“A Ortodoxia manifesta-se, não dá prova de si”

ok
Mostrando postagens com marcador Expressões da Fé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Expressões da Fé. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A BELEZA DO SAGRADO II – 25 de setembro de 2010


A Igreja Ortodoxa do Brasil promove no dia 25 de setembro (sábado), a Segunda Edição do evento A Beleza do Sagrado, em Copacabana. O objetivo é difundir a cultura e a arte Ortodoxa, integrar cristãos ortodoxos e não ortodoxos e aproximar as Igrejas Ortodoxas do Rio de Janeiro.

Faz parte do evento a exposição de ícones produzidos pelo Atelier Ortodoxo São Lucas, apresentação de canto litúrgico, venda de artesanato e objetos religiosos, projeção de slides sobre a Arte do ícone, exibição de filmes e palestra sobre iconografia na Tradição Ortodoxa e o significado da imagem sagrada como representação pictórica artística e espiritual do Cristianismo Oriental.

Para quem não conhece a cultura cristã ortodoxa, é uma excelente oportunidade.

O Evento contará ainda também com um bistrô. Terá início às 16:00 hs e término previsto para às 21:00 hs.

Local: Catedral Ortodoxa da Santíssima Virgem Maria
Endereço: Rua Saint Roman 226, Copacabana.
Ingressos: R$ 10,00 (inteira),
Estacionamento com manobrista na garagem ao lado

O Atelier Ortodoxo São Lucas

terça-feira, 19 de maio de 2009

"A Dedicação Monástica."

Bispo Alexandre (Mileant).
Certas pessoas se dedicam completamente a ciência, artes, política ou qualquer outra atividade escolhida por eles. Porque ? Porque esta é a sua vocação. Estas pessoas contribuem para o progresso da arte ou ciência, a que elas se dedicaram. Por outro lado, existem pessoas, que não são atraídas pelo progresso intelectual ou material, mas sim pela aquisição de uma perfeição interior. Elas são atraídas por uma vida justa e por isso se tornam monges e freiras.

A vida dentro de uma sociedade secular pouco contribui para a perfeição, antes ela impede a atingi-la. O santo Evangelista João Teólogo diz, que a vida da sociedade é afetada por três males: "Porque tudo o que há no mundo — concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e orgulho da vida." Portanto: "Não ameis o mundo, nem nada o que há no mundo," — ensina ele (1 João, 2:15). A vida monástica tem por finalidade livrar o homem do mal que reina no mundo: da concupiscência da carne — pela castidade e moderação, da inveja (i.e. desejo excessivo de riquezas e bens materiais) pela recusa de bens pessoais, e do orgulho — pela obediência ao superior. Desta maneira, a vida monástica está destruindo o mal na sua própria raiz e está colocando a pessoa no caminho certo, que leva à perfeição espiritual.

A palavra "monge" deriva da palavra grega "um." Ser monge significa que a pessoa vive na solidão. Os mosteiros surgiram como habitações solitárias e afastadas do mundo. A vida monástica difere da de outras pessoas, que vivem no mundo; daí o nome russo do monge: "inok" da palavra "inói" — outro, diferente.

Há muitos caminhos que levam ao Reino de Deus, e o Evangelho nos proporciona uma ampla escolha de como devemos proceder: o principal é evitar o mal e fazer o bem. Mas, para aqueles que sentem vocação para uma vida mais perfeita, dirigem-se as seguintes palavras do Nosso Senhor: "Se alguém quiser vir atrás de Mim, tome a sua cruz e siga-Me ... Se queres ser perfeito, vai, vende o que possuis, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-Me ...Há impotentes que por si mesmos se tornaram tais por amor do Reino dos Céus. Quem é capaz de entender, entenda ... Qualquer um de vós que não renuncia a tudo que possui, não pode ser Meu discípulo" (Mateus 16:24; 19:12-21; Lucas 14:26-33). Aqui são determinadas as principais condições, na base das quais são formulados os votos (promessas feitas a Deus pelas pessoas que entram para o mosteiro).

A tendência de seguir uma vida cheia de provações surgiu junto com o cristianismo. De acordo com o são Cassiano (século IV) os discípulos do Evangelista Mateus, que era o primeiro bispo em Alexandria (Egito), eram os primeiros monges. Eles saíam das cidades para os lugares mais afastados, onde levavam uma vida diferente, seguindo os preceitos elaborados pelo são Marcos. O historiador judeu Filós, morador de Alexandria contemporâneo dos apóstolos, escreve sobre uns certos Terapeutas, que se afastaram do centro da Alexandria até os subúrbios dela, e onde levavam uma vida austera, exatamente igual aquilo que mais tarde nos diz são Cassiano sobre os primeiros monges da Alexandria e chama as moradias deles de mosteiros.

Há notícias de que os monges apareceram na Síria ainda durante a vida dos apóstolos. Santa Eudoxia, que desde o ano de 96 d.C. viveu na cidade de Heliópolis na Síria, durante o reinado de Trajano, foi convertida para o cristianismo pelo santo Herman, abade de um mosteiro, onde havia 70 monges. Ela mesma, após a sua conversão, entrou para um convento, onde havia 30 freiras.

Não obstante a escassez de documentos, não há dúvida de que a instituição monástica surgiu ainda durante a vida dos apóstolos. É difícil admitir a falta de sede da perfeição espiritual naqueles tempos, quando os cristãos deixavam tudo para seguir o ensinamento do apóstolo Paulo sobre a virgindade, formulado na sua epístola aos Coríntios (1 Cor., capítulo 7). Para estas pessoas, o exemplo vivo sempre eram e serão o Próprio Senhor Jesus Cristo, a Sempre Virgem Maria, o profeta João Batista, o discípulo amado e celibatário apóstolo João Teólogo, o apóstolo Paulo, o apóstolo Tiago, irmão do Senhor e primeiro bispo de Jerusalém, e muitos, muitos outros. Eis os exemplos, tão sublimes, que serviram de modelo para os monges, onde nasceu a vida monástica, eis a sua fonte espiritual.

É desta forma que o são Doroteu explica o surgimento da vida monástica, dizendo: "Eles (os cristãos) entenderam que para as pessoas que vivem no mundo, é muito difícil se aperfeiçoar espiritualmente e portanto escolheram uma maneira diferente de viver, uma maneira diferente de passar o tempo, uma maneira diferente de agir — que é uma vida monástica e assim eles começaram a sair das cidades e passaram a morar nos desertos, levando uma vida cheia de privações, jejuando, dormindo muito pouco no chão sem nenhum cobertor por baixo ou por cima e suportando voluntariamente muitas privações e sofrimentos, renunciando a vínculos de parentesco ou da pátria, de todos os bens materiais. Por outras palavras, eles se crucificaram ao mundo."

Nas antigas comunidades monásticas a atenção principal era dada a ocupações espirituais: à oração, ao jejum e às reflexões sobre Deus e sobre o mundo espiritual. Mas, ao mesmo tempo, o trabalho físico era tido como indispensável para proporcionar uma diversificação das atividades, porque ele proporcionava meios de subsistência e de ajuda aos pobres.

No começo do século IV surge uma enorme tendência à vida monástica. Isto surgiu como conseqüência do enfraquecimento no rigor da vida cristã, enfraquecimento este que aconteceu porque eram batizados muitos pagãos que continuavam a se interessar exclusivamente por assuntos materiais. Este fato estimulou muitos verdadeiros cristãos a se afastar das cidades, vilas e aldeias e viver nos desertos para lá, longe da agitação do mundo, se aperfeiçoar espiritualmente, rezando, jejuando e refletindo sobre Deus. O primeiro lugar no meio destes grandes homens pertence ao Antônio Magno.

Santo Antônio nasceu nos meados do século III no Egito. Visando solidão e perfeição ele se estabeleceu numas ruínas de um forte antigo, na margem oriental do Nilo. Ali ele viveu durante 20 anos numa completa solidão, jejuando, rezando e se submetendo a diversas privações. Com o passar do tempo, muita gente ficou sabendo sobre ele e começou a visitá-lo. Alguns até começaram a se instalar perto dele para serem guiados por ele e desejando levar a mesma vida austera. Assim, aos poucos, em volta do Santo Antônio se formou um círculo de discípulos (ano 305).

Santo Antônio não estabeleceu nenhuma regra sobre a vida monástica, mas explicou em linhas gerais o caminho para atingir perfeição espiritual. Assim, baseado no próprio exemplo, ele ensinava a renegação dos bens materiais, uma plena devoção à vontade de Deus, uma contínua oração, uma reflexão solitária sobre Deus e trabalho físico. Conforme foi estabelecido por ele, tais pessoas se encontravam sob cuidados de um padre (um "starets," um "ancião," que era uma pessoa com uma grande experiência espiritual e que era plenamente responsável por seus discípulos), moravam separados um do outro em cabanas ou cavernas e se empenhavam no aperfeiçoamento espiritual. Estas comunidades eram chamadas de "lavra."

Mas, ainda durante a vida do santo Antônio apareceu uma outra forma de vida monástica — comunidades. Os que desejavam atingir a perfeição se reuniam numa comunidade, que era dirigida por um abade, viveram juntos, as vezes todos num mesmo compartimento, as vezes em celas individuais, mas todos seguiram as mesmas regras. Estas comunidades eram chamadas de "mosteiros" (cenóbios). O fundador desta forma de vida monástica era o são Pacômio Grande (348).

São Pacômio também nasceu no Egito. Ele era militar e durante uma campanha teve a possibilidade de conhecer a caridade cristã, e desde então teve um grande desejo de abraçar o cristianismo e realmente, após o término do serviço militar, ele foi batizado. Ele conheceu a vida austera no deserto da Tebaida e para si escolheu um lugar deserto na margem do Nilo, chamado de Tavenna. É aqui que surgiu a idéia à são Pacómio de instituir uma comunidade monástica e assim, numa das ilhas do Nilo ele fundou um mosteiro para todos aqueles, que desejassem viver numa comunidade.

A vida austera do são Pacômio atraiu à ele muitos discípulos, tantos, que no mosteiro construído por ele não havia mais lugar e ele foi obrigado a construir mais alguns mosteiros nas margens do Nilo, próximos um do outro. Também foi ele quem fundou um convento para as mulheres na outra margem do Nilo.

Nos mosteiros por ele fundados são Pacômio introduziu certas regras. Este é o primeiro estatuto de uma vida monástica. Todos os monges eram divididos por são Pacómio em 24 categorias, conforme a evolução da vida espiritual deles, mas todos eram dirigidos por um único abade. Cada mosteiro teve seus próprios superiores, chamados de "hegúmenos." Eles todos eram subordinados ao abade principal e o informavam sobre a vida nos respetivos mosteiros. Nos mosteiros também houve ecônomos com ajudantes, que cuidavam da parte econômica da comunidade. Todos os superiores eram obrigados a levar uma vida que servisse de exemplo para o resto dos irmãos. Guiados pelos superiores, os monges eram obrigados a levar uma vida austera, rezando, lendo livros de conteúdo espiritual, principalmente as Escrituras Sagradas, e também deviam trabalhar muito. As missas eram celebradas duas vezes ao dia — de dia e de noite. Após um determinado sinal os monges, sempre modestos e calados, se reuniam na igreja, liam as Escrituras Sagradas e orações e cantavam. Aos domingos — comungavam. Além disso, os monges deviam rezar individualmente antes de dormir e ao levantar. Após as orações ou após as missas, o superior conversava com eles sobre uma vida cristã. Os monges se dedicavam à leitura individualmente nas suas celas, nas horas livres de trabalho e da oração. Os livros lhes eram entregues pelo ecônomo, da biblioteca do mosteiro.

Os monges trabalhavam nas hortas, pomares, ferrarias, moinhos, curtiam o couro, eram marceneiros, tecelões, fabricavam cestas de vime. Saíam para o trabalho numa completa ordem e silêncio, guiados pelo seu superior. O silencio era obrigatório em quaisquer circunstâncias. Tudo isso devia ser cumprido com absoluta obediência. Sem a permissão do superior, nenhum irmão poderia nem só sair do mosteiro, mas nem poderia começar um outro trabalho. Todos os monges eram vestidos em roupas muito simples e iguais para todos. A roupa de baixo era de linho — uma túnica sem mangas, e por cima dela era usada uma roupa de couro, na cabeça eles usavam um gorro e nos pés — sandálias. Esta roupa não era tirada nunca, nem para dormir. Eles não tinham camas, somente assentos entre duas paredes; eles só podiam dormir numa esteira. Os monges se levantavam bem antes de amanhecer. A comida deles era a mais simples, uma vez por dia, geralmente ao meio dia. A comida deles consistia de pão, azeitonas, queijo, legumes e frutas. Nos sábados e domingos havia também uma refeição à noite. Todos comiam juntos, num absoluto silencio.

A pobreza é um dos principais votos monásticos no regulamento de são Pacómio. As pessoas que entravam para a comunidade eram proibidas de trazer qualquer objeto, mesmo as roupas usadas por elas na chegada eram distribuídas entre os pobres. O trabalho executado por um irmão pertencia a todos. Os monges recebiam tudo o que for lhes necessário do próprio mosteiro. Os ecônomos distribuíam aos monges a comida e as roupas, que foram produzidas no próprio mosteiro, ou então compradas com o dinheiro ganho com a venda de objetos feitos pelos irmãos. Para que estas regras fossem obedecidas, são Pacómio determinou, que as pessoas, que desejavam entrar para a comunidade, não podiam ser aceitas antes de serem postas a prova durante um ano.

Durante a vida do são Pacômio, o número dos monges na comunidade dele era de 7.000, e cem anos mais tarde — 50 000. A vida monástica, tanto eremítica como em comunidade se espalhou rapidamente por todo o Egito e de lá passou para outros países. Assim, Ammon fundou uma ordem de eremitas no monte Nitrio com o seu deserto adjacente, Makários do Egito — no deserto de Sceto, onde viviam muitos homens maravilhosos. Hilário, o discípulo predileto de Antônio, levou a vida monástica até a sua pátria, Palestina onde, perto de Gaza, fundou o seu mosteiro. Daí, a vida monástica se espalhou por toda a Síria e Palestina.

São Basílio Grande, que viajou pelo Egito e pela Palestina e conheceu a vida monástica de lá, difundindo-a na Capadócia (Ásia Menor, hoje Turquia), tanto para homens, como para mulheres. O seu regulamento que ele estabeleceu para os seus monges se espalhou rapidamente pelo oriente e virou comum a todos. No século V todo o oriente já era literalmente coberto por mosteiros. Os monges mais notáveis do século V são Isidoro Polusiota, Simão Stolpnik (que passou a vida encima de uma coluna) Eufímio, Sava Santificado, e muitos outros.

São Simão nasceu na Síria, passou muitos anos em orações encima de uma coluna, sem descer de lá, sofrendo de fome e das intempéries. Ele foi o fundador de uma nova forma de dedicação: a vida sobre uma coluna — uma espécie de torre ("stolpnichestvo" — da palavra "stolp" — coluna). Eufímio, fundador do mosteiro em Palestina, por sua dedicação recebeu de Deus o dom de fazer milagres. Sava, discípulo de Eufímio, entrou para a vida monástica aos 8 anos de idade e virou eremita. Ele fundou muitos mosteiros na Palestina e introduziu lá o regulamento sobre missas.

Além do "stolpnichestvo," no século V apareceu ainda um outro modo de dedicação nos mosteiros: os que não dormiam. O monge Alexandre organizou um mosteiro, onde as missas eram rezadas ininterruptamente, durante 24 horas por dia. Um rico habitante de Constantinopla, Studio, gostou desta ordem e fundou em Constantinopla um mosteiro igual, chamando para lá os que não dormiam nunca. Este mosteiro passou a se chamar de "Studiiski."

Notáveis santos viveram no século VI: Simão "Iuródivyi" (Desvairado) que, gozando de absoluta lucidez, se apresentava a todos como um que perdeu razão; este modo de vida, que ele empreendeu por amor à Cristo, lhe dava a possibilidade de ser constantemente humilhado, e desta forma ele chegou a completa impassibilidade, e também são João Clímaco, que passou muitos anos sobre o monte Sinai e escreveu a obra chamada de "Lestvitsa" (Escada), onde ele demonstrou como se aperfeiçoar espiritualmente até chegar à perfeição; no século VII — Alípio "Stolpnik" , que viveu encima de uma torre mais de 50 anos, sem nunca descer de lá. No fim do século VIII e começo de IX houve um outro representante de uma vida monástica rigorosa, que também era um fervoroso defensor de adoração dos ícones — Teodoro Studita. O seu mosteiro, que era famoso pelo seu regulamento rigoroso, deu ao mundo muitos monges santos, conhecidos pela austeridade de suas vidas, como, por exemplo, Nicolau, que foi torturado por causa da adoração dos ícones, Joaniquio, famoso pelo seu dom de clarividência, e outros.

No mesmo século IX apareceram eremitas no monte Atos, tais como são Pedro (século XI), que lá viveu em solidão por mais de 50 anos, e santo Atanásio, (século X), que fundou um mosteiro no Atos, onde mais tarde viveram muitos monges, que procuravam a perfeição.

O monacato russo alcançou grandes proporções e êxito espiritual, a começar pelos santos Antônio e Teodósio de Kievo-Petchersk e terminando com os santos de Optina. Infelizmente, aqui é impossível relatar a história do desenvolvimento e a experiência espiritual do monacato russo.

Nenhum passado de uma pessoa pode impedir a ela de entrar no mosteiro, porque a vida monástica consiste de penitencia, e o mosteiro é um hospital. No começo, a pessoa que entra no mosteiro se encontra no estágio de teste para determinar, até que ponto ela realmente deseja se dedicar à esta vida. Se o abade se convence, de que esta pessoa é realmente sincera na sua decisão, ele lhe concede a benção de usar "podriasnik" com cinto e "scufiá" ("podriasnik" consiste de uma veste preta, comprida, com mangas estreitas e a "scufiá" é um gorro, lembrando um cone). Este futuro monge, que está ainda em fase de teste, se chama de "poslúshnik" (obediente), porque o principal dever dele é obedecer.

O poslúshnik deve demonstrar toda a sua paciência e humildade na execução de todas as tarefas que lhe forem atribuídas, pois estas são as principais virtudes de um monge. "A obediência é mais importante do que jejum e a oração," — diz um ditado monástico, porque a obediência, baseada na humildade, ajuda a exterminar a doença principal da nossa alma — o orgulho, bem como o amor próprio, que é o berço de todas as paixões.

Quando, após um determinado período de tempo, o poslúshnik prova com a sua boa conduta a sinceridade o seu desejo de monacato, ele pode ser ordenado para o segundo grau, chamado de "riasofór." Ele ainda não faz nenhum voto, mas geralmente recebe um novo nome e tem direito de usar, por cima do "podriasnik" a "riasa" e a "kamilávka" ("riasa" é uma veste comprida, preta, com mangas largas, usada por cima do "podriasnik"; a "kamilávka" é uma espécie de chapéu sem abas, mais larga em cima). A ordenação para o "riasofór" é feita durante uma missa especial, que se chama de "Missa para vestir a ‘riasa’ e a ‘kamilávka’.

"O homem que não é casado é solícito das coisas do Senhor: cuida e agrada ao Senhor; mas o que é casado é solícito das coisas do mundo: cuida e agrada a mulher" (1 Cor. 7:32-34). Jesus disse ao jovem, que procurava a vida eterna: "Se queres ser perfeito, vai, vende o que possuis, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu." Baseando-se neste ensinamento, os monges se recusam a possuir qualquer coisa, para que nada lhes possa impedir alcançar a perfeição espiritual.

São Gregório Teólogo diz: "Será que o monge deve ser preocupar para que não seja roubado (seqüestrado) ele mesmo? Porque ele não possui nada além do seu próprio corpo, coberto por uma roupa velha, rasgada. Deixa os outros, que possuem muito dinheiro, tomar as medidas necessárias contra o roubo. Todos os meus bens consistem de Deus, e este tesouro ninguém conseguirá roubar. No que se refere à outras coisas, podem levar tudo; a minha condição é a mais segura, pois aquilo que eu possuo, ficará comigo eternamente. Deus é a minha parte. Não quero possuir nada além de Deus; quando sirvo no altar, tenho comida e roupa, e estou satisfeito com isto; pobre seguirei atras de uma pobre cruz, para que possa subir sempre mais, sem impedimentos, voando, conforme a palavra do apóstolo, encima de uma nuvem para encontrar o Senhor nas alturas."

É natural que o maior número dos santos provem dos monges, pois a meta do monacato é a perfeição espiritual. Os santos monges são chamados de "prepodobnyi" — reverendo — (podobnyi — semelhante), pois eles mais se assemelharam à Cristo. A pessoa que sentiu, que tudo na vida é somente uma preocupação sem um valor real, e que queria se livrar destas preocupações fúteis para encontrar Deus, entra para o mosteiro. O caminho do monge é um caminho reto, o caminho mais curto entre duas extremidades — o homem e Deus.

Nos mosteiros surgiu uma rica literatura espiritual. Para a maioria dos leigos ela é algo incompreensível e inatingível. As condições espirituais lá descritas são inatingíveis para as pessoas que vivem no mundo secular. Porém, há coisas que são perfeitamente atingíveis à todas as pessoas que procuram a Deus. Os russos sempre gostavam de ler o livro chamado "Dobrotoliubie" ("Amor às coisas corretas"), onde em 5 volumes estão compilados os ensinamentos dos monges da antigüidade; "Lestvitsa" ("Uma escada") do João, abade do mosteiro no monte Sinai; "Uma luta invisível" do são Nicodemo Sviatogorets; "Ensinamentos úteis para as nossas almas" do abade Dorotéu; os ensinamentos dos anciões Varsonófio e João; contos sobre antigos monges compilados em "Lavsaík" do bispo Paládio Helenopolitano, e "Campina espiritual" do bem-aventurado João Mosque. Para os leitores de hoje, podemos recomendar uma literatura mais atualizada, que seriam as cartas do bispo Teófano Recluso, as obras do bispo Inácio Brianchaninov, os ensinamentos dos "startsy" (anciões) da Optina, conversas de são Serafim de Sarov com o amigo dele, Motovilov.

Na Rússia, antes da revolução, havia muitos mosteiros e conventos, e sua influencia sobre os costumes e a vida do povo, sobre a sua história, era enorme. Lá, nos mosteiros, os peregrinos achavam uma renovação moral e espiritual, tranqüilidade, forças para a luta com o pecado. Aqui eles achavam o seu ideal. Os mosteiros eram centros de recuperação moral para o país inteiro.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Tesouros da Igreja Ortodoxa da Finlândia

No Santuário da Catedral de Uspenski, em Helsínquia, reina uma atmosfera calma e reverente. Neste local sagrado, encontram-se pequenos candeeiros que tremeluzem entre importantes ícones antigos que pendem das paredes e velas de cera que impregnam o ar com um odor a mel. As figuras sagradas do ícone que domina a sala olham do alto da sua armação dourada para as pessoas que se deslocam sobre o magnífico chão de mármore, com passos silenciosos e cautos.

Fig. 1 - Interior da Catedral de Uspenski, Helsínquia.
A maior e mais famosa das igrejas ortodoxas da Finlândia é o tesouro da nossa herança espiritual. Nas suas paredes, mesas e armários, encontram-se dezenas de objetos valiosos: um belo altar decorado com ouro e pedras esplendorosamente pintados, candelabros com ícones em miniaturas neles primorosamente gravados.

Fig. 2 - (da esquerda para a direita): Estola do início do século XIX. Capa de asperges usada pelo superior do mosteiro nos serviços de culto, início do século XIX. Paralelamente usado pelo bispo, princípio do século XIX, doados ao Mosteiro de Valamo pelo Czar Alexandre I.
Os tesouros da Igreja Ortodoxa Finlandesa, toda a propriedade cultural da nação, acrescentam um suavizante toque oriental e da mística bizantina à nossa herança europeia e nórdica. O interesse pela Igreja Ortodoxa e pela religião é muitas vezes despertado pela qualidade dos objetos.

Fig. 3 - Ícone funerário da Virgem do século XIX (Mosteiro de Petsamo). As mãos e o rosto são de têmperas sobre madeira. O vestido e a auréola são de contas de vidro e diversas jóias coloridas.
No século XVI, a Reforma derrubou a Igreja Católica Romana na Finlândia, mas a Igreja Ortodoxa manteve uma base na Carélia. O Mosteiro de VaIamo, situado numa ilha do lago Ladoga, transformou­se no seu centro mais importante. O Mosteiro de Konevitsa também teve a sua base aqui. Existiram cinco mosteiros na região de Kakisalmi e outro em Petsamo.
Fig. 4 - Cruz de madeira com o crucifixo em têmperas. Suurlabri, Aanisniemi.
Nos anos 40, a fé ortodoxa foi espalhada pela Finlândia por refugiados da Carélia, que reforçaram as pequenas congregações já existentes. Mais de 50 000 finlandeses pertencem à Igreja Ortodoxa.
Fig. 5 - Virgem de Tibvina. Ícone do século XVII. Têmpera sobre madeira de tília. Igreja se Santo Elias, em Vyborg.
As congregações ortodoxas possuíam tesouros artísticos insubstituíveis, quase todos salvos da destruição durante a guerra e trazidos para a Finlândia. Os tesouros não estão preservados apenas na Catedral de Uspenski. O Mosteiro de Valamo alberga um ícone da Virgem de Konevitsa, o mais antigo da Finlândia. Diversas igrejas e o Museu da Igreja Ortodoxa, em Kuopio, exibem ícones a óleo maravilhosamente dourados.
Fig. 6 - S. Basílio o Grande, S. Gregório de Nissa e S. João Crisóstomo. Ícone do século XVIII. Mosteiro de Valamo.
Normalmente, quando abandonamos a Catedral de Uspenski, sentimo-nos como se tivesse-mos estado em contacto com a espiritualidade da Igreja Ortodoxa.
Fig. 7 - Toalha decorativa do século XIX (Mosteiro de Petsamo).
As palavras do patriarca grego S. Basílio, do século IV, adaptam-se perfeitamente a este templo:
« Aquilo que a palavra diz ao ouvido, oferece a arte silenciosamente em imagens.»

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Frescos do Mosteiro de Decani (Patriarcado da Sérvia), século XIV

O Mosteiro de Decani é o primeiro monumento cultural do Kosovo considerado "Patrimônio da Humanidade" pela UNESCO.






segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Altar

Em eslavão, prestol. Mesa Santa, de forma cúbica, inicialmente de pedra (solidez: Cristo, a Rocha Mística) que situa-se dentro do santuário. É o lugar mais santo que existe na Terra. Nele estão depositadas relíquias de santos mártires. Representa o Trono de Deus, o altar de ouro contemplado por São João e descrito no Apocalipse. Representa ainda o Santo Sepulcro e o nosso próprio Deus e Salvador Jesus Cristo. As quatro colunas, nos seus quatro cantos, representam os quatro Evangelistas. O Altar pode ser confeccionado em madeira, metal, pedra ou vidro, com encaixes e/ou cola para fixá-lo, apenas não podendo levar pregos. O Altar é sagrado pelo bispo, com orações e ungido com óleo de mira. Depois é recoberto até ao nível do chão com tecido branco, que simboliza o lençol imaculado com o qual José de Arimatéia envolveu o corpo de Cristo. Por cima deste cobre-se o Altar, então, com tecido brilhante, ricamente ornamentado e de boa qualidade, normalmente dourado, que representa a glória do Trono de Deus.

domingo, 11 de novembro de 2007

Sakkos

Sakkos do Metropolita Photios, século XIV
Museu de Cultura Bizantina

Sakkos é o paramento superior largo, com mangas também largas e bem ornamentado. O nome provém do grego sakkos, que significa saco. Na antigüidade era o traje de coroação dos imperadores bizantinos. Em sinal de respeito os soberanos passaram a oferecer o sakkos aos patriarcas, que inicialmente só o usavam nas grandes festas. Com o tempo, o sakkos passou a ser um paramento de todos os bispos.

sábado, 10 de novembro de 2007

Artoklasia

Do grego αρτοκλασία, literalmente quebra e não benção do pão. É uma cerimônia que ocorre no final de Grandes Vésperas nas Vigílias das Grandes Festas, e em certos outros dias nos quais acontece a Lítia (Grandes Completas nas Vigílias do Natal e Teofania). Uma mesa é colocada no centro da igreja ou do lado de fora, e sobre ela um utensílio com três dispositivos destinados para óleo, vinho e grãos de trigo (no uso grego utilizam-se apenas dois dispositivos: para o vinho e óleo); e um outro dispositivo mais elevado para os cinco pães. Durante o canto do tropário Apolitikion o sacerdote incensa esta mesa e diz a oração da benção, relembrando os cinco pães que alimentaram cinco mil pessoas no deserto (Mt 14, 15-21). O utensílio com os pães, o vinho, o óleo e o trigo é levado para dentro do santuário, pelas Portas Reais, os pães são cortados em pequenos pedaços e molhados com o vinho. Após a leitura do Evangelho os fiéis veneram o Evangeliário e em seguida são ungidos com o óleo recém-abençoado recebendo, então, o pão molhado com o vinho.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Antimension

Nos primeiros séculos do Cristianismo, a Sagrada Liturgia era celebrada sobre os túmulos de mártires e era celebrada pelo bispo. Mais tarde, a medida que a Igreja se expandia e o tamanho de uma diocese típica com ela, os bispos da Igreja primitiva começaram a ordenar padres como seus representantes devido ao crescente número de comunidades cristãs, em especial as rurais. Apenas com a permissão do bispo um padre e sua comunidade poderiam celebrar a Sagrada Liturgia e, assim é, até os dias de hoje. Um dos meios pelo qual esta importante prática antiga é efetuada se dá através de um pequeno pedaço de tecido dobrado dentro de outro, e que repousa sempre sobre o Santo Altar de toda Igreja Ortodoxa – o Antimension.

O Antimension é um pedaço de tecido retangular, freqüentemente dourado, medindo aproximadamente 18 por 24 polegadas, e enquanto sobre o Santo Altar é mantido dobrado dentro de outro tecido, de cor vermelha, chamado Iliton, que representa as faixas e o sudário funeral de Cristo. Desenhado sobre a superfície do Antimension está um ícone do sepultamento de Cristo, junto com os quatro Evangelistas, assim como os Santos Basílio, o Grande e João Crisóstomo. Costurado dentro do Antimension, em um pequeno saco, está uma relíquia incorruptível de um santo tornando real a antiga conexão com os mártires que morreram sem renunciar a Cristo, e cujo sangue, assim como o sangue de Cristo forma o verdadeiro alicerce da Igreja. Impresso em todo Antimension estão as palavras: “Pela graça do Santíssimo e Vivificante Espírito, este Antimension, e este Santo Altar estão consagrados para a Oferta sobre ele do Corpo e Sangue de Nosso Senhor na Sagrada Liturgia”. Cada um é assinado pelo bispo da diocese e colocado sobre o Santo Altar, constituindo assim sua permissão para a comunidade existir como uma paróquia ortodoxa e celebrar a Sagrada Liturgia. Isto é assim, desde o princípio do Cristianismo, uma vez que sem o bispo não há Igreja e através do bispo vem nossa unidade de Fé e Comunhão que é a Ortodoxia.

Primitivamente substituía o Altar (e ainda hoje pode, em caso de necessidade, exercer a mesma função), ficando sobre ele todo o ano, exceto de Sexta-Feira Santa até a Ascensão (período em que é substituído pelo Epitaphios, a partir do Sábado Santo). O antimension é consagrado pelo Bispo (ou pelo Primaz da Igreja) com um rito semelhante ao da consagração do altar.

fonte: Glossário Ortodoxo, Igúmeno Lukas

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Epitaphios

Epitaphios, séc. XIV
Museu Bizantino

"Epitaphios" é um um pano litúrgico oriundo do "aer" no cristianismo primitivo, ou do katapetasma (véu que separava "o Santo dos Santos" do Lugar Santo), e já conhecido ao final do século XII. No princípio foi usado para cobrir o cálice santo e a patena durante a preparação da Eucaristia. No século XIV já há evidências do seu uso durante o serviço da sexta-feira Santa, o que tornou-se tradição até os dias atuais.

Ícone da Mãe de Deus chamada “Consolação de Todos os Sofrimentos” (1688)

Euphymia, irmã do Patriarca Joaquim (1674-1690), vivia em Moscou e sofria de uma doença incurável. Uma manhã durante suas orações ela ouviu uma voz dizer: "Euphymia! Vá até a Igreja da Transfiguração e peça ao padre que diante do ícone "Consolação de Todos os Sofrimentos" celebre um Molebien e faça a bênção das águas que você receberá a cura da doença. Euphymia fez conforme a orientação da voz que ouvira e se livrou da terrível doença que a afligia. Isso aconteceu no dia 24 de outubro (06 de novembro) de 1688.

sábado, 3 de novembro de 2007

O Milagroso Ícone da Virgem de Kazan

O ícone de Nossa Senhora de Kazan, em estilo grego-bizantino, teria sido pintado, segundo os especialistas, em Constantinopla, no século XIII. A obra apresenta a imagem de meio corpo da Virgem carregando o Menino Jesus, que se encontra quase de pé numa atitude de benção para com sua mãe, para quem ele ergue sua mão direita.

O ícone encontra-se recoberto com uma lâmina de prata que cobre a figura e as vestimentas, deixando visíveis apenas os rostos da Mãe e do Filho. Sob a cobertura está o desenho e as cores que se conservam perfeitas, o que se leva a considerá-lo não apenas como uma peça de altíssimo valor religioso, mas também uma verdadeira obra de arte.

A lâmina que recobre a imagem data do século XVII e contém incrustações de diamantes, esmeraldas, rubis, safiras e pérolas, a maior parte dos quais foram acumuladas por diversos doadores que deste modo quiseram expressar sua devoção à Sagrada Imagem.

No dia 1 de outubro de 1552, festa da "Proteção da Virgem", o exército do Czar Ivan, o Terrível, assaltou as muralhas da cidade de Kazan, até então capital do Reino Tártaro. O Czar, em ação de graças pela vitória obtida, ordena a construção de uma grande basílica em honra da Mãe de Deus, dedicando-a ao mistério da Anunciação.

No ano de 1579 Kazan foi assolada por um violento incêndio que destruiu a metade da cidade. Enquanto a população se recuperava da tragédia, a Virgem aparece a uma menina de nove anos de nome Matrona, manda-lhe escavar as ruínas porque ali encontraria o Sagrado Ícone.

No dia 8 de julho de 1579, é encontrada entre as cinzas o ícone da Mãe de Deus de Kazan. Trasladada até a Catedral da Anunciação de Kazan, começa a ser objeto de grande devoção religiosa, sendo-lhe atribuídos inúmeros milagres. Ali permaneceu até por volta do ano de 1612 quando é transportada para a cidade de Moscou.

Em 1790 o Czar Pedro, o Grande, a invoca como "protetora e estandarte" na batalha de Poltava, contra Carlos XII da Suécia. Após a vitória russa o ícone é entronizado na Catedral de Moscou, sendo em seguida transferida para São Petersburgo e colocada num santuário a ela especialmente dedicado.

Na noite de 29 de junho de 1904, durante uma revolta popular, desaparece junto a outros tesouros do Santuário. Em 1970A, cerca de sessenta anos depois, reaparece numa exposição de arte nos Estados Unidos. Neste contexto, foi comprado pelo "Centro Russo Católico de Nossa Senhora de Fátima" organização católica de devoção à Virgem de Fátima. Prosseguindo sua caminhada foi entronizado na Capela Bizantina, em Fátima, Portugal e, em 1993, foi entregue ao papa por esta organização.

O bispo de Roma conservou o ícone na capela de seu apartamento, esperando a oportunidade de encontrar-se com o patriarca Alexis II para devolvê-lo, pois este, enquanto chefe atual da Igreja ortodoxa russa era considerado seu legítimo proprietário.

Em 28 de agosto de 2004, o Papa João Paulo II, manifestando o desejo de promover as relações fraternas com a Igreja Ortodoxa Russa, devolveu ao Patriarcado de Moscou este que é um dos ícones mais venerados pelos ortodoxos através da história.
Tropário do Ícone, t.4
Tu que nos protege de todo coração, Mãe do Senhor Todo-poderoso, interceda junto de teu Filho, o Cristo nosso Deus, em favor de todos nós e faça que nós encontremos a salvação, nós que nos colocamos sob tua poderosa proteção. Senhora Soberana, proteja-nos a todos, na infelicidade, na aflição, na doença e sob o peso de tantos pecados, com ternura, rogamos diante da tua imaculada imagem, com lágrimas e coração contrito, repousando nossa irreversível esperança em ti: conceda-nos a libertação de todo mal, conceda-nos tudo o que é útil, e salva-nos, Virgem Mãe de Deus, pois tu és para os teus servidores a divina proteção.

Arcanjo Gabriel

Arcanjo Gabriel – séc. XIII
Mosteiro de Santa Catarina, a Grande
Monte Sinai - Egito

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Cálice

Cálice do Patriarca Theoleptos II - 1580
Folheado em prata incrustado com pedras.
Está inscrito: na borda, "Cálice do mosteiro sagrado dos Arcanjos Miguel e Gabriel na montanha de Saga", no anel octogonal, "Doado ao Arcipreste Theoleptos" e na base, "fundido e doudaro por Rizas"