“A Ortodoxia manifesta-se, não dá prova de si”

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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Nossos Hierarcas em Lublin

A comunidade ortodoxa de Lublin no dia da festa do Ícone da Mãe de Deus de Lublin solenemente comemorou os 400 anos de sagração da pedra fundamental da Catedral.

Tradicionalmente no primeiro domingo depois da Festa da Proteção da Mãe de Deus são organizadas em Lublin as solenidades da Festa do Ícone da Mãe de Deus desta cidade. Seu original foi presenteado à igreja de Lublin pelos príncipes: Constatino e Ivana Ostrogski em 1663, como presente para a sagração da igreja.

O metropolita Sawa presidiu as solenidades. Presentes também estiveram o bispo João, de Bresk-Kobryn (Bielorussia) assim como os hierarcas da Igreja do Brasil: arcebispo Chrisóstomo e bispo Ambrósio em visita à Polônia.

A catedral de Lublin, no domingo 21 de outubro, estava repleta de fiéis. O metropolita em sua homilia referiu-se à particular mediação da Mãe de Deus no espaço destes séculos. Uma vez que ela cerca com sua proteção todos os seus filhos. Durante a procissão solene o metropolita Sawa consagrou uma placa comemorativa dos 400 anos de sagração da pedra fundamental da igreja (1607-2007).

No final da solenidade o metropolita Sawa condecorou com a ordem de Santa Maria Madalena de 2° grau o dr. Kazimierz Chrzanowski de Zamość – diretor do departamento de Educação da cidade, assim como membros do coro da catedral: Lídia Kostko – com a ordem de 2°grau, Walentina Roszczenko e Tomasz Lewandowski com a de 3° grau.Finalmente o arcebispo Chrisóstomo apresentou a todos ali reunidos a situação da ortodoxia no Brasil assim como compartilhou reflexões relacionadas com a permanência da delegação brasileira na Polônia.
reportagem: Wadim Sztemburski


fotos: Andrzej Klucha

OrtoFoto

Basílica de São Basílio - Moscou

A basílica teve sua construção ordenada pelo Czar Ivan o Terrível para comemorar a conquista do Cantão de Kazan, e foi construída entre 1555 e 1561, depois da construção, mandou arrancar os olhos do arquiteto para que não pudesse construir outra coisa igual. Em 1588 o Czar Fiodor Ivanovich ordenou que se agregasse uma nova capela no lado leste da construção, sobre a tumba de São Basílio o Bendito, santo pelo qual foi chamada popularmente a basílica.

A basílica se encontra no extremo sudeste da Praça Vermelha, justamente na frente da Torre Spasskaya do Kremlin e contém 9 pequenas capelas.

Em um jardim em frente a igreja tem um estátua de bronze, erguida em honra a Dmitry Pozharsky e Kuzma Minin, que reuniram voluntários para o exército que lutara contra os invasores poloneses durante o período conhecido como "Tempos de Dificuldades".

O conceito inicial era construir um grupo de capelas, cada uma dedicada a cada um dos santos em cujo o dia o Czar ganhou uma batalha, mas a construção de uma torre central unificou estes espaços em uma só catedral.

fonte: wikipedia

Santo Apóstolo e Evangelista Lucas

Comemorado pela Santa Igreja Ortodoxa em 18/31 de outubro, São Lucas nasceu, provavelmente, em Antioquia da Síria. Foi amigo e companheiro de São Paulo, apóstolo, na tarefa da propagação do Evangelho de Jesus Cristo. Toda a sua ciência médica e literária colocou à disposição do grande apóstolo. Entregou-lhe a sua pessoa e seguiu-o por toda a parte.
Pertencente a uma família pagã, Lucas converteu-se ao cristianismo. Segundo São Paulo, era médico: “Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas (Colossenses” 4,14).
Lucas, entretanto, é mais conhecido como aquele que escreveu o terceiro Evangelho.
Segundo a tradição, escreveu o seu Evangelho por volta do ano 70. É o mais teólogo dos evangelistas sinóticos (Mateus, Marcos). Ele apresenta-nos uma visão completa do mistério da vida, da morte e da ressurreição de Cristo. Embora escrevesse mais para os gregos do que para os judeus, seu Evangelho dirige-se a todos os homens. Mostra, com isto, que a salvação que Jesus de Nazaré veio trazer dirige-se a todos os homens. É uma mensagem universal: o Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido (Lucas 19,10). De acordo com ele, Jesus é o amigo dos pecadores; é o consolador dos que sofrem. A vinda de Jesus é causa de grande alegria. O Evangelho de Lucas propõe-se como regra de vida não somente para a pessoa em si, mas para toda a comunidade. Daí o seu cunho social.
Nele se cumpriu a máxima de Jesus: “bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus”.
Foi, também, o principal biógrafo da Virgem Maria e o primeiro a expressá-la através da pintura.

Oração de São Macário, o Grande (II)

Nós Te bendigamos, ó Deus Altíssimo e Senhor de misericórdia, que realizas, em todo tempo, grandes e insondáveis, gloriosas, numerosas e inauditas maravilhas, Tu que nos concedeste o sono para o repouso de nossa fraqueza e alivias as penas que abatem a nossa carne. Nós Te damos graças por não nos haver aniquilado com nossas iniquidades, antes em Teu amor pelos homens nos ergueste a nós, que inconscientes jazíamos, para a glorificação do Teu Poder. Eis porque nós imploramos a Tua bondade sem medida: ilumina os olhos do nosso entendimento, arranca o nosso espírito do pesado sono da indolência, abre a nossa boca e preenche-a com o Teu louvor, afim de que, sem cessar, possamos cantar, salmodiar e confessar-Te a Ti, Deus glorificado em tudo e por todos, Pai sem-princípio, com o Teu Filho Unigênito e o Teu santíssimo, bom e vivificante Espírito, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.
Amém.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

“Da Humilde Submissão”

Que te importa os discursos e os pensamentos dos homens? Não são eles que te hão de julgar. Se te acusam sem razão, Aquele que vê o fundo das consciências já te justificou. Se te lançam em rosto faltas reais, não és, porventura, feliz de sofrer uma mortificação saudável?

O que te perturba, é a soberba que não pode suportar ser repreendida.

O humilde não se irrita, não se comove, ainda quando a paixão o condena injustamente. Penetrado do sentimento de sua miséria, nunca o humilham tanto quanto ele mesmo se humilha em seu coração.

Queres tu que nada altere o sossego de tua alma? Abandona-te a Deus em todas as coisas e nos trabalhos, nas consumições, nas adversidades e nos contratempos da vida, dize com Jesus Cristo: “Sim, meu Pai, porque essa é Vossa vontade (Lc. 10,21)”.

“Que é o homem para que vos lembreis dele, Senhor? Que é o filho do homem para que o visites? Bom me foi o ter sido humilhado, possa assim aprender Vossos preceitos” (Sl. 8,5; 118, 71).

Meu divino Salvador, que Vos humilhastes a Vós mesmo, fazendo-Vos obediente até a morte, e morte de cruz, livrai-me do espírito de soberba que é o princípio de todos os pecados; daí-me o profundo sentimento do meu nada, para que, imitando tão perfeito modelo, possa pelo caminho da cruz, chegar à pátria dos bem-aventurados.

Cálice

Cálice do Patriarca Theoleptos II - 1580
Folheado em prata incrustado com pedras.
Está inscrito: na borda, "Cálice do mosteiro sagrado dos Arcanjos Miguel e Gabriel na montanha de Saga", no anel octogonal, "Doado ao Arcipreste Theoleptos" e na base, "fundido e doudaro por Rizas"

Oração ao Nosso Senhor Jesus Cristo

Ó Senhor de grande misericórdia e de suprema compaixão, Jesus Cristo, meu Deus, que pelo Teu amor infinito desceste e Te encarnaste para salvar a todos. Eu Te peço, ainda uma vez, ó Salvador, salva-me por graça. Posto que se me salvas em virtude de minhas obras, não é mais graça nem dom, antes dívida. Eis que Tu próprio disseste, ó meu Cristo, grande em ternura e inefável em misericórdia: quem crê em Mim, viverá e jamais verá a morte. Se então a fé em Ti salva os desesperados, eu creio: salva-me, pois Tu és o meu Deus e Criador. Seja-me a fé contada no lugar das obras, ó meu Deus, pois não encontrarás nada para justificar-me. Que esta minha fé possa as substituir, responder em meu favor, justificar-me e revelar-me como participar à Tua glória eterna; que Satanás não se apodere de mim e nem se vã-glorie, ó Verbo, por tomar-me de Tuas mãos e de Tua salvaguarda. Querendo eu ou não, salva-me, ó Cristo meu Salvador, apressa-Te pois estou em perigo, Tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe. Torna-me digno, Senhor, de agora Te amar tal como outrora amava o pecado, e que eu novamente Te sirva sem negligência como dantes a Satanás. Eu Te servirei cada vez mais, Senhor e Deus meu, Jesus Cristo, a cada dia de minha vida, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.
Amém.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"A Manipulação da Pessoa Humana"

Nos últimos meses a mídia tem focado quase que exclusivamente sobre a contínua ameaça do terrorismo em casa, no Afeganistão e em qualquer lugar. Como resultado, nossa atenção tem sido desviada daquilo que é potencialmente uma ameaça mais perigosa para nosso bem-estar: a virtualmente desinibida manipulação e destruição dos embriões humanos ao interesse de uma “nova eugenia”.

A pesquisa sobre as células embrionárias tronco começou seriamente nos inícios de 1999. Isto veio à tona pela capacidade das células-tronco desenvolverem-se em todos os tecidos e órgãos no corpo humano. De igual interesse são as crescentes pressões para patentear genes humanos, segmentos de DNA que carregam o código da vida humana. Não nos surpreende que o quê empurre em direção a estas iniciativas seja de ordem econômica: elas prometem ganhos virtualmente ilimitados para a florescente indústria biotécnica que provê a maioria dos fundos de pesquisa. Apesar da presente ênfase ser sobre o potencial médico – ultimamente estão construindo novos órgãos para substituir os velhos, e eliminando várias anomalias genéticas – o mercado continua ainda pressionando os especialistas em criar “modelos de bebês” com características pré-selecionadas, inclusive, através da magia da clonagem, uma outra constituição genética da pessoa. Como fica a Igreja Ortodoxa sobre este assunto, que envolve manipulação da vida humana no seu nível mais básico? Apesar de nem as Escrituras nem os ensinamentos patrísticos falarem sobre a matéria diretamente, juntos eles oferecem uma visão que é endereçada a ela muito claramente. Esta visão oferece preciosa compreensão sobre o sentido e o valor da pessoa humana.

A antropologia ortodoxa – a doutrina da pessoa humana – começa com a afirmação do Gênesis que todo ser humano é criado “à imagem e semelhança de Deus”. Não obstante o termo “imagem” deva ser definido, ele implica no que os teólogos hoje chamam “estar em comunhão”. A pessoa humana não é um ente isolado, mas um membro de uma comunidade. E a comunidade primária e primordial é aquela da Igreja, o Corpo do Ressuscitado e Glorificado Senhor, Jesus Cristo.

O supremo modelo para a comunidade eclesial é o próprio Deus: a vida-em-comunhão eterna do Pai, Filho e Espírito Santo. “Sede perfeitos”, Jesus instrui seus seguidores, “como vosso Pai celeste é perfeito”. Esta perfeição, como Deus a expressa, consiste acima de tudo em amor de auto-sacrifício, oferecido como um livre presente ao outro: para as outras Pessoas da Santíssima Trindade, e para o mundo criado, particularmente para as pessoas humanas.

A fim de refletirmos sobre a perfeição da Trindade, nós não podemos evitar de nos engajar num avanço na luta contra as tendências de nosso lado escuro, que a tradição ascética chama de “paixões”. Em acordo, muitos dos Padres da Igreja fazem distinção entre “imagem” e “semelhança”, definindo “semelhança” como a meta do combate ascético, o “combate invisível” da alma. Como todo ser humano é criado na divina “imagem”, então todos são chamados a assumir a divina “semelhança”. A imagem, em outras palavras, se refere à nossa natureza, a “dádiva” da vida humana que nós todos dividimos. A semelhança, por outro lado, constitui a meta em direção à qual cada “pessoa” ou cada ser humano em particular é chamado a esforçar-se por atingir. A meta é descrita pelos Padres como “theosis”, uma palavra grega significando “deificação”.

Isto significa que o propósito e o fim da vida humana é participar eternamente na vida de Deus, em Suas “energias” ou atributos tais como justiça, verdade, beleza e amor.

A Ortodoxia é bem conhecida pela sua “elevada cristologia”, sua convicção que Jesus de Nazaré é nada menos que o Deus-Homem, o eterno Filho do Pai que “sem mudança tornou-se homem e foi crucificado” a fim de realizar a nossa salvação. Igualmente “elevada”, entretanto, é a antropologia Ortodoxa: sua compreensão do valor eterno da pessoa humana. Por mais que isto possa realçar a realidade do pecado humano, a Cristandade Ortodoxa também reconhece que o principal alvo da existência humana – em direção ao qual toda pessoa é chamada a esforçar-se e a lutar – é glorificar Deus e entrar na eterna e jubilosa comunhão com as Pessoas da Santíssima Trindade.

Em que isto implica em relação à nossa questão original a respeito da manipulação e exploração do material genético humano e embrião humano?

Acima de tudo, quer dizer que nenhuma manipulação da pessoa humana, no nível macro ou micro, pode ser aceita sem que esta manipulação seja para propósitos estritamente terapêuticos que servirão aos melhores benefícios da pessoa interessada. Isto necessariamente exclui experiências usando viáveis embriões humanos (que, aos olhos de Deus são completamente pessoas, portadores da imagem divina, e não meramente “pedaços de tecido”), como também exclui o patenteamento do gene humano para fins comerciais.

Alguns físicos já têm se queixado que certos testes diagnósticos recentemente desenvolvidos envolvendo genes (por exemplo, para o mal de Alzheimer) não estão disponíveis para eles porque as patentes dos procedimentos são mantidas sob controle das corporações privadas. Na América nós costumamos nos chocar com o modo como as companhias Japonesas virtualmente “possuem” seus empregados. O risco hoje é infinitamente maior: que os interesses comerciais irão literalmente nos “possuir”, à medida que eles controlem o uso de nosso DNA.

Em 1998, o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa da América (OCA) chamou para uma moratória nos principais experimentos em direção à clonagem de seres humanos. Este apelo foi renovado no outono de 2001, com o manifesto dos bispos condenando as pesquisas com células tronco embrionárias e clonagem humana em geral. Com a conclusão, no início do último ano, do projeto de genoma humano, aquele apelo necessita se expandir para cobrir toda e qualquer manipulação de material genético humano para propósitos comerciais que não incluam claros e aceitáveis resultados terapêuticos. E a legislação precisa definitivamente legalizar a proibição do patenteamento dos genes humanos.

Esta recente aquisição de conhecimento sobre genética, com seu extraordinário potencial para o bem ou para o mal, precisa ser mantida no domínio público. Os Cristãos Ortodoxos precisam insistir neste ponto através da mídia e por qualquer outro meio à sua disposição. Caso contrário nós enfrentaremos um verdadeiro risco real de sucumbir a uma nova e insidiosa forma de escravidão, na qual nossa herança genética é literalmente pertencente por interesses – comercial ou governamental – a outros que não nós mesmos. Similarmente, nós devemos deixar clara nossa inequívoca oposição à manipulação e destruição de embriões humanos, particularmente desde células tronco adultas, junto com aqueles colhidos dos cordões umbilicais, que provaram ter tão grande potencial terapêutico quanto suas duplicatas embrionárias. A pessoa humana, criada à imagem de Deus e chamada a progredir em direção à divina semelhança, é única e de infinito valor. Qualquer tentativa de reduzir a pessoa a um reservatório de componentes genéticos ou reproduzir aquela pessoa através de clonagem, é uma ofensa não somente contra os direitos humanos e a dignidade humana. É acima de tudo uma ofensa contra o Deus que cria e ama cada pessoa, e chama cada um sem exceção a compartilhar para sempre de Sua vida divina.

Revmo. Padre John Breck
“Boletim Interparoquial” agosto 2004

OrtoFoto

Iconostase do Mosteiro de Santa Catarina a Grande, século XVIII
Monte Sinai - Egito

Comunicado Oficial da Igreja Ortodoxa da Estônia (EAÖK)

Devido às muitas controvérsias provocadas pela participação da delegação da Igreja Ortodoxa da Estônia nos trabalhos da comissão encarregada do diálogo ortodoxo-católico, a Igreja da Estônia editou comunicado oficial relembrando a todos sua história e status.

Tallin, 23 de outubro de 2007.

A autonomia da Igreja Ortodoxa da Estônia, cuja denominação oficial é Igreja Apostólica Ortodoxa da Estônia (EAÖK), foi concedida pelo Patriarca Ecumênico em 1923 logo depois da ratificação do tratado de Tart de 2 de fevereiro de 1920, no qual a Rússia reconhecia a independência da Estônia. Entretanto as autoridades russas tanto seculares como eclesiásticas abertamente questionam este fato, disso tivemos um exemplo há pouco tempo. Segundo eles a nação Estônia surgiu apenas no ano de 1991, o exército soviético nunca ocupou a Estônia, mas justamente ao contrário, libertou-a do nazismo e a Estônia ainda permanece parte do território canônico do Patriarcado de Moscou, ainda que este país nunca tenha se encontrou dentro das fronteiras determinadas pelo Tomos de 1589, que concedeu a autocefalia à Igreja Russa.

De acordo com o Tomos que concedeu autonomia (1923), desde o ano de 1923 até 1941, todos os ortodoxos na Estônia tanto os cidadãos da Estônia como os russos pertenciam a uma única Igreja, a EAÖK. Entretanto, a 30 de março de 1941 o Metropolita Aleksander foi chamado a Moscou e forçado a assinar uma declaração de subordinação da Igreja da Estônia ao Patriarcado de Moscou e seu “retorno ao seio da “Igreja-mãe”. Este documento, apesar das pressões do regime daquela época nunca pode ser ratificado pelas autoridades da EAÖK e a 30 de dezembro de 1942 o metropolita Aleksander na carta aberta de número 191 retirou sua assinatura, que colocou sob pressão na declaração citada.

Em 1944 o metropolita Aleksander foi forçado a emigrar do país junto com 22 clérigos e 8 mil fiéis para a Suécia onde o metropolita morreu no ano de 1957.

A 9 de março de 1945 o Patriarcado de Moscou, auxiliado pelas autoridades soviéticas, dá início a um processo de dissolução da autonomia da Igreja Ortodoxa da Estônia e em seu lugar cria uma diocese, diretamente subordinada a ele. Apesar destas ações a Igreja Ortodoxa Russa nunca conseguiu remover completamente as pegadas da existência da EAÖK. Em 1978 o atual patriarca de Moscou Aleksy II, nesta época responsável pela diocese da Estônia, dirigiu-se diretamente a Constantinopla, para que “em nome da unidade eclesiática“ o patriarca revogasse seu Tomos que concedia autonomia à EAÖK. Em resposta, levando em consideração a situação política da Estônia, o patriarca ecumênico concorda apenas em suspender a autonomia (13.04.1979), entretanto este ato concerne exclusivamente aos ortodoxos da Estônia que permaneceram no país e não aos que estavam na emigração.

Em 1991 a Estônia, novamente, recupera sua independência. O Tomos concedendo sua autonomia é reativado em 24 de fevereiro de 1996 pelo patriarca ecumênico. Ao mesmo tempo, em sintonia com a base eclesiástica da economia, o patriarca de Constantinopla concede à Igreja Ortodoxa Russa a possibilidade de prorrogação da sua presença jurisdicional na Estônia (acordo de Zurique de 22.04.1996) na esperança de que um dia na Estônia exista, novamente, uma única Igreja Ortodoxa da Estônia, como assim foi até o ano de 1945. Depois de tantos anos de sofrimento provocados pelas numerosas perseguições das quais a Igreja Ortodoxa da Estônia caiu vítima, a EAÖK deseja, hoje, só uma coisa: viver em paz e em harmonia com os irmãos do Patriarcado de Moscou, de modo a dar testemunho comum em nome de Cristo e de sua Igreja na Estônia.

Ao contrário da afirmação propagada, incessantemente, pelo patriarca de Moscou, é devido esclarecer que o patriarca de Moscou Tikon, de memória eterna, concedeu aos ortodoxos da Estônia unicamente uma ampla autonomia nas questões da diocese e a ela concernia, principalmente, às questões relacionadas com as atividades pastorais, educacionais assim como nas questões econômicas. Nunca, entretanto, proclamou um Tomos concedendo autonomia real e canônica. Com relação a isso, o único Tomos concedendo autonomia à Igreja Ortodoxa da Estônia é o de 1923.

Metropolita Estevão de Tallin e Toda a Estônia
Texto retirado de http://www.cerkiew.pl/
Tradução do Igúmeno Lucas

Oração à Toda Santa Mãe de Deus (I)

Eu glorifico a Tua graça, ó Soberana e peço-Te que cumules de graças o meu entendimento. Ensina-me a andar no reto caminho dos Mandamentos de Cristo. Revigora-me a mim afim de que possa vigiar em oração e afasta para longe a acedia e o torpor. Enlaçado que estou pelas amarras dos pecados, ó Esposa de Deus, liberta-me pela Tua intercessão. Preserva-me de noite como em pleno dia e guarda-me dos inimigos que combatem contra mim. Tu que geraste o Autor da Vida, torna a dar-me aquela que as paixões me tomara. Tu que geraste a Luz sem ocaso, ilumina a minha cega alma. Ó esplêndido Palácio do Mestre e Senhor, faz de mim um habitáulo do Espírito Divino. Tu, que geraste o Médico das nossas almas, vem curar as paixões que transtornam a minha alma, desde há tantos anos. Dirige-me na via do arrependimento, pois que em mim agitam-se as torpes torrentes da vida. Preserva-me do fogo eterno, do verme que ruge assim como da chama infernal, afim de que não me torne o escárnio dos demônios, eu que por tantos pecados me sinto acusado. Faz de mim, envelhecido pelo ignóbil pecado, ó toda irrepreensível, um homem novo. Implora junto do Mestre de todos para que se afaste de mim todo tormento. Torna-me digno de desfrutar, com todos os Santos, da alegria celeste. Ó Virgem Toda-Santa, atende o clamor do Teu inútil servidor. Concede-me, ó Toda Pura, deitar uma torrente de lágrimas, afim de que purifique as impurezas da minha alma. Aceita, ó Soberana, os gemidos de meu coração que sem cessar Te apresento; acolhe minha suplicação, dirigindo-a ao Deus de misericórdia. Tu que estás acimas dos Anjos, faz-me então superar todos os afazeres mundanos. Ó Portadora de Luz e Nuvem Celeste, faz descer sobre mim a graça do Espírito. Eis que apresento ao Teu louvor, ó Toda-Imaculada, meus lábios e minhas mãos. Livra-me dos males que ameaçam a minha alma, suplicando a Cristo em todo tempo, a Ele convém honra e adoração, agora e sempre e pelos séculos.
Amém.

domingo, 28 de outubro de 2007

Nossos Hierarcas na Herzegovínia

Sua Exa. Revma. Chrisóstomo e Sua Exa. Revma. Ambrósio na Liturgia desse Domingo (28 de outubro) na Catedral de Trebinje, Eparquia de Zahumsko-Hercegovacka, Patriarcado da Sérvia.





Dias antes, no Mosteiro dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.