sexta-feira, 14 de março de 2008
Ripídias
Chamadas pelos gregos de Exapteryga (έξαπτέρυγα, com seis asas). Abanadores litúrgicos posicionados na ponta de hastes ou bastões; eram assim denominados por que se desenhava a figura de serafins sobre eles. Hoje, são discos de metal com imagens dos serafins com seis asas engastados em uma haste também metálica. Primitivamente as ripídias eram ornamentadas com penas de pavão, como os abanadores usados no Oriente. Às vezes, tinham a forma de estrela, quadrados ou outra forma e destinavam-se a proteger os Santos Dons de insetos e pó. As ripídias simbolizam os anjos cercando o Trono de Deus (Altar) e invisivelmente participando do ofício. Eram (e ainda são) levados em procissão, especialmente nos ofícios pontificais: em particular, eram mantidos sobre o Evangeliário enquanto era lido o Evangelho no curso de Matinas ou Liturgia, e sobre os Santos Dons na Grande Entrada na Liturgia (de modo a evitar que insetos pousassem sobre os dons); eram levadas, também, em procissão diante da Santa Cruz a 27 de setembro.
quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
Mosteiro Chelandari
Mosteiro Chelandari situa-se num vale no nordeste da península do Monte Atos a 50 metros do mar, seu Katholikon é dedicado à Apresentação da Virgem Maria no Templo. O mosteiro foi fundado pelo rei sérvio Stefan I Nemani e seu filho Racko, que foram monges no mosteiro de Vatopedi. O mosteiro possui 11 capelas, duas delas situam-se além dos muros do mosteiro. Entre os tesouros do mosteiro encontra-se: 2 cruzes feitas com madeira da cruz de Cristo, partícula do crânio do profeta Isaías, partículas da coroa de espinhos e do manto de Cristo, a perna direita de São Pantaleão, relíquias de Santa Bárbara e Santa Catarina entre outras.
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11:33
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terça-feira, 11 de março de 2008
O Primeiro Arcipreste Mitrado da Rússia
Em 1786, A imperatriz Catarina, a Grande, premiou seu padre confessor, membro do Santo Sínodo, o Arcipreste da Corte John Pamfilov, com uma Mitra. Até aquele momento, era nova a idéia de um membro do clero branco (não monástico) receber tal honra. O Arcipreste John Pamfilov era conhecido por seus sentimentos antimonásticos e suas idéias negativas em relação aos bispos. Tais atitudes eram compartilhadas pela imperatriz. Em suas decisões em relação à igreja, ela tendia a seguir os conselhos e pedidos de seu pai espiritual. Em 1786, a prática de premiar o clero branco com mitras tornou-se uma peculiaridade da Igreja Russa, diferenciando-a das outras Igrejas do Oriente. O Metropolita Platão de Moscou, que pessoalmente gozava da atenção da Imperatriz, mostrou-se muito crítico em relação à nova pratica. Porém, nada pode fazer a respeito.
segunda-feira, 10 de março de 2008
“A Entrada na Grande Quaresma”
A segunda-feira que segue o domingo da abstinência de laticínios é o primeiro dia da Grande Quaresma propriamente dita. Eis-nos então entrados nessa seqüência de quarenta dias que nos preparam para o tempo da Paixão da Páscoa. Antes de nos envolvermos nos detalhes dessas semanas de Quaresma, não é inútil considerar algumas características gerais da Grande Quaresma.
A primeira dessas características é, evidentemente, o jejum. Não se pode ignorar ou tratar superficialmente essa questão do jejum alimentar. Os Padres da Igreja e a consciência coletiva dos fiéis discerniram perfeitamente o valor espiritual, o valor da fé penitencial e purificadora da abstenção de certos alimentos. No entanto, seria um grande erro fazer consistir o jejum da Quaresma exclusivamente na observância dessa abstenção. O jejum do corpo deve ser acompanhado de outro jejum. A disciplina da Igreja nos primeiros séculos prescrevia, durante a Grande Quaresma, a continência conjugal; ela interditava a participação em festas e a assisntência a espetáculos. Essa disciplina pode ter se enfraquecido e não se apresentar aos fiéis, hoje, com o mesmo rigor que no tempo dos Padres da Igreja. Ela permanece, no entanto, como uma indicação precisa do espírito, da intenção da Igreja. Essa intenção é, certamente, que nós exercitemos, durante a Quaresma, um controle mais estrito de nossos pensamentos, de nossas palavras, de nosso atos, e que concentremos nossa atenção sobre a Pessoa e sobre as exigências do Salvador. A esmola é também uma forma de observância da Quaresma muito recomendada pelos Santos Padres. O jejum agradável a Deus é um “todo”, portanto não deve ser dividido entre os aspectos interiores e exteriores, mas os primeiros são os mais relevantes.
Uma segunda característica da Grande Quaresma consiste em certa particularidades rituais.
Relativamente à celebração das “Grandes Completas”, sabe-se que o ofício de Completas (em Latim “Completotium” - o que completa; em grego “Apodeipon” - o que vem depois do jantar) é o último dos ofícios do dia. As Completas normais, ou Pequenas Completas, constituem um ofício muito curto. Mas nas segundas, terças, quartas e quintas-feiras da Grande Quaresma, elas são substituídas por Grandes Completas, uma longa leitura de Salmos e de Tropários, entre os quais se remarcará uma longa oração das Escrituras, a Oração da Penitência de Manassés, rei de Judá.
Da mesma forma, a Litugia celebrada nos domingos da Grande Quaresma, não é a Liturgia habitual de São João Crisóstomo, mas a Liturgia de São Basílio, Arcebispo de Cesaréia no século IV. Essa Liturgia tem orações mais longas que aquelas da de São Joo Crisóstomo, com textos, às vezes, bastante diferenres.
Nas quartas e sextas-feiras, durante a Grande Quaresma, celebra-se a Liturgia ditas dos Pré-Santificados, isto é, dos Santos Dons consagrados antecipadamente. Não é uma Liturgia Eucarística, pois ela não comporta a consagração. É um serviço de Comunhão, no curso do qual clero e fiéis comungam Dons Eucarísticos que foram consagrados em Liturgia Eucarística anterior. A Liturgia dos Pré-Santificados acrescenta-se ao ofício de Vésperas. É por isso que ela deve ser celebrada à noite. Ela contém certos Salmos, Leituras das Escrituras e orações tiradas da Liturgia de São João Crisóstomo. Essa última é celebrada a cada sábado de manhã.
Na segunda-feira, terça-feira, quarta-feira e quinta-feira da I Semana da Grande Quaresma, na Grande Completas, lê-se o Grande Canôn de Santo André de Creta (dividido em quatro partes). E na quinta-feira da V Semana da Quaresma, em Orthos, lê-se todo o Canôn. É uma composição enorme, compreendendo 250 estrofes. Esses poemas são divididos em 9 séries de Odes. e penitente. Eles opõe a bondade e misericórdia de Deus à fragilidade do homem.
Mencionemos enfim - e, talvez, sobretudo - a admirável oração atribuída a Santo Efrém. Nela não se encontra poesia nem retórica como nas orações que acabamos de mencionar. Estmos agora diante de um puro impulso da alma, curto, sóbrio e caloroso. Ela é repetida na maior parte dos ofícios de Quaresma. É uma oração bem conhecida pelos fiéis ortodoxos. Relembraremos, no entanto, seu texto:
Senhor e Mestre de minha vida,
Afasta e mim o espírito de preguiça.
o espírito de dissipação,
de domínio e vã loquacidade.
Concede a Teu servo um espírito de
temperança, de humildade, de paciência e de caridade.
Sim, Senhor e Rei
Concede-me que veja as minhas faltas e que
não julgue a meu irmão,
Pois Tu és bendito pelos séculos dos séculos.
Polieleos
Do grego πολυέλεος, de poli, muitos e έλεος, misericórdia. Um título aplicado originalmente aos Salmos 135 e 136. Estes dois Salmos constituem a terceira leitura indicada do Saltério nas Grandes Festas, em certos domingos (na tradição eslava, em todos os domingos) e em certos dias de festa de determinados Santos. Normalmente os dois Salmos não são cantados em sua totalidade, mas apenas uma seleção de versículos é usada: Aleluia é cantada uma ou mais vezes após cada versículo. O nome Polieleos surge da freqüente repetição da palavra misericórdia no Salmo 136. Ao Polieleos de três domingos que precedem o início da Grande Quaresma, o Salmo 137 é acrescentado. No uso grego apenas, nas Festas da Mãe de Deus o Polieleos é o Salmo 45.
domingo, 9 de março de 2008
Domingo da Tirofagia (O Perdão)
Este domingo é o quarto dos domingos de preparação para a Quaresma. Ele encerra o período de preparação. É o último dia. A partir de segunda-feira de manhã estaremos em Quaresma. A Tradição da Igreja diz que a partir daqui nos abstenhamos de laticínios.
O sábado que antecede esse domingo é dedicado à memória dos Santos que se dedicaram à vida ascética. Na abertura da Quaresma, os saudamos como inspiradores e intercessores na difícil via da penitência.
A Epístola de São Paulo aos Romanos (Rm. 13, 11-14;14, 1-4), lida na Liturgia de domingo, exorta-nos a sair das trevas, a revestirmo-nos com a armadura de luz, a caminhar em pleno dia, fugindo da embiaguez, das desonestidades, da dissolução, das contendas e da inveja. Paulo religa esse tema da carne ao tema do jejum. Um acha que pode comer tudo; um outro só come legumes. Aquele que come não despreze o que não come, e aquele que não come não julgue aquele que come. Quem é puro para julgar a outro? Tu mesmo e esse outro estão sob a dependência do mesmo Mestre.
O Evangelho da Liturgia, tirado de São Mateus (Mt. 6, 14-21), começa pelo preceito do perdão: “Se perdoardes aos homens suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas”. O fato pelo qual a Igreja escolheu esta frase para introduzir o Evangelho do dia mostra que ela pretende fazer do perdão a idéia dominante desse domingo. É verdade que todo o resto do Evangelho do dia fala de jejum; mas a partícula grega que une os versículos relativos ao jejum aos versículos relativos ao perdão parece asinalar aos primeiros uma posição de dependência em relação ao segundo. O Sewnhor recomenda àqueles que jejuam a não se dar um ar sombrio e um semblante abatido, como falam os hipócritas, ara que vejam que jejuam. “Tu, quando jejuares, unge tua cabeça e lava o rosto. O Pai, que vê em secreto, te recompensará. Que teu tesouro e teu coração estejam não na terra mas no céu”
Os cânticos de Vésperas e de Matinas opõe a beatitude do Paraíso ao estado miserável do homem após a queda. Mas Moisés, pelo jejum, purificou seus olhos e tornou-os capazes da visão divina. Da mesma forma, que nosso jejum - que durará quarenta dias, como o de Moisés - nos ajude a reprimir as paixões da carne e permita-nos “avançar docemente pela via celeste”. Reforcemos essa palavra “docemente”. Nossa penitência não deve ser uma coisa pesada. Devemos atravessar essa Quaresma de maneira leve e sutil, que nos assemelhe, de alguma maneira, aos anjos.
sábado, 8 de março de 2008
Perícope
Fragmentos do Santo Evangelho de Nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo selecionados para serem lidos ao longo do ano litúrgico. O número de perícopes do Santo Evangelho selecionado pela igreja por Evangelistas está indicado abaixo:
- Mateus – 116 perícopes;
- Marcos – 71 perícopes;
- Lucas – 114 perícopes;
- João – 67 perícopes.

















