“A Ortodoxia manifesta-se, não dá prova de si”

ok

sexta-feira, 25 de abril de 2008

"Santa e Grande Sexta-Feira Santa"

Meu Espírito é dedicado ao humilde serviço da cruz que é pedra no caminho para os descrentes, mas para nós é salvação e vida eterna. Santo Inácio de Antioquia (+110)

Ele foi levado como um cordeiro; Ele foi abatido como uma ovelha. Ele nos resgatou de nossa servidão para com o mundo, como resgatara Israel da terra do Egito; Ele nos libertou de nossa escravidão ao demônio assim como resgatara Israel da mão do Faraó... Ele é Aquele que cobriu a morte de vergonha e fez o demônio lamentar-se assim como Moisés fizera o Faraó lamentar-se. Ele é Aquele que golpeou o pecado e roubou da iniqüidade a sua prole, como Moisés aos Egípcios. Ele é Aquele que nos trouxe da escravidão à liberdade, das trevas à luz, da morte à vida, da tirania ao reino eterno, que fez de nós um novo sacerdócio, um povo escolhido para ser Seu para sempre. Ele é a Páscoa que é a nossa salvação. Melito, bispo de Sardis (+459)

Ele é a reparação dos nossos pecados. Da mesma maneira São Paulo se refere a esta reparação quando diz de Cristo: “Deus escolheu-O para ser a reparação de nosso pecados em Seu sangue, pela fé”. Temos então um dia de reparação que permanece até o fim do mundo...

Abraão pegou madeira para a oferta queimada e colocou sobre seu filho Isaque, pegou fogo e a espada em suas mãos; juntos se foram. O próprio Isaque carrega a madeira para seu holocausto: esta é a imagem de Cristo. Pois Ele carregou o fardo da cruz; carregar a madeira para o holocausto é realmente o dever do sacerdote. Ele é, então, ambos: vítima e sacerdote. Orígenes (+221)

A Cruz é a coroa da vitória. Ela trouxe luz para os que estavam cegos pela ignorância. Ela libertou os que estavam escravizados pelo pecado. Ela redimiu a humanidade toda. Portanto, não nos envergonheis da cruz de Cristo; antes, glorificai-a Embora seja pedra no caminho para os judeus e loucura para os gentios, a mensagem da Cruz é a nossa salvação. Com certeza é loucura para aqueles que perecem, mas para nós que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. Pois não foi um mero homem que morreu por nós, mas o Filho de Deus. Deus feito homem. As Catequeses - São Cirilo de Jerusalém (+386)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"Santa e Grande Quinta-Feira Santa"

Celebrai a Eucaristia como se segue: Dizei sobre a taça: “Nós Te damos graças, Pai, pela videira de David Teu servo, que fizeste-nos conhecer por Jesus Teu servo. A Ti, glória eterna”. Sobre o pão partido: “Nós Te damos graças, Pai, pela vida e o conhecimento que nos revelaste por Jesus Teu servo. A Ti, glória eterna”. Didaque, 1º século - Os ensinamentos dos 12 Apóstolos

Visto que o próprio Cristo declarou o pão como sendo o Seu corpo, quem poderia duvidar? Visto que Ele próprio disse categoricamente. “Este é o meu sangue”, quem ousaria questionar isso e dizer que este não é o Seu sangue? Portanto, é com total certeza que recebemos o pão e o vinho como corpo e sangue de Cristo. Seu corpo nos é dado sob o símbolo do pão, e Seu vinho nos é dado sob o símbolo do vinho, para que, recebendo-Os sejamos um corpo e sangue com Ele. Tendo Seu corpo e sangue em nossos membros, tornamo-nos portadores de Cristo e, como diz São Pedro, partilhamos da natureza divina... Portanto, não olheis os elementos eucarísticos como o pão e o vinho comuns; eles são de fato o corpo e sangue do Senhor, como Ele próprio declarou. Não importa o que nossos sentidos digam, sede fortes na fé. As catequeses - São Cirilo de Jerusalém (+386)

Qualquer tempo é o tempo certo para obras de caridade, porém estes dias de Quaresma proporcionam um encorajamento especial. Aqueles que desejam estar presentes na páscoa do Senhor em santidade de pensamento e de corpo deveriam buscar, antes de tudo, ganhar esta graça, pois a caridade contém todas as outras virtudes e cobre uma multidão de pecados. Tendo sido generosamente alimentados na Eucaristia, estendamos aos pobres e aos aflitos uma farta generosidade, e assim muitas vezes agradecerão a Deus, e o alívio do necessitado suportado pelo nosso jejum. Nenhum ato de devoção da parte dos fiéis agrada mais a Deus do que o que é dado ao Seu pobre. São Leão, papa de Roma (+461)

terça-feira, 22 de abril de 2008

"PERDÃO E SEMANA SANTA"

Como é difícil perdoar. Pouca gente, mesmo entre cristãos, compreende o sentido profundo do perdão. A maioria pensa que é forma de anistia do sentimento, ato interno capaz de compreender o ofensor e desculpa-lo no fundo do coração misericordioso. Este primeiro degrau do perdão já é difícil de ser galgado. E a propósito da Semana Santa, quero dizer o seguinte:

O verdadeiro sentido da revolução cristã do perdão, porém, é outro, e bem mais radical: mais que ausência de ódio no coração do ofendido, o perdão é ação de amor na direção do ofensor. 0 cristianismo é tão revolucionário que exige do ser humano não apenas a grandeza de compreender e desculpar o ofensor, mas a capacidade de amá-lo. Perdoar é per+doar, isto é, “doar amor através (per) do ofensor”.

Perdoar é doar amor através do ofensor
Só quem doa amor ao ofensor dá-lhe as condições profundas de contrição, compunção, compaixão e arrependimento, os quatro caminhos através dos quais o ser humano pode renascer de si mesmo e das trevas, trocando a morte pela vida. Por ser o gesto mais difícil e elevado, o perdão é a única forma de permitir ao ofensor a entrada de amor no seu coração. Qualquer forma de cobrança, punição e vingança aferra a crueldade do ofensor e, de certa forma, fá-lo sentir-se justificado.

A doação objetiva e concreta de amor poderá não ser eficaz, adiante, porém é a única forma através da qual o ofensor tem a chance de se arrepender sinceramente e reencontrar um caminho que lhe faz falta e é a única maneira de se redimir, crescer como pessoa, transformar-se.

Ser bom, fazer-se seguidor das religiões, sentir-se justo, fraterno, solidário, honesto, tudo isso - embora exija esforços - é relativamente fácil e em geral alimenta o ego. Difícil é perdoar o ofensor, não apenas desculpando-o, mas sendo capaz de o amar na integralidade do seu ser. Por isso, aliás, o cristianismo em essência encontra tanta dificuldade de se implantar entre os homens: exige a descoberta da grandeza humana, da virtude no sentido de exercício da única força capaz de mudar o mundo: o amor real. Não há revolução maior. Quem é capaz?

Artur da Távola
Publicado no jornal O Dia em 28/03/2002

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Vigília

Vigília é o ofício noturno que inicia a observância de qualquer grande festa, sendo celebrado, também, nas noites de sábado, constituído de Grandes Vésperas, Grandes Matinas e primeira hora canônica. Nos primórdios do cristianismo a vigília durava a noite inteira, ou pelo menos grande parte dela, seguida pela Sagrada Liturgia. Ainda é realizada, assim, nos mosteiros do Monte Atos, onde o Tipikon é estritamente seguido. Em eslavão é denominada wsienoszcznoje bdienije, literalmente significando ofício para a noite inteira.

domingo, 20 de abril de 2008

"Domingo de Ramos – Entrada em Jerusalém"

Hoje Ele volta da Betânia e caminha por Sua livre vontade em direção à Sua santa e abençoada Paixão, para consumar o mistério de nossa salvação... Corramos para acompanhá-Lo enquanto Ele se apressa rumo à Sua Paixão, e imitemos aqueles que encontraram-No então, não apenas cobrindo Seu caminho com ornamentos, galhos de oliveira ou ramos, mas fazendo tudo o que pudermos para prostrarmo-nos diante Dele humildemente e tentando viver como Ele gostaria... Então espalhemos diante de Seus pés, não ornamentos ou galhos de oliveira, que agradam os olhos por algumas horas e então fenecem, mas a nós mesmos, revestidos complemente n’Ele. Nós que fomos batizados em Cristo devemos ser os ornamentos espalhados diante d’Ele. Santo André, bispo de Gortyna, Creta (+740)

Reconheçais a dignidade da vossa natureza... imagem restaurada em Cristo. Nascemos no presente apenas para sermos renascidos no futuro. Nosso apego, portanto não deveria ser ao transitório; ao contrário, devemos pretender o eterno. São Leão o Grande (+461)

sábado, 19 de abril de 2008

Mosteiro Pantocrator - Monte Atos

O Mosteiro Pantocrator situa-se no lado oriental da península a 30m do nível do mar. O mosteiro foi fundado pelos irmãos Aléxis e João Stratigopulo no final do século XIV, provavelmente em 1363. Depois da queda do Império Bizantino, os soberanos da Europa Oriental apoiaram financeiramente o mosteiro. O Katholikon do mosteiro é dedicado à Transfiguração do Senhor, que também possui 8 capelas no seu território e 7 além dele. Entre as relíquias conservadas pelo mosteiro encontram-se as relíquias de Santo André, o Apóstolo e as de São Cosme e Damião. O mosteiro possui a skit de São Elias, fundada por São Paisios Wieliczkowski em 1757, onde morou por sete anos.





sexta-feira, 18 de abril de 2008

Oração pelos Defuntos - Comemoração

Lembra-Te, Senhor, daqueles que deixaram a vida presente, os piedosos soberanos e soberanas, os Patriarcas e os Bispos ortodoxos, os membros da ordem sacerdotal e monástica que Te serviram: acolhe-os nos Teus tabernáculos eternos e fá-los repousar com os Teus Santos. (metanóia)

Lembra-Te, Senhor, da alma dos Teus servos defuntos: dos meus pais (nomes) e de todos os meus parentes segundo a carne: perdoa-lhes todos seus pecados voluntários e involuntários, fá-los participar do Teu Reino celeste, dos Teus bens incorruptíveis e do júbilo da bem-aventurada vida na eternidade. (metanóia)

Lembra-Te, Senhor, de todos aqueles que adormeceram na esperança da Ressurreição e da vida eterna, dos nossos pais, irmãos e irmãs, e de todos os cristãos ortodoxos que repousam aqui e em toda a parte; acolhe-os com os Teus Santos, lá onde resplandece a luz da Tua Face, e tem piedade de nós, pois Tu és Bom e Amigo dos homens. (metanóia)

Concede, Senhor, a remissão dos pecados a todos os nossos pais, irmãos e irmãs, que nos precederam na fé, a esperança da Ressurreição: concede-lhes a memória eterna. (3 metanóias)

Ó Deus dos espíritos e de toda carne, que venceste a morte, esmagaste o inimigo e deste a vida ao Teu mundo, Tu-Próprio, Senhor, concede às almas dos Teus servos defuntos (nomes) o repouso no lugar da luz, do frescor e da paz, onde não há dor, nem tristeza, nem gemidos. Perdoa-lhes todas as suas transgressões cometidas por palavras, atos, e pensamentos, ó Tu que és um Deus bom e Amigo do homem, pois que não há homem algum que viva e não peque, só Tu és o único sem pecado; a Tua justiça é uma justiça eterna e a Tua palavra é Verdade. Pois Tu és a Ressurreição, a vida e o repouso dos Teus servos defuntos (nomes), ó Cristo nosso Deus, e nós Te damos glória, bem como ao Teu Pai sem-princípio e o Teu santíssimo, bom e vivificante Espírito, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.Amém.

Lembra-Te, Senhor, em Tua bondade, de Teus servos. Perdoa-lhes todas as faltas cometidas nesta vida, pois ninguém está fora do pecado, exceto Tu, o Único que pode conceder aos defuntos o repouso eterno.

Senhor e único Artesão, que na Tua profunda sapiência e no Teu amor pelos homens, dispõe todas as coisas e atribuis a cada um aquilo que lhe convém; faz repousar as almas dos Teus servos, pois que em Ti eles puseram toda a sua esperança, Tu, o Autor, o Senhor, o Criador e Deus Supremo.

Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo....

Concede o repouso com os santos, ó Cristo, às almas dos Teus servos, lá onde não há dor, nem tristeza, nem gemido, mas a vida eterna.

... E agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Theotokion – Todas as gerações Te proclamam Bem-aventurada, ó Virgem Mãe de Deus; em Teu seio o Cristo, nosso Deus infinito, quis deixar-Se conter. Bem-aventurados somos nós também, pois que possuímos a Tua constante proteção: dia e noite Tu intercedes por todos nós e pelas Tuas orações consolida a força do povo cristão. É por isso que nós Te cantamos: Rejubila, ó Cheia-de- graça, o Senhor está con’Tigo.

Lembra-Te, Senhor, dos nossos pais e irmãos que adormeceram na esperança da ressurreição para a vida eterna e de todos aqueles que na fé e na piedade atingiram sua última perfeição; perdoa-lhes todas as faltas voluntárias e involuntárias, cometidas em palavras, em ações, ou em pensamentos. Fá-los repousar na luz, no frescor e na paz, lá onde não há a dor, nem tristeza, nem gemido, e onde a visão da Tua Face faz resplandecer os santos de todos os tempos. Concede-lhes a eles e a nós também, a graça do Teu Reino, a participação nos Teus bens eternos e inefáveis e o gozo da Tua bem-aventurada e eterna vida. Pois Tu és a Vida, a Ressurreição e o repouso dos Teus servos defuntos, ó Cristo nosso Deus, e nós Te damos glória, bem como ao Teu Pai sem-princípio e ao Teu santíssimo, bom e vivificante Espírito, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

OrtoFoto

Sérvia
autor: Danijela Oluic

Vésperas

Ofício da tarde. Ofício de agradecimento pelo dia que está terminando. As Vésperas rememoram os tempos vetero-testamentários: a criação do mundo, a vida dos primeiros seres humanos no Céu, a queda do homem e a Salvação pelo Messias. O Tipikon distingue três tipos de Vésperas: Vésperas Comuns, Vésperas Festivas e Grandes Vésperas. A estrutura básica de Vésperas Comuns é a seguinte:

  • Doxologia inicial.

  • Orações iniciais.

  • Salmo Introdutório (Salmo 104 – Salmo Cósmico, fala da criação do mundo).

  • Litania pela Paz (Grande Litania)

  • Salmodia (leitura dos catisma previsto para o dia).

  • Pequena Litania.

  • Salmos do Lucernário.

  • Prokímenon.

  • Litania de Súplica.

  • Apóstika.

  • Oração de S. Simeão.

  • Triságion e Pai-Nosso.

  • Tropário-Apolitikion.

  • Litania Fervorosa.

  • Finalização das Vésperas.

  • Benção Final (Despedida)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Tesouros da Igreja Ortodoxa da Finlândia

No Santuário da Catedral de Uspenski, em Helsínquia, reina uma atmosfera calma e reverente. Neste local sagrado, encontram-se pequenos candeeiros que tremeluzem entre importantes ícones antigos que pendem das paredes e velas de cera que impregnam o ar com um odor a mel. As figuras sagradas do ícone que domina a sala olham do alto da sua armação dourada para as pessoas que se deslocam sobre o magnífico chão de mármore, com passos silenciosos e cautos.

Fig. 1 - Interior da Catedral de Uspenski, Helsínquia.
A maior e mais famosa das igrejas ortodoxas da Finlândia é o tesouro da nossa herança espiritual. Nas suas paredes, mesas e armários, encontram-se dezenas de objetos valiosos: um belo altar decorado com ouro e pedras esplendorosamente pintados, candelabros com ícones em miniaturas neles primorosamente gravados.

Fig. 2 - (da esquerda para a direita): Estola do início do século XIX. Capa de asperges usada pelo superior do mosteiro nos serviços de culto, início do século XIX. Paralelamente usado pelo bispo, princípio do século XIX, doados ao Mosteiro de Valamo pelo Czar Alexandre I.
Os tesouros da Igreja Ortodoxa Finlandesa, toda a propriedade cultural da nação, acrescentam um suavizante toque oriental e da mística bizantina à nossa herança europeia e nórdica. O interesse pela Igreja Ortodoxa e pela religião é muitas vezes despertado pela qualidade dos objetos.

Fig. 3 - Ícone funerário da Virgem do século XIX (Mosteiro de Petsamo). As mãos e o rosto são de têmperas sobre madeira. O vestido e a auréola são de contas de vidro e diversas jóias coloridas.
No século XVI, a Reforma derrubou a Igreja Católica Romana na Finlândia, mas a Igreja Ortodoxa manteve uma base na Carélia. O Mosteiro de VaIamo, situado numa ilha do lago Ladoga, transformou­se no seu centro mais importante. O Mosteiro de Konevitsa também teve a sua base aqui. Existiram cinco mosteiros na região de Kakisalmi e outro em Petsamo.
Fig. 4 - Cruz de madeira com o crucifixo em têmperas. Suurlabri, Aanisniemi.
Nos anos 40, a fé ortodoxa foi espalhada pela Finlândia por refugiados da Carélia, que reforçaram as pequenas congregações já existentes. Mais de 50 000 finlandeses pertencem à Igreja Ortodoxa.
Fig. 5 - Virgem de Tibvina. Ícone do século XVII. Têmpera sobre madeira de tília. Igreja se Santo Elias, em Vyborg.
As congregações ortodoxas possuíam tesouros artísticos insubstituíveis, quase todos salvos da destruição durante a guerra e trazidos para a Finlândia. Os tesouros não estão preservados apenas na Catedral de Uspenski. O Mosteiro de Valamo alberga um ícone da Virgem de Konevitsa, o mais antigo da Finlândia. Diversas igrejas e o Museu da Igreja Ortodoxa, em Kuopio, exibem ícones a óleo maravilhosamente dourados.
Fig. 6 - S. Basílio o Grande, S. Gregório de Nissa e S. João Crisóstomo. Ícone do século XVIII. Mosteiro de Valamo.
Normalmente, quando abandonamos a Catedral de Uspenski, sentimo-nos como se tivesse-mos estado em contacto com a espiritualidade da Igreja Ortodoxa.
Fig. 7 - Toalha decorativa do século XIX (Mosteiro de Petsamo).
As palavras do patriarca grego S. Basílio, do século IV, adaptam-se perfeitamente a este templo:
« Aquilo que a palavra diz ao ouvido, oferece a arte silenciosamente em imagens.»

Oração pelos Vivos - Comemorações

Lembra-Te, Senhor, em primeiro lugar da Tua Igreja una, santa, católica e apostólica, que Tu remiste com o Teu Sangue precioso; consolida-a, reforça-a, engrandece-a, multiplica-a, pacifica-a, e salva-a pelos séculos afora, contra as portas do inferno; apazigua as dissensões das Igrejas, apaga os erros dos pagãos, destrói e desarraiga rapidamente as heresias que aparecem, e converte cada um pelo poder do Teu Espírito Santo. (metanóia)

Senhor, Deus Todo-Poderoso e Eterno, em cuja mão reside todo o poder e todos os direitos dos povos, lembra-Te daqueles que nos governam, dos seus ministros e colaboradores, que receberam na Tua bondade o governo da nação, inspira em seus corações bons conselhos ao sujeito da Tua Igreja e de todo o Teu povo, a fim de que, constituídos em autoridade, nos governem em justiça, sob a proteção da Tua destra, para que, na tranqüilidade que nos asseguram, possamos levar uma vida em paz, na piedade e na santidade. (metanóia)

Salva, Senhor e tem piedade de Sua Santidade o nosso Patriarca N., do nosso Bispo N., de todos os demais Patriarcas e chefes de Igreja e de todo o episcopado ortodoxo, os Presbíteros, os Diáconos, e de todo o clero que Tu estabeleceste para guiar o Teu rebanho e pregar a Tua Palavra. Tem piedade deles e salva-me a mim, pecador. (metanóia)

Para os monges:
Salva, Senhor e tem piedade de meu Pai espiritual (nome), meu Igumeno e fraternidade (nomes), meus familiares (nomes), meus parentes e amigos (nomes), e todos os cristãos ortodoxos. (metanóia)

Para os demais cristãos:
Salva, Senhor e tem piedade de meus filhos (nomes), meu esposo / minha esposa (nome), meus familiares (nomes), meu Pai espiritual (nome), meu padrinho / minha madrinha (nome), meus parentes e amigos (nomes), e todos os cristãos ortodoxos. (metanóia)

Lembra-Te, Senhor, daqueles que vivem nos desertos, nas montanhas, nas cavernas e nos antros da terra; de todos os monges e monjas, das almas consagradas a Deus que vivem na virgindade, na piedade e na ascese. (metanóia)

Lembra-Te, Senhor, de todos os nossos irmãos em Cristo e de todo Povo que nos cerca; tem piedade deles e de nós, segundo a grandeza da Tua misericórdia. Cumula-os de todo bem, mantém as suas uniões matrimôniais na paz e na concórdia, instrui e educa os seus filhos e netos, abençoa as famílias; reanima os idosos, encoraja os pusilânimes, congrega os dispersos, reconduz os que se desviaram; liberta os oprimidos pelos espíritos impuros, acompanha todos aqueles que viajam por mar, terra e ar; sê o amparo das viúvas, o escudo dos órfãos, o libertador dos prisioneiros, o Médico dos doentes. (metanóia)

Salva, Senhor, e tem piedade daqueles que me odeiam, que me ofendem, que me perseguem e não os deixe se perder em virtude de mim, pecador. (metanóia)

Ilumina com a luz do Teu conhecimento aqueles que negaram a fé ortodoxa e aqueles que estão turbados pelas heresias mortais. (metanóia)

Lembra-Te, Senhor, dos que são julgados pelos tribunais humanos, dos condenados a trabalhos forçados e servis, dos exilados, dos emigrantes, de todos aqueles que se encontram em provação, perigo e necessidade; e, sobretudo daqueles que são perseguidos pelo Teu Nome e pela Fé Ortodoxa, dos pagãos e dos ateus, dos renegados e dos heréticos. Lembra-Te deles, visita-os, fortifica-os, concede-lhes a liberdade e a libertação. (metanóia)

Lembra-Te também daqueles que nos amam, de todos aqueles que pediram a nós, ainda que Teus servos indignos, orássemos por eles, e de todo o Teu Povo: lembra-Te de todos, Senhor nosso Deus, e tem piedade, atendendo as suas preces e concedendo-lhes a salvação. (metanóia)

Lembra-Te ainda de todos aqueles que nós, por negligência, ignorância ou por causa do grande número de nomes, não comemoramos; Tu, Senhor, conheces a idade e o nome de cada um deles, Tu os conheces desde o ventre de suas mães. Tem piedade deles e salva-os. (metanóia)

Tu és, Senhor, o amparo dos desprotegidos, a esperança dos desesperados, a âncora dos náufragos, o porto da salvação dos navegantes, o médico dos doentes. Sê tudo para todos, Tu que conheces cada qual bem como as suas petições, as suas moradas e todas as suas necessidades. Preserva, Senhor, esta cidade, todas as cidades e todo o país, da fome, da peste, dos tremores de terra, das inundações, do fogo, das guerras civis e do ataque dos povos inimigos. (3 metanóias)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Mosteiro de Koutlomousiou - Monte Atos

O mosteiro de Koutlomusiou situa-se no nordeste do Monte Atos, muito próximo ao distrito de Karyes. A existência do mosteiro é confirmada por um documento datando sua fundação em 1169, porém o mosteiro em sua atual forma foi fundado no século XIII por Constantino, filho de Azzedyna II da família Kotlomousiu. O mosteiro conserva as seguintes relíquias: perna esquerda de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, mão esquerda de São Gregório, partículas das relíquias de São Pantaleão e São Caralampo. O mosteiro possui 7 capelas e a skit de São Pantaleão fundada pelo hieromonge Caralampo antes de 1785.