Monte Sinai, Egito
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Oração de São Basílo (II)
Mestre e Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, que Te mostraste paciente diante de nossas faltas, e nos conduziste até a hora presente, onde sobre a Cruz Vivificante abriste ao Ladrão arrependido a porta do Paraíso. Tu, que pela morte venceste a morte, tem piedade de nós pecadores, Teus indignos servos; pois nós pecamos, cometemos a iniqüidade, e não somos dignos de levantar os olhos e contemplar as alturas celestes, tendo abandonado a via da justiça e marchado sobre os desejos de nossos corações. Mas na Tua inefável Bondade, concede-nos a Tua graça, Senhor, e na Tua infinita Misericórdia, salva-nos, pois nossos dias passam em vão. Livra-nos da mão do Inimigo, mortifica nossos pensamentos carnais, a fim de que despojados do homem velho, nos revistamos do novo e vivamos por Ti, nosso Mestre e Defensor; concede-nos que ao cumprirmos os Teus Preceitos alcancemos o Repouso Eterno, lá onde os justos permanecem na alegria. Pois Tu és na verdade a jóia e a alegria daqueles que Te amam, ó Cristo nosso Deus, e nós Te glorificamos assim como ao Teu Pai Eterno e a Teu Bom e Vivificante Espírito, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
"Sem Kosovo, a Sérvia não existe"
Em entrevista a jornalistas portugueses no mosteiro de Gracanica, onde reside, num enclave sérvio a meia dúzia de quilômetros de Pristina, o bispo afirma a sua completa oposição à independência do Kosovo, que deverá ser brevemente proclamada pelos kosovares albaneses. O Kosovo "é o berço da Sérvia" e deve manter-se como parte integrante da "pátria sérvia".
"A Sérvia não pode ficar parada se lhe tirarem 15% do seu território", nota o bispo, defendendo a tomada de posições por parte de Belgrado no caso da proclamação da independência pelos albaneses, como "a mobilização, o fechamento de fronteiras e outras medidas".
Para Artemije, "a Sérvia deve demonstrar que se importa que o Kosovo fique na Sérvia e, no caso de secessão violenta, deve atuar como qualquer outro Estado democrático atuaria".
O religioso procura realçar as suas palavras, dizendo que "não se trata de uma declaração de guerra" e que "não deseja a guerra". Contudo, "a Sérvia deve defender-se em caso de perigo", adverte.
Segundo o bispo, desde 1999, data da intervenção da Otan para pôr fim à guerra no Kosovo, pouco mudou nas condições de vida dos kosovares sérvios. "Continuamos sem direitos humanos, sem direito de associação, sem liberdade, sem educação", afirma. "Em 1999, havia dez mortos sérvios por dia às mãos dos albaneses e agora há menos, mas ainda há", acrescenta o bispo, denunciando ainda a destruição das condições de vida e da herança cultural sérvia no Kosovo. "Dezenas de milhares de casas de sérvios foram destruídas, bem como mais de 150 igrejas e mosteiros, toda uma herança cultural dos séculos XIII e XIV", assegura.
O bispo é também resolutamente crítico da intervenção internacional. "A resolução da ONU (que instituiu a administração internacional do território, em 1999) visava possibilitar a criação de condições de paz e segurança, mas essas condições só foram criadas para os albaneses, e não para os outros", afirma.
O religioso nota ainda que cerca de 250.000 sérvios foram forçados a fugir do Kosovo e que, apesar de a resolução 1244 da ONU afirmar que todos os refugiados têm direito a regressar, "nem 2% dos sérvios regressou". "Esses 250.000 sérvios foram forçados a fugir pelos albaneses, que fizeram ainda mais de 13.000 seqüestros e mil mortes", aponta o bispo, notando que, ainda hoje, há mais sérvios a sair do território do que a regressar. "Trata-se de crimes não punidos cometidos pelos albaneses. Nem um perpetrador foi identificado", garante.
Quanto à atuação da Kfor, a força da Otan que garante a segurança no Kosovo, Artemije diz também "não ter bases para confiar" nela. "Os crimes e o sofrimento aconteceram na presença da Kfor, que não garantiu a segurança", afirmou, exemplificando com os acontecimentos de março de 2004, em que questões aparentemente menores levaram a que multidões albanesas se voltassem contra os seus vizinhos sérvios.
O bispo elogia contudo as autoridades de Belgrado, considerando que o atual governo sérvio "tem um grande nível de preocupação, tentando proteger e manter o Kosovo na Sérvia".
Artemije manifesta ainda a esperança de que a independência não se verifique, adiantando que, a concretizar-se, "serão violadores, assassinos e terroristas que estarão a ser recompensados pela comunidade internacional com a independência".
Como solução para a crise kosovar, Artemije vê apenas "as várias propostas para uma solução mutuamente aceitável apresentadas pela equipe negociadora sérvia" nas negociações com a parte albanesa, mediadas pela troika internacional (UE, EUA e Rússia), sucessivamente rejeitadas por Pristina.
As conversações não permitiram qualquer acordo entre as duas partes, com Belgrado, com o apoio da Rússia, a aceitar apenas conceder uma autonomia alargada ao território, enquanto os kosovares, suportados pelos Estados Unidos e alguns países europeus, não cedem na sua pretensão de independência.
"A outra parte teve o apoio dos Estados Unidos e de vários países europeus à sua pretensão de independência", podendo assim recusar as propostas sérvias, notou o bispo. Segundo ele, a acontecer a proclamação de independência, manter-se-á "uma situação de crise e poderá verificar-se uma cisão na União Européia e o alargamento da instabilidade aos Bálcãs e à Europa".
As perspectivas de reconciliação, no entender do bispo, só existirão quando as duas partes estiverem empenhadas nela. "Os sérvios já provaram essa vontade, ao permanecerem no Kosovo. Os albaneses, pelo contrário, continuam empenhados numa limpeza étnica", sublinha.
O bispo Artemije mantém contudo ainda algumas esperanças. "Um homem que acredita em Deus, também acredita num futuro melhor", conclui.
Nada, contudo, parece indicar que os kosovares albaneses tenham a intenção de desistir da proclamação da independência, que garantem para breve, mas em acordo com a comunidade internacional, como reafirmou recentemente o primeiro-ministro eleito kosovar Hasim Thaci.
Observadores internacionais em Pristina apontam para os dois primeiros meses do próximo ano como data possível para a declaração de independência do Kosovo. Onde o bispo Artemije garante que vai continuar.
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12:02
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Lucas (Lc 6, 29-30)
“Ao que te ferir numa face, oferece-lhe a outra, e a quem te tomar o manto não lhe estorves o tomar-te a túnica. Dá a todo aquele que te pedir, e não reclames de quem te toma o teu”
O amor do inimigo não é fácil. Nós nos colocamos em posição de defesa contra a injustiça; queremos vingança, se sofremos injustiça; pela retribuição pretendemos colocar o mal em xeque. “Assim como me fazes a mim, eu faço a ti” (cf. Mt 5,38). Cristo exige que o mal não seja retribuído com o mal; pelo contrário, ao mal não se retribua com o mal; ao mal não se ofereça resistência; o mal seja vencido pelo bem.. Estas normas valem para a injúria pessoal que nos é feita. Ao que te ferir numa face... Valem também para o caso de sermos lesados em nossas posses. A quem te tomar o manto...
A alegria do discípulo de Cristo em orar deve desconhecer limites. Dá a todo aquele que te pedir, sem levar em consideração nacionalidade, comunhão de fé, pontos de vista diferentes, dignidade... Sempre de novo, dá. Cristo vai mais longe ainda: propriedade tirada dolosamente e à força nem deve ser reclamada. Quem sofrer tais prejuízos não se defenda, não procure recuperar sua propriedade. Porventura a injustiça deve se tornar justiça?
Podemos ficar tranqüilos ouvindo essas exigências de Cristo? Não se revolta algo dentro de nós? Não se levanta a resistência, porque temos nossas dúvidas? Não se sacrifica a personalidade com os seus direitos? Não se abrem todas as portas ao desenvolvimento dos mais baixos instintos de homens perversos?
Por que os homens agem entre si segundo regras totalmente diferentes, os exemplos soam tão espantosamente paradoxais e escandalosos. Eles revelam como é contrário a Deus o procedimento dos homens, caso o domínio de Deus não os tenha mudado e transformado. Nós imaginamos que o mal é exterminado, quando lhe opomos resistência, quando o mal é retribuído com o mal. Cristo, porém, anuncia que o mal é vencido pelo bem. Ele traz o Reino de Deus. E pela soma de todos os bens, que no Reino se desenvolvem, surge o triunfo de bem sobre o mal.
O modo pelo qual Cristo fala é plástico e vivo. Ele pretende inquietar, despertar, sacudir, transformar. Exemplos são exemplos para uma atitude para a qual Ele nos conclama. Cristo não dá uma preleção sobre deveres morais, preleção que esclareça todos os “se” e “mas”. Com Suas palavras não pretende anunciar novo código de Leis, contido em quatro parágrafos: 1) ao que te ferir... 2) a quem te tomar o manto... Isto seria deturpar o sentido das palavras de Cristo. Este procedimento Ele o quer. E o discípulo deve, na multiplicidade dos acontecimentos da vida, realizar tal procedimento e leva-lo à ação.
Oração (VIII)
Na aurora o meu coração vigia diante de Ti, ó Deus, porque os Teus mandamentos são luz. Ensina-nos, Senhor, a Tua justiça, os Teus preceitos e os Teus julgamentos; ilumina os olhos do nosso entendimento; que jamais adormeçamos na morte dos nossos pecados; afasta todas as trevas do nosso coração; concede-nos a graça do sol de justiça; protege a nossa vida da afronta pelo selo do Teu Espírito Santo; conduz os nossos passos num caminho de paz; concede-nos ver a aurora e o dia na alegria para que Te dirijamos as nossas orações matutinas. Pois a Ti pertencem a Força, o Reino, o Poder e a Glória, Pai, Filho e Espírito Santo, eternamente agora e sempre e pelos séculos. Amém!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
OrtoFoto
às
12:54
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Apóstika
Do grego απόστιχα, em eslavão stikhíry na stikhóvne. São estikera cantados acompanhados por versículos (stichos, do grego στίχοι) tirados dos Salmos. A apóstika ocorre:
- No final de Vésperas, tanto nas Festas como nos dias ordinários.
- No final de Matinas, apenas nos dias ordinários, isto é, quando não há Grande Doxologia.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Apólisis
Do grego άπόλυσις, em eslavão ótpust, em inglês dismissal e em francês congé. É a benção final que é dita pelo sacerdote no final dos ofícios. Em português é chamada de despedida. Possui duas formas: uma mais longa e uma mais curta. A mais longa é dita em Vésperas, Matinas e Liturgia. A mais curta é dita em Horas Canônicas, Ofício da Meia-noite e Pequenas Completas. As grandes festas possuem sua fórmula própria.



















