho, ficou tão inebriado pela dança que prometeu a Salomé qualquer coisa que ela lhe pedisse, até que fosse a metade seu reino. Persuadida por Herodias, ela pediu a cabeça de João, o Batista. Herodes, então, deu ordens aos guardas, João foi decapitado na prisão, e sua cabeça foi dada de presente a ela num prato. Os discípulos de João levaram o corpo de seu mestre à noite e honrosamente o enterraram, mas Herodias perfurou várias vezes a língua de João com um prego e enterrou sua cabeça num lugar impuro. O que veio a acontecer, mais tarde, à cabeça de João, o Batista, pode ser lido em 24 de fevereiro. Entretanto, a punição divina rapidamente caiu sobre o grupo de malfeitores. Príncipe Aretas, vingando-se da honra da filha, declarou guerra com seu exercito contra Herodes e derrotou-o. Derrotado, Herodes foi sentenciado pelo César Romano, Calígula, ao exílio (a princípio na Gália, mais tarde na Espanha). Herodes e Herodias viveram em extrema pobreza e humilhação no exílio, até que a terra abriu-se e engoliu-os. Salomé veio a ter uma terrível morte no Rio Sicaris (Sula). A decapitação de São João ocorreu bem antes da Páscoa, mas estabeleceu-se sua celebração em 29 de agosto, porque uma igreja que havia sido construída sobre seu túmulo em Sebastia (pelo Imperador Constantino e a Imperatriz Helena) foi consagrada em 29 de agosto. As relíquias dos discípulos de São João, o Batista – Eliseu e Audius – também foram depositadas nesta igreja.
às
09:06
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Santo. Eremita e Mártir, Moisés, o Etíope (+c.400) - 28 ago/10 set
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Santo Igúmeno e Eremita Pímen, o Grande do Egito (+ c. 450) - 27 ago/09 set
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
SS. Márts. Adriano e Natália sua esposa e seus 33 comps. da Nicomédia (+ séc. IV) - 26 ago/08 set
Adriano e Natália eram casados, membros de famílias nobres e abastadas da Nicomédia. Adriano era pagão e chefe do Praetorium, ao passo que Natália era uma cristã secreta. Ambos eram jovens e compartilharam a vida matrimonial por apenas treze meses antes de seu martírio. Quando o iníquo imperador Maximiano visitou a Nicomédia, ele ordenou que os cristãos fossem aprisionados e subjugados a torturas. Vinte e três cristãos esconderam-se numa gruta próxima à cidade. Alguém os entregou às autoridades, levando-os a serem açoitados cruelmente com chicotes de boi, espancados com bastões e lançados à prisão. Pouco tempo depois, eles foram apresentados diante do Pretor, a fim de terem seus nomes registrados. Adriano, observando essa gente serena e meiga, torturada mas paciente, fê-los jurar a contar-lhe o que elas achavam que Deus as daria por suportarem tantas torturas. Elas lhe responderam a bem-aventurança dos justos no Reino de Deus. Com isso, Adriano voltou-se ao escriba de súbito e disse-lhe: “Registra meu nome com os destes santos – também sou um cristão!” Quando esse fato chegou ao conhecimento do imperador, ele perguntou a Adriano: “Ficaste tu louco?” Adriano respondeu: “Eu não perdi meu juízo, pelo contrário, recuperei minha razão.” Quando Natália ouviu a declaração do marido, ela se regozijou imensamente. Como Adriano sentou-se com os demais, agrilhoado e preso, ela se aproximou e ensinou a todos eles. Depois de terem açoitado e torturado inesgotavelmente seu marido, Natália encorajou-o a suportar até o fim. Seguindo-se a longas torturas e aprisionamento, o imperador deu ordens de que os braços e pernas dos prisioneiros fossem quebrados com um martelo e bigorna, o que foi cumprido. Com os vinte e três cristãos, Adriano entregou sua alma sob a pior das torturas. Natália levou suas relíquias a Argirópolis (próxima a Constantinopla) e enterrou-as gloriosamente lá. Poucos dias depois, Adriano apareceu-lhe num fulgor celestial e anunciou que ela também se apresentaria perante a Deus. Ela pacificamente entregou seu espírito a Deus.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
No Japão Ortodoxos já superam 10 mil...
às
13:37
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