sábado, 12 de janeiro de 2008
Engraçado...
Não é engraçado como R$ 10,00 parece tanto quando o levamos à Igreja e tão pouco quando vamos ao shopping?
Não é engraçado como uma hora é tão longa quando servimos a Deus, mas, tão curta quando assistimos um jogo de futebol?
Não é engraçado como duas horas na Igreja parecem mais longas do que quando assistimos um filme?
Não é engraçado como não achamos as palavras quando oramos, mas, elas estão sempre na ponta da língua para conversarmos com um amigo?
Não é engraçado como ficamos empolgados quando um jogo vai para a prorrogação, mas, reclamamos quando o ofício dura mais que o normal?
Não é engraçado acharmos cansativo ler um capítulo da Bíblia, mas, é fácil ler 100 paginas do último romance de sucesso?
Não é engraçado como queremos sempre as cadeiras da frente no teatro ou num show, mas sempre sentamos no fundo da Igreja?
Não é engraçado como precisamos de 2 ou 3 semanas de antecedência para agendar um compromisso na Igreja, mas, para outros programas estamos sempre disponíveis?
Não é engraçado como temos dificuldade de aprender a evangelizar, e como é fácil aprender e contar as últimas novidades?
Não é engraçado como acreditamos nos jornais, mas, questionamos a Bíblia?
Não é engraçado como todo mundo quer ir para o céu desde que não tenha que acreditar, dizer ou fazer nada?
NÃO É ENGRAÇADO?
Você está rindo ou está pensando?
É engraçado? Não... Não é nada Engraçado.
É muito triste. Pense nisto.
Hexasalmos
Do grego έξάψαλμος, em eslavão shestopsálmie. Os Salmos 3, 38, 63, 88, 103 e 143 lidos diariamente no começo de Matinas. Não deve haver nenhum movimento ou barulho, qualquer que seja, enquanto eles estão sendo recitados, e a todos os presentes exige-se que fiquem de pé.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Hexapostiliário
Do grego έξαποστειλάριον de έξαποστέλλω, despedida. Um tropário que aparece na conclusão do cânon de Matinas, e freqüentemente desenvolvendo o tema de Cristo como a luz do mundo; é lido ou cantado após a Pequena Litania que sempre segue um cânon de Matinas. É denominado hexapostiliário por que dá o encerramento, a despedida no final do cânon. Nas festas é tirado do Menaia, nos dias comuns será tirado do Octoecos e fará referência ao evento comemorado no dia da semana. Na Grande Quaresma é chamado ‘photagogikon’ (do grego φωταγωγικόν, hino da luz, que conduz à luz (Cristo); plural φωταγωγικa, photagogika, em eslavão svetílen. Os photagogika substituem, na Grande Quaresma, os Hexapostiliário do tempo comum, no ofício de Matinas. Nas Vigílias de Sábado à noite, o hexapostiliário está sempre relacionado com um dos 11 Evangelhos da Ressurreição (Evangelho lido no ofício de Grandes Matinas) lido anteriormente.
"O Matrimônio na Igreja Ortodoxa"
O casamento é uma jornarda em comum, uma porção dividida de dor e, é claro, de alegria também. Marido e mulher bebem do mesmo cálice na vida, tanto da tristeza como da realização. Durante a cerimônia do Matrimônio, o Padre dá a beber aos noivos do mesmo cálice, porque juntos irão carregar a fardo do casamento. Somente aqueles que sofrem podem realmente amar. Vida em comum é cruz e o casamento é este estar em comum, e até na cruz!
Em segundo lugar, o casamento é um caminho de amor. Deus une 2 pessoas e as torna uma só. Desta união de 2 pessoas, as quais concordam em sincronizar seus andares e harmonizar o batimento de seus corações, surge um novo ser humano. O casal troca alianças afim de demonstrarem que em todas as circunstâncias e mudanças da vida, permanecerão unidos. Cada um traz a aliança com o nome do outro escrito, que é colocada no dedo onde uma veia corre diretamente para o coração. O que quer dizer que o nome do outro está escrito no seu próprio coração. Ele dá o sangue de seu coração ao outro.
A mulher expressa o amor pelo seu marido através da obediência. Ela é obediente a ele tal como a Igreja o é a Cristo. A mulher é o coração (que ama). O homem a cabeça (que guia e protege). Vemos então que o casamento antes de tudo é uma jornada de dor, depois como uma jornada de amor e então como uma jornada ao Paraíso,um chamado de Deus.
A Sagrada Escritura diz que é um “grande mistério”, um mistério com o sinal da mística presença. O próprio Cristo diz “lá onde dois ou três estiverem em meu nome, eu estarei no meio deles”- eis que então quando duas pessoas se casam em nome de Cristo, tornam-se o sinal que traz e expressa o próprio Cristo. É esta a razão pela qual também coroas são colocadas em suas cabeças durante a celebração do matrimônio: porque o noivo e a noiva são a imagem de Cristo e da Igreja.
O acender das velas simboliza as virgens prudentes; ao entregar as velas aos recém-casados o Padre diz: Esperai pelo Cristo tal como as Virgens Prudentes.
As alianças permanecem no Altar durante a celebração até serem trazidas de lá, pelo Padre, o que marca que o Matrimônio tem o seu início em Cristo e também termina em Cristo.
O Padre une (ata com uma faixa, segundo alguns costumes nacionais) também as mãos dos noivos, afim de mostrar que o próprio Cristo os une; é Cristo o coração do mistério e o centro de suas vidas.
Todos os elementos da cerimônia são sombras e símbolos que indicam a presença de Cristo. Ao veres o teu casamento, o teu marido, a tua mulher, os teus problemas em tua casa, em teu lar, saiba que tudo isso são sinais da presença de Cristo.
As coroas são também símbolos da presença de Cristo. Especificamente são símbolos de martírio. Marido e mulher poem coroas para mostrarem que estão prontos a se tornarem mártires por Cristo. São coroas também símbolo de realeza, e apartir de então marido e mulher são reis e rainhas, sua casa é o reino, o reino da Igreja, uma extensão da Igreja. Estas mesmas coroas ainda simbolizam a vitória final que será atingida no Reino do Paraíso.
Eis que o casamento é uma ponte guiando-nos da terra ao Paraíso. Antes e acima do amor, antes e acima de teu marido, de tua mulher, acima dos acontecimentos rotineiros, lembre-se de que estás destinado ao Paraíso e que se dispuseste a tomar a via que te levará desta vida.
O esposo e a esposa dão as suas mãos um ao outro, e o Padre os toma os dois e os conduz em torno da mesa, dançando e cantando.
Casamento é o movimento, a progressão, a jornada que terminará no Paraíso, na eternidade. Nesta dança em torno da mesa, o Cristo os tomou, os salvou, os redimiu e os fez Seus. E este é o grande mistério do casamento. Dizer que és casado corresponde a dizer que escravizaste o teu coração a Cristo. Na Igreja Ortodoxa dizer: “Eu sou casado” significa eu sou servidor e escravo de Cristo.
Deve ser muito estranho ler um texto acerca do casamento e/ou matrimônio escrito por um monge, que escolheu abdicar-se desta forma de vida. Deus no entanto é Quem nos dá o exemplo, Ele que é o Amor supremo. E este amor é a causa pela qual Ele decide Se fazer manifesto ao homem que havia criado – e até por este amor é que Ele cria o homem. O amor é a natureza da SS. Trindade - Ela transborda em e de amor. É, então, neste prisma que penso poder afirmar que o amor é o mesmo, seja ele pelo seu companheiro(a) em uma vida familiar ou aquele que conduz o monge à santidade (amando e servindo a Cristo). O maior exemplo de amor é a Cruz que o Filho de Deus aceita subir e ser nela pregado pela nossa raça humana. Amor é sacrifício, combate, oferta, realização e plenitude. Amor é a marca do Evangelho. Amor é o Mandamento divino. Amor é a nossa Salvação. Amor é a vida eterna.
Manastir Sv. Apostola Petra i Pavla. BiH
Boletim Interparoquial, set 2007
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Oração para o Estudo
Antes:
Mestre de sapiência e Dispensador de toda inteligência, Tu que instrui os ignorantes e protege os pobres, consolida e esclarece o meu coração. Ó Senhor, Verbo do Pai, concede-me de desfrutar da palavra, pois eu não impediria que os meus lábios Te clamassem: Deus de misericórdia, tem piedade de mim, Tua criatura caída.
Ó Senhor infinitamente bom, faz descer sobre nós a graça do Teu Espírito Santo, que fortifica e consolida as nossas almas, afim de que ao nos aplicarmos ao ensinamento proposto, cresçamos para a Tua glória, ó nosso Criador, para a alegria de nossos pais, para a disponibilidade da Igreja, da Pátria e de todos os homens. Amém.
Após:
Nós Te damos graças, ó Criador, por nos teres concedido a Tua graça de recebermos este ensinamento. Abençoa os nossos superiores, nossos pais, mestres e professores que nos guiam no conhecimento do bem, e concede-nos a força e a firmeza para levarmos a bom termo nossos estudos.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Santo Protomártir e Arcediago Estevão (+34) - 27 dez/09 jan
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Instruções sobre a oração
Entre as principais orações da tradição ortodoxa as três mais comuns são as seguintes e que poderão se rezadas de uma maneira repetitiva e sistemática, são chamadas de orações monológicas, poderíamos dizer, que são muito semelhantes a um “mântra”.
- A chamada oração de Jesus ou Oração do coração: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus Vivo, tem piedade de mim pecador”.
- Oração do Espírito Santo: “Espírito Santo, vem e habita em nós”. O Principio da oração é sempre o da oração comunitária. Oro para comungar espiritualmente com o povo de Deus. A única que é particular, porque é penitencial, é a oração do coração “...de mim pecador”
- Oração à Santíssima Virgem Maria: “Rejubila, ó cheia de graça, o Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre”.
- Faça da oração um hábito.
- Procure rezar sempre no mesmo local e no mesmo horário.
- Procure esvaziar a mente e se livrar de pensamentos e preocupações. Faça um pequeno “relax” mental antes de iniciar as suas orações: esvazie a mente. Respire fundo e expire lentamente. Relaxe e então inicie suas orações. Oração é uma entrega a Deus.
- Use um rosário (de preferência abençoado) para controlar e dar ritmo à sua oração. Não se apresse, esqueça seus problemas.
- Procure estabelecer um tempo mínimo de oração, de acordo com suas forças e possibilidades. Lenta e gradativamente tente aumentar este tempo até um patamar adequado para você.
- Tenha um relógio próximo a você para controlar o seu tempo, mas evite ver a hora a cada 5 minutos. Com o tempo você mesmo saberá o tempo decorrido de oração e o momento quase que exato de encerrá-las. Ou controle o tempo pelo número de orações feitas no rosário.
- Depois de suas orações repetitivas (“mântricas”) faça seus pedidos a Deus: por seus parentes e amigos, vivos ou falecidos, pelos inimigos, pelos doentes, pela Igreja e seu clero, pela paz no mundo e etc.
- Poderá rezar visualizando um ícone ou de olhos fechados. Cuidado para não dormir.
- A oração poderá ser realizada em pé, de joelhos, sentado ou reclinado, evite rezar deitado pois poderá levá-lo ao sono e não à oração, principalmente à noite e se você estiver com sono.
- Evite horários propícios ao sono, muito tarde da noite ou muito cedo pela manhã.
- Inicialmente reze verbalizando (vocalizando) a oração, só quando estiver bastante treinado e adaptado à esta forma passe para a oração mental, isto é, pense na oração, dentro de sua mente.
- Não se deixe influenciar por “tratados esotéricos de meditação transcendental ou outros”, você é um cristão e deve seguir as orientações de sua religião e de seus instrutores, padres e/ou bispos.
- Dúvidas tire apenas com os representantes de sua Igreja, não dê ouvido a curiosos e “experts” no assunto.
- Com o tempo passe a rezar em todos os momentos disponíveis, sem que ninguém perceba, como em filas de banco, viagens de ônibus, carro ou outra qualquer. A oração de Jesus, pode e deve ser realizada incessantemente. Se você é do tipo de pessoa dispersiva não reze dirigindo para evitar acidentes.
- Como a oração, com o tempo, passará a se enquadrar no seu ritmo respiratório não use incensos ou similares para auxiliar as suas orações. É desnecessário e prejudicial. Cuidado com velas e lamparinas e tome as devidas precauções para evitar acidentes e incêndios se as usar diante de seus ícones.
- Procure ter ícones de Cristo, da Virgem e, se possível, do seu Santo protetor no seu local de oração, de preferência abençoados. Evite exageros não é a quantidade de ícones que vai santificá-lo, mas a qualidade de sua oração.
- Se morar com outras pessoas peça aos demais moradores da sua casa que não o interrompam durante seus horários de oração. Faça-os saber dos seus horários. Se houver uma ligação telefônica peça para que anotem o recado ou liguem mais tarde. Sem dizer a quem telefonou que você está rezando, é uma questão pessoal sua. Só atenda ligações se forem em caráter de extrema urgência.
- Caso haja muita dificuldade de concentração na oração monológica, então comecemos com a leitura de Salmos ou hinos e cânticos dos Ofícios divinos.
- Aos domingos, feriados, dias santos e festivos também se reza: não esqueça!
- Reze quando estiver triste.
- Reze quando estiver alegre.
- Reze para agradecer (principalmente).
- Reze para pedir.
- Reze pelos vivos.
- Reze pelos falecidos.
- Reze pelos doentes.
- Reze pelos amigos.
- Reze pelos inimigos.
- Reze pela paz no mundo.
- Reze pela Igreja e seus hierarcas.
- Reze pelos aflitos e por todos os que sofrem no mundo.
- Reze por aqueles que lhe pediram suas orações.
- Reze por mim!
Igúmeno Lukas
Boletim Interparoquial, julho 2007
Oração da Protese
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Mensagem de Natal do Santo Sínodo de Bispos da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia
“Ó Cristo, o que Te oferecer como presente por ter aparecido na terra na nossa humanidade? Cada uma de Tuas criaturas, na verdade, expressa a sua ação de graça, trazendo para Ti, os Anjos, os seus cantos, o Céu, uma estrela, os Magos os seus presentes, os Pastores, a adoração, a Terra, a gruta, os campos, a manjedoura, e nós mesmos, uma Mãe Virgem, Deus anterior aos séculos, tenha piedade de nós”. (Estiquera das Vésperas do Natal)
O Senhor Jesus Cristo com seu amor e bondade ilimitados para com o gênero humano, desceu à terra do Trono de Glória de Seu Reino. Aceitou nossa natureza, de modo a unir em si duas naturezas distantes – céu com a terra, anjos com os homens, “a fim de criar em si mesmo um só Homem Novo, estabelecendo a paz; Assim, ele veio e anunciou a paz a vós que estáveis longe e paz aos que estavam perto, pois, por meio dele, nós, judeus e gentios, num só Espírito, temos acesso ao Pai”. (Ef 2, 15, 17-18).
Irmãos e Irmãs! O Santo Profeta David nos convoca: “Vinde cantemos ao Senhor: cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação”. (Sl 95, 1). Este apelo é para nós particularmente adequado nestes dias santos do Santo Nascimento de Cristo. Em nossas igrejas ecoa o cântico angélico: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa-vontade” (Lc 2, 14), tal cântico ressoava junto à manjedoura de Cristo, enquanto nosso pensamento transporta-se para a humilde gruta, onde Cristo nasceu.
São João Crisóstomo fala, que a Festa do Nascimento de Cristo, para o homem, encontra-se no centro das outras festas. Sem Seu Nascimento não haveria nada do que resultou do salvífico acontecimento na história do mundo, que chamamos de Encarnação de Deus. Sem o Nascimento de Cristo não teria havido a Cruz e nem a Ressurreição, coroando o mistério da economia da nossa salvação.
Irmãos e Irmãs! O Cristo Salvador nos trouxe o dom do entendimento e do conhecimento pela fé. A profunda escuridão da ignorância sobre Deus revestia o mundo até Sua chegada na terra. O homem criado por Deus, traiu a glória do ser humano indestrutível. Cometendo o delito da desobediência, no paraíso, rejeitou o Criador e o Seu chamado. O homem perdeu com isso, também, seu estado natural, decaiu em estado de pecado, sendo este estado contrário à natureza. O Cristo Salvador pela Sua Encarnação restitui ao homem a possibilidade de retorno não apenas ao primitivo estado paradisíaco como também dá a ele a perspectiva de alcance de um estado supranatural de união com Deus. O Nascimento de Cristo mostra ao mundo a verdade consoladora: Deus com seu amor desce dos céus para a criação decaída, para cada um de nós. O Amor Divino faz ao fiel com que: “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor!”. (Rm 8, 38-39)
Irmãos e Irmãs! Regozijando-se com a alegria que flui da Festa do Nascimento de Cristo, agradeçamos ao Deus Altíssimo por todas as graças e bens, que concedeu à nossa Igreja e a cada um de nós no ano que terminou.
Para a nossa Igreja foi um tempo de momentos espirituais incomuns. No aniversário de 60 anos da “Ação Vístula” oramos ao Filho de Deus Encarnado pela paz da alma de nossos antepassados, que deram suas vidas pela fé ortodoxa. Graças à perseverança deles, pela sua fé e pelo exemplo de ilimitado amor à Igreja podemos hoje continuar testemunho da Santa Ortodoxia. Oramos também por aqueles, que sobreviveram e conservaram a Santa Ortodoxia até hoje.
O Senhor nos fez, também, dignos de especial alegria – as relíquias de Santa Catarina de Alexandria, que vieram para nós do Monte Sinai santificaram nossa Igreja. Estas relíquias estão conosco no Santo Monte de Grabarka, que no dia da Festa da Transfiguração do Senhor completou 60 anos de fundação do mosteiro feminino das Santas Marta e Maria.
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Na tradição da nossa Igreja a Festa do Nascimento de Cristo possui um caráter familiar. Dirigimos nossa especial atenção para a família cristã ortodoxa, que hoje freqüentemente cai vítima das doenças dos nossos tempos e da dissolução. Lembremo-nos, que a saudável família ortodoxa como “Igreja doméstica” é a base e o berço para a adequada preservação da futura geração e fonte de amor à Igreja. Na família repousa a grande responsabilidade diante de Deus e da comunidade para a conservação da fé ortodoxa, sua língua, cultura e costumes.
Irmãos e Irmãs! Apelamos às famílias ortodoxas para o aprofundamento do nosso trabalho em favor da Igreja doméstica e da Igreja geral, para o desenvolvimento espiritual e o não enfraquecimento em nossas lutas.
Que a luz da doutrina de Cristo multiplique-se em nossos corações, atue e traga frutos, eternos e imutáveis da base da vida: paz, amor, boas obras, justiça e santidade. O Senhor diz: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente serei meus discípulos” (J 8, 31)
Cumprimentamos o venerável clero, monges, jovens, e crianças e todos os fiéis da nossa Igreja na grande Festa do Nascimento de Cristo e no Ano Novo de 2008, e junto com todos vocês pedimos ao Senhor, que nos dê no Ano Novo as suas bênçãos e nos favoreça com seu amor.
Junto à manjedoura do Deus-Menino levemos nestes dias santos nossas orações pela prosperidade das Santas Igrejas de Deus, e pedido de bênção para todas os nossos bons intentos, pelo afastamento de nós de toda tristeza, infelicidade, ira e necessidades, de modo que possamos perseverar em todos os dias com um fé inabalável, boa saúde, amor, trabalho e paz.
E que um “espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11, 2) esteja com todos vocês. Amém!
Humildemente:
+ Simeão, Arcebispo de Lodz e Poznan
+ Adão, Arcebispo de Przemysl e Novo Sacz
+ Jeremias, Arcebispo de Wroclaw e Szczecin
+ Abel, Arcebispo de Lublin e Chelm
+ Mirão, Bispo de Hajnówka
+ Tiago, Bispo de Bialystok e Gdansk
+ Gregório, Bispo de Bielsk Podlaski
+ Jorge, Bispo de Siemiatycze
+ Paísios, Bispo de Piotrkow
às
12:00
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